11/10/2023 às 08h54min - Atualizada em 11/10/2023 às 08h54min

161 garimpeiros foram presos na terra Yanomami em Roraima desde janeiro, aponta Ministério da Defesa.

Segundo a pasta, o número representa o total de prisões feitas neste ano durante operações conjuntas entre PF e Forças Armadas.

- Fonte: Ministério da Defesa
Foto: Ministério da defesa
número de garimpeiros ilegais presos em terras indígenas yanomamis chegou a 161 na última semana, segundo dados do Ministério da Defesa. O número representa o total de prisões desde janeiro deste ano. Na última quarta-feira (4), uma operação conjunta entre a Polícia Federal, o Exército e a Marinha desarticulou quatro áreas de garimpo ilegal na região, além de destruir materiais, uma aeronave e infraestruturas usadas para a atividade.

Entre janeiro e 15 de setembro deste ano, a Operação Ágata Fronteira Norte prendeu 146 garimpeiros ilegais, além de apreender 40 toneladas de cassiterita, 1.675 gramas de ouro e 808 equipamentos.


Um relatório divulgado pela pasta em setembro mostrou que houve uma redução de 78,51% nas áreas atingidas pelo garimpo ilegal em terras indígenas yanomamis nos nove primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2022. 

No ano passado, o garimpo ocupou 999,91 hectares em terras indígenas; já neste ano, a área atingida caiu para 214,84. Segundo o Ministério da Defesa, a participação dos garimpeiros ilegais se mantém em pequenas áreas na região, com uma variação média de 4 hectares.

Atuação contra garimpo ilegal

Segundo o ministro da Justiça, Flávio Dino, foram realizadas 31 operações contra o garimpo ilegal em 2022. Até junho deste ano, as ações têm sido constantes, e 323 acampamentos e 151 balsas garimpeiras já foram destruídos. Além disso, houve o confisco de R$ 2 bilhões dos investigados.

Ainda segundo o ministro, os dados mostram uma consequência positiva em termos ambientais. Ele citou a melhora da qualidade da água em rios como Uraricoera (RR), Macujaí (RR), Couto de Magalhães (RR) e Juami (AM).


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