Manobra para acelerar Linhão de Tucuruí deve enfrentar obstáculos.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h05

Índios Waimiri-Atroari exigem ser ouvidos no processo da construção. Foto | Funai/Divulgação

A decisão anunciada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro de declarar como estratégica para a soberania nacional  construção da linha de transmissão entre Manaus e Boa Vista – o Linhão de Tucuruí – para conectar Roraima ao sistema elétrico do país gera preocupações com direitos indígenas e poderá ser contestada na Justiça, com os nativos exigindo participação no processo.

O linhão, visto como importante para encerrar a dependência de Roraima de importações de energia da Venezuela e das termelétricas – que atualmente abastecem o Estado em 100% – foi licitado ainda em 2011, mas até hoje não obteve licença ambiental de instalação, necessária para início das obras.

A dificuldade é atribuída principalmente à resistência dos índios Waimiri-Atroari, uma vez que cerca de 120 dos 715 quilômetros do empreendimento cortariam terras da etnia. Para superar o entrave, o Conselho de Defesa Nacional usou o acirramento da crise venezuelana como justificativa para declarar a obra no último mês como “alternativa energética estratégica”, alegando riscos ao suprimento local de energia.

Mas a manobra, que segundo o governo busca acelerar o licenciamento, gera temor de que direitos dos índios possam ser atropelados, disse a agência de notícias Reuters o procurador Júlio José Araújo Junior, do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), que acompanha o caso.

“A consulta não tem efeito vinculante, mas os índios querem ver estudos sobre os impactos do linhão e participar do debate, principalmente devido a traumas passados”, disse Araújo, ressaltando que os Waimiri-Atroari foram quase extintos durante obras da rodovia BR-174, nos anos 70 e 80, período de ditadura militar no Brasil.

O linhão de Boa Vista a Manaus (AM) foi projetado para acompanhar o traçado da BR na terra indígena, o que autoridades dizem que reduziria impactos ambientais. O projeto está sob responsabilidade da estatal Eletronorte, da Eletrobrás, e da Alupar, que já chegou a manifestar interesse em abandonar o negócio devido ao longo atraso.

Agora, a expectativa é de que a obra do linhão comece em julho, segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. Ele disse que o governo quer “conversar” com líderes indígenas locais, mas ressaltou que “o interesse da soberania nacional se sobrepõe a outras questões”. Fonte | Agência Reuters e Veja.

Minha Opinião | Vamos esperar pelo pior?

Um apagão na Venezuela, desde a Hidrelétrica Raul Leoni (Guri), a principal fonte geradora de energia do país, governado pelo caudilho colocou Roraima na escuridão na quinta-feira. Na verdade foram cinco apagões em menos de 24 horas, o mais demorado com cerca de 30 minutos, já na madrugada de ontem.

Essas interrupções abruptas, ocorridas ontem também, causam danos em equipamentos eletro-eletrônicos, prejuízos no comercio de frios e congelados, incomodam o sono das pessoas, derrubam as conexões de internet, enfim, um terror na vida de todo mundo.

A especulação que se faz na Venezuela, segundo os auxiliares de Maduro, é que foi motivação criminosa dos adversários. Sabotagem, segundo os dirigentes da Corpoelec – a empresa de energia de lá. Claro, uma justificativa natural de um regime político que se alimenta de manobras obscuras para se manter no poder à custa da miséria do povo.

Os blecautes reforçam a necessidade cada vez mais cogente e imperativa de nos livrarmos da dependência que temos da energia que vem da Venezuela. Por mais que as autoridades do setor elétrico afirmem que o parque termelétrico instalado em Roraima é suficientemente capaz de suprir a demanda, vemos que isso não tem acontecido.

A cada apagão vem o drama e o pavor nas pessoas sobre quando e em que momento a energia vai voltar. Vivemos um retrocesso que nos remete aos anos de 1980 e 1990 quando a população sofria não apenas por interrupções corriqueiras, mas de racionamentos que duravam horas, causando sofrimento e transtornos.

Roraima não pode mais passar por esse tipo de padecimento. O povo daqui já sofre há décadas pelo descaso governamental e pela falta de vontade política. A questão do Linhão de Tucuruí é a salvação, mas não podemos ficar letárgicos a esperar pelo pior, que a cada se aproxima de nós.

Termelétricas abastecem 100%

As termelétricas é quem estão suprindo toda a demanda roraimense.

Cinco usinas termelétricas foram acionadas para garantir o abastecimento de energia elétrica em Roraima, depois de a Venezuela ter interrompido o fornecimento de energia ao estado.

Em nota divulgada ontem (8), a Roraima Energia informou que a produção das termelétricas é suficiente para garantir o abastecimento de Roraima.

“Até o momento, não recebemos informação concreta das causas dos desligamentos na interligação e o sistema continua sendo atendido 100% pelo parque termelétrico”, diz a nota da concessionária.

No texto, a Roraima Energia informa que tem cinco termelétricas com capacidade instalada total de 216,5 megawatts (MW), capazes de atender 100% do sistema elétrico do estado, com consumo médio em torno de 400 mil litros de combustível por dia.

O governo do estado acompanha a situação e repassa as informações a órgãos do governo federal. O Executivo estadual reforça que as termelétricas têm condições de manter o abastecimento da população e das indústrias.

O breu venezuelano

Escuridão na Venezuela atingiu a capital e mais oito estados em todo o país.

A Roraima Energia comunicou que ainda não tem “informação concreta das causas dos desligamentos na interligação” com a Venezuela.

Os apagões começaram na quinta, viraram a madrugada da sexta e prosseguiram durante todo o dia de ontem com várias interrupções.

A operadora estatal venezuelana Corpoelec atribuiu o apagão no país ao que chamou no Twitter de “guerra energética”.

A agência alegou que o problema ocorreu por um ataque na usina elétrica de Guri, no leste do país.

Enquadramento: força total

Deputados e senadores vão lutar pelo enquadramento.

Diferente da legislatura passada, onde o ego e o individualismo prejudicaram o andamento do processo, o enquadramento de ex-servidores do ex-território de Roraima ganhou reforço de peso.

A bancada de Roraima no Congresso Nacional (senadores e deputados federais) marcou encontros em Brasília, na próxima semana onde o assunto será o tema da pauta.

Há reuniões com o secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel e reunião de toda a bancada de Roraima, Amapá e Rondônia, que ocorrerá na Câmara dos Deputado.

Além disso o deputado Haroldo Cathedral (PSD) marcou encontro com o ministro Vital do Rêgo, relator da TC: 034.566/2018-0 que aponta indícios de irregulares na transposição de servidores para quadro em extinção da Administração Pública Federal, para entender melhor o processo e agir para destravá-lo e dar continuidade ao enquadramento.

Temário e seus devaneios

Telmário vive de difamar adversários nas redes sociais.

Telmário Mota continua atacando Romero Jucá, que não é mais senador desde janeiro, nas redes sociais. Aliás tem feito isso desde que foi eleito senador em 2014.

Ontem por exemplo, o senador boquirroto se utilizou de redes sociais para novos ataques gratuitos ao ex-senador, de “continuar roubando”. Segundo Telmário, “90% dos órgãos federais em Roraima são comandados” por Jucá, o que não tem um pingo de verdade.

Quando mesmo Telmário vai se dar conta de que foi eleito para defender os interesses do povo roraimense e não ficar por ai tagarelando sobre vida alheia?

E não satisfeito com as abstrações banais, atacou o presidente difamou o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sério Moro.

FRONTEIRA: Fechamento e prejuízos

A fronteira continua fechando causando prejuízos em Pacaraima.

O fechamento da fronteira com o Brasil determinada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no dia 21 de fevereiro, está impactando a economia de Pacaraima, cujo o comércio atende a população do sudeste do país vizinho, em especial de Santa Elena de Uairén.

Os comerciantes e a população de Pacaraima também perderam acesso aos postos de combustíveis na Venezuela. Não há postos na cidade fronteiriça brasileira e para conseguir abastecer diretamente o carro precisam ir até Boa Vista, a 215 quilômetros.

O preço do combustível vendido em toneis em Pacaraima chega a R$ 8 o litro, cinco vezes mais caro do que o valor pago na Venezuela (R$ 1,5). Apesar do fechamento da fronteira, alguns venezuelanos conseguem atravessar por dois caminhos menos fiscalizados pela polícia venezuelana para se abastecer e retornar ao país.

Mas há um contingente que não tem meios de voltar e acaba sendo atendido pela Operação Acolhida, do Exército brasileiro e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

“Meninos do Quintal” | Neste sábado, 9, o Teatro Municipal de Boa Vista recebe pela primeira vez o espetáculo “Meninos do Quintal”, apresentado pela Cia de Teatro Criatê, de Manaus, Amazonas. Os ingressos estão disponíveis no site: www.ticketphone.com.br/460, com valores a partir de R$30. O Meninos do Quintal é destinado ao público infantil, mas os adultos também se identificam, porque traz a cena as brincadeiras de criança dos velhos tempos, em que brincar era só ir para o quintal e reinventar o que encontrasse pelo caminho, com muita imaginação e vontade de brincar. As crianças vão gostar de ver e participar das histórias e brincadeiras trazidas por um elenco de jovens atores, bailarinos e músicos. É um espetáculo para toda família reencontrar ou descobrir a infância no quintal.


CONTATOS DO AUTOR www.peronico.com.br – emails: peronico.27@gmail.com / blogdoperonico@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

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