LINHÃO DE TUCURUÍ: Bolsonaro lança como inédita uma ideia já anunciada por Temer no ano passado.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h10

Temer reunido com os conselhos da República e Nacional sobre o linhão. Foto | Arquivo

Segundo o ex-senador Romero Jucá, o então presidente Michel Temer já havia reunido o Conselho de Segurança Nacional, no ano passado, e declarado a obra do Linhão de Tucuruí como estratégica e de segurança para o pais.

“O presidente Jair Bolsonaro apenas repetiu a mesma decisão”, disse Jucá. Não acredito que será tão fácil assim, mas torço muito e tenho o dever de apoiar a iniciativa do novo governo”, disse Jucá.

O presidente Jair Bolsonaro está vendendo como inédita a reunião do Conselho de Defesa para discutir estratégias para a “Linha de Transmissão Manaus-Boa Vista”. O problema é que Michel Temer, o primeiro a se reunir com o Conselho de Segurança, já se encontrou com o grupo em dezembro de 2018 para debater o tema.

Do encontro saiu a prioridade para um decreto definindo obras estratégicas na região, mas Bolsonaro, atrasado, jogou pelos ares a papelada e convocou novamente o encontro.

O Conselho de Defesa Nacional é presidido pelo presidente da República e tem entre os integrantes natos o vice-presidente, os presidentes da Câmara e do Senado, o ministro da Justiça, o ministro das Relações Exteriores, o ministro da Defesa e o ministro da Economia. O conselho é um órgão de consulta do presidente nos assuntos relacionados com a soberania nacional.

E ontem, como havia prometido, o Governo publicou uma edição extra do Diário Oficial da União contendo a Resolução nº 1, de 27 de fevereiro de 2019, do Conselho de Defesa Nacional – CDN, reconhecendo como de interesse da Política de Defesa Nacional a Linha de Transmissão 500 kV Lechuga – Equador – Boa Vista (interligação Manaus – Boa Vista), considerando-a alternativa energética de cunho estratégico para atendimento ao País.

O licenciamento da obra

O licenciamento para o início da obra sairá em breve.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ficou responsável por destravar o processo na parte relacionada aos impactos ambientais da obra d linhão.

Ricardo Salles adiantou que as licenças estarão concluídas em um prazo tão curto quanto possível. A perspectiva do governo é que, uma vez iniciadas, as obras sejam concluídas em três anos.

Durante este período o estado continuará recebendo energia da Venezuela e de usinas termelétricas.

Traçado beirando a BR-174

A BR-174 será a referência para a montagem das 1.440 torres.

A obra é de responsabilidade da concessionária Transnorte Energia, formada pela estatal Eletronorte e a empresa Alupar, que ganhou a concessão do linhão.

O traçado é previsto para correr paralelamente à BR-174, que corta a terra indígena. Do total de 1.440 torres de transmissão previstas para toda a linha, 250 a 300 torres passariam pela terra indígena.

Uma possibilidade para resolver o impasse seria reduzir a distância entre as torres de transmissão e a rodovia, o que reduziria o impacto ambiental ligado ao desmatamento da área.

A ‘ovelha’ desgarrada

A reunião da bancada com Bolsonaro: Shéridan não deu o ar da graça.

Há uma certa sintonia entre senadores e deputados federais de Roraima no Congresso Nacional, onde a maioria das demandas é buscada nos gabinetes da capital federal em bloco.

Mas uma ausência tem sido notada: a deputada Shéridan (PSDB), outrora titulada de “Musa da Câmara dos Deputados.

Desde a posse deputados e senadores se reúnem para definir prioridades para Roraima. Shéridan, contudo, não assinou o ponto em nenhum dos encontros.

Negou-se inclusive a participar da reunião com o presidente Jair Bolsonaro onde foi batido o martelo sobre o Linhão de Tucuruí.

Falta mais dialogo

Para Jorge falta diálogo político do governo antes das decisões.

Para o deputado Jorge Everton (MDB) há um componente imperfeito nessa relação de conflito entre o Governo de Antônio Denarium e as classes trabalhadores.

“Está faltando diálogo político, o governo não parece disposto a ouvir os aliados e sem conversa fica difícil o entendimento”, avalia o parlamentar.

Ontem o deputado dialogou com centenas de manifestantes – demitidos, concurseiros, terceirizados, aqueles aprovados em concursos e ainda não chamados – que lotaram as galerias da Assembleia para protestar. Havia faixas inclusive pedindo a renúncia de Denarium.

Segundo Jorge há contradição entre o discurso de campanha e a prática. “O governador precisa nos ouvir antes de tomar determinadas decisões. Tem muita coisa errada que poderia ser evitada se houvesse um bom diálogo”, disse Jorge.

A via crúcis dos desempregados

A cena se repete na Assembleia com protestos todos os dias.

Desde que foram retomados os trabalhos na Assembleia Legislativa, no último 18, pelo menos por falta de plateia os deputados não podem se queixar.

As galerias estão lotadas e barulhentas, sempre ocupadas por grupos de pessoas que vão protestar contra o Governo de Antônio Denarium.

E ontem todas as poltronas estavam ocupadas terceirizados sem salários, concurseiros da Polícia Militar, prejudicados pela suspensão do certame, concursados e demitidos da Codesaima, pessoal da CER, muitos demitidos pelo Governo, todos em busca de uma solução para suas vidas.

Observa-se um certo desespero nessas pessoas que encontram nos deputados uma possibilidade de tentar reverter a situação de cada um no Governo.

Guaidó defende governo de transição

Guiadó chega ao Palácio para o encontro com Bolsonaro.

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, logo após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, Juan Guaidó disse que seguirá lutando para que a ajuda humanitária chegue a Venezuela.

Defendendo um governo de transição, ele repetiu que deseja um país livre e democrático.

Guaidó agradeceu Bolsonaro e o povo brasileiro “por este momento importante na relação entre Brasil e Venezuela. Minha luta por democracia e liberdade na Venezuela é constitucional”, disse.

Bolsonaro culpa Lula e Dilma

Bolsonaro: todo apoio ao venezuelano Juan Guaidó.

Em declaração à imprensa após reunião com Juan Guaidó, Jair Bolsonaro fez um “mea culpa” em nome do Brasil, pela ditadura de Nicolás Maduro, numa referência ao apoio que Lula e Dilma deram ao chavismo.

“Dois ex-presidentes do Brasil foram em parte responsáveis pelo que estava acontecendo na Venezuela. Como pode um país rico, próspero e com o povo maravilhoso conseguiu a chegar a essa situação a que chegou?”, questionou o presidente, para em seguida responder:

“O Brasil estava num caminho semelhante. Graças a Deus o povo aqui acordou e em parte se mirou no que acontecia no seu país e resolveu dar um ponto final no populismo, na demagogia barata”.

Auditagem na Sesau

O secretário Ailton anunciou ontem os termos da auditoria.

Todos os atos que geram processos de contratação de bens e serviços pela Sesau (Secretaria de Saúde), inclusive a folha de pagamento de pessoal, irão receber acompanhamento, suporte, avaliação e coordenação da Comissão Especial criada pelo Decreto Nº 26.588-E, de 27 de fevereiro de 2019, publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) da mesma data.

Para a publicação do Decreto criando a comissão, foram consideradas as dificuldades que o setor vem enfrentando e que resultaram por exemplo, na decretação de Estado de Calamidade na Saúde, publicado na segunda-feira, 24, e o de Calamidade Financeira, de 28 de dezembro de 2018.

Além disso também foi levada em consideração a necessidade da prática de ações necessárias ao atendimento das urgências e emergências nas Unidades Hospitalares Estaduais de Roraima. A Comissão é composta por 21 pessoas de diversos órgãos públicos de controle e irá funcionar por um prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Fonte | Secom RR


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