Obras do Linhão de Tucurui estão 90% concluídas e Roraima deve ser integrado ao SIM no segundo semestre
Com mais de R$ 2,6 bilhões em investimento, o empreendimento deverá ser concluído no segundo semestre de 2025, garantindo mais economia na conta do consumidor brasileiro de energia elétrica
Reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que tratou da obra da linha ManauBoa Vista. Foto: Tauan Alencar/MME
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (11), a 306ª Reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que, entre diversos temas, tratou sobre a interligação Manaus-Boa Vista (o Linhão de Tucurui), que agora está com mais de 90% das obras concluídas. O empreendimento deverá ser concluído no segundo semestre de 2025, garantindo uma economia de mais de R$ 1 bilhão por ano na conta do consumidor brasileiro de energia elétrica.
A obra marca a ação do Governo Federal para garantir que o estado de Roraima, que atualmente é suprido de forma isolada, seja incluído no Sistema Interligado Nacional (SIN). O investimento total da obra é de R$ 2,6 bilhões.
Na reunião, o Comitê também destacou a conclusão da implementação dos aprimoramentos nos Sistemas Especiais de Proteção (SEPs), medida que viabilizará o aumento dos limites de transmissão do SIN, especialmente para a transferência de energia renovável produzida no Nordeste para as demais regiões do país.
A medida foi discutida inicialmente na 304ª Reunião do CMSE, em abril e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou, na reunião desta quarta-feira (11) que até o Programa Mensal de Operação (PMO) de julho de 2025, que ocorrerá em 26 de junho de 2025, concluirá os estudos e normativos e divulgará os novos limites de transmissão. Também na reunião do PMO de julho de 2025, o ONS também apresentará os resultados da avaliação solicitada pelo CMSE sobre a adoção de critérios diferenciados de operação e os eventuais impactos na redução de cortes de geração renovável.
Também foi discutido durante a reunião sobre a necessidade de aprimoramento dos modelos computacionais que pautam a operação e formação do preço de curto prazo no mercado brasileiro e sobre os cenários de oferta de geração considerados nos estudos de planejamento elétrico. Além disso, o colegiado debateu sobre a Consulta Pública nº 186, de 3 de junho de 2025, CVAR, cujo período de contribuição vai até o dia 3 de julho de 2025.
O CMSE avaliou a disponibilidade de gás natural para geração termelétrica, considerando a parcela de suprimento boliviano, e deliberou o encaminhamento de solicitações de estudos, além de cronograma da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com medidas regulatórias e operacionais necessárias para viabilizar a implantação com celeridade e a antecipação da implantação da Estação de Compressão – ECOMP Japeri, priorizando a segurança energética e a resiliência do sistema de transporte.
Informações Técnicas
Condições Hidrometeorológicas: Em maio, a precipitação ficou restrita ao extremo sul do país e à Região Norte, condição típica dos meses de outono. A precipitação foi superior à média histórica nas bacias dos rios Jacuí, Madeira, no médio São Francisco, no alto Tapajós, Xingu e Tocantins. Nas demais bacias hidrográficas com relevante participação hidrelétrica do SIN, predominou a precipitação inferior à média climatológica.
Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), no decorrer de maio, foram observados valores abaixo da média histórica para todos os subsistemas. Foram verificados 84%, 40%, 46% e 67% da Média de Longo Termo (MLT) para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste e Norte, respectivamente.
Já em junho, no cenário mais positivo, as previsões são: 77%, 65%, 41% e 66% da MLT, nesta ordem, para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Para o SIN, os resultados apontam para condições de afluência de 70% da MLT, sendo o 5º menor patamar para um histórico de 95 anos.
Ainda em junho, de acordo com o cenário menos favorável, a indicação é de uma ENA abaixo da média histórica para todos os subsistemas. A previsão para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte é de 72%, 37%, 41% e 62% da MLT, respectivamente. Para o SIN, o estudo aponta condições de afluência prevista de 62% da MLT, sendo o menor valor para o mês de um histórico de 95 anos.
Energia Armazenada: Em maio, foram verificados armazenamentos equivalentes de 68%, 36%, 74% e 98% no Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. Para o SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 69%.
Para o último dia de junho, a expectativa é de 65%, 36%, 67% e 98% da EARmáx, considerando o cenário inferior para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No cenário superior, há a previsão de 66%, 36%, 67% e 98% da EARmáx, considerando a mesma ordem. Para o SIN, os resultados devem ser de 65% da EARmáx, tanto para o menos favorável quanto para o mais favorável.
Expansão da Geração e Transmissão: A expansão verificada em maio de 2025 foi de 1.818 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, de 370,94 km de linhas de transmissão e de 2.444 MVA de capacidade de transformação. Assim, no ano de 2025, até maio, a expansão totalizou 3.901 MW de capacidade instalada de geração centralizada, 1.047 km de linhas de transmissão e 3.629 MVA de capacidade de transformação.
O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do país, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.
Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social - MME