Primeira-dama de Roraima, Simone Denarium quer “boquinha” de R$ 62,5 mil por mês no TCE.

Por
2 Min

Simone Denarium quer ser conselheira do TCE mas sua candidatura está sendo impugnada.
Simone Denarium quer ser conselheira do TCE mas sua candidatura está sendo impugnada.




Esposa do governador Antonio Denarium (Progressistas), a primeira-dama Simone Denarium vai disputar o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RR). Sua candidatura foi confirmada pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALE), responsável pela indicação. A boquinha pode garantir para a mulher do governador até R$62,5 mil por mês.

Caso Simone Denarium leve a disputa, ela se junta a ao menos outras cinco primeiras-damas que assumiram o mesmo cargo em seus respectivos estados. Em março deste ano, a Assembleia Legislativa do Pará aprovou a indicação da advogada Daniela Barbalho, mulher do governador Helder Barbalho (MDB). As esposas dos ministros de Lula (PT) Waldez Góes (ex-governador do Amapá), Renan Filho (ex-governador de Alagoas), Wellington Dias (ex-governador do Piauí) e Rui Costa (ex-governador da Bahia) também são conselheiras de tribunais de contas.

Bolsonarista, o governador Antônio Denarium tem atuado fortemente para emplacar sua esposa como conselheira. Ela disputa a vaga com outros quatro candidatos: os deputados estaduais Jorge Everton (União) e Coronel Chagas (PRTB), o reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Freitas, e a advogada e ex-procuradora do Estado Maria da Glória de Souza Lima.

O cargo de conselheiro no TCE é vitalício, com salário de R$ 35,5 mil e auxílios que somam R$ 27 mil. Se aprovada, Simone será responsável por julgar as contas do próprio marido.

Indignado com a concorrente, o deputado Jorge Everton afirmou que a candidatura de Simone Denarium é imoral e ilegítima. Ele protocolou uma representação à Mesa Diretora da Assembleia local alegando sofrer perseguição por parte do governador após se recusar a retirar a própria candidatura.

O Ministério Público de Roraima (MPRR) instaurou, no início de abril, um procedimento para acompanhar e fiscalizar a eleição para conselheiro do Tribunal de Contas.
 

 


Notícias Relacionadas »