ESPECIAL PUBLICITÁRIO: Programa do Bem-Estar Animal da ALERR alerta para riscos de automedicação em pets
Lei estadual também tem como foco castração gratuita para evitar o uso de vacinas anti-cio, amplamente reprovadas por médicos veterinários
Fotos: SupCom/Assembleia
Assim como a automedicação pode gerar graves efeitos no corpo humano, na saúde animal não é diferente. Medicar o seu pet sem consultar um médico veterinário pode causar danos irreversíveis. Para ajudar na conscientização, a Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) aprovou a Lei nº 2.082/2024, que alerta sobre os perigos dessa prática, bem como criou o programa de Bem-Estar Animal para auxiliar na castração gratuita e evitar, por exemplo, o uso de vacinas anti-cio.
“O parlamento tem assumido essa responsabilidade de cuidar dos animais e chamar a população para esse debate. As leis são uma importante ferramenta para defender e garantir direitos aos animais, e a criação do programa permanente da Assembleia concretiza o que nós, deputados, discutimos em plenário, que é o controle da população animal, com reflexo direto na saúde pública. Portanto, reafirmamos nossa atenção especial com esse assunto de interesse social”, declarou o presidente Soldado Sampaio (Republicanos).
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De 2003 até agora, foram aprovadas pelo menos 15 normas legislativas de defesa e proteção animal. Algumas delas endureceram a legislação já aprovada e preveem, por exemplo, que pessoas condenadas por maus-tratos contra animais não assumam cargos públicos. Outras criaram campanhas de conscientização, como o “Julho Dourado” - com foco em eventos sobre a saúde de animais de rua e animais domésticos - e o “Abril Laranja” - campanha de prevenção da crueldade contra os animais. (Veja as normas aqui)
Uma das últimas leis aprovadas, a respeito da automedicação animal, tem o objetivo de estimular que os tutores levem seus animais de estimação ao médico veterinário com frequência e combata a propagação de informações falsas relacionadas à saúde animal. De autoria da deputada Aurelina Medeiros (Progressistas), que é veterinária, o texto pede que o Executivo promova ações que debatam o tema, alertando para os riscos de sequelas graves ou morte.
“A Constituição Federal diz que é dever do Estado proteger os animais, combater os crimes de crueldade e promover ações que garantam a existência das espécies. Por isso, quando aprovamos essa lei, foi com o intuito de evitar que essa automedicação descontrolada ponham em risco a vida dos animais. A automedicação é uma prática muito perigosa e merece atenção do poder público”, comentou a parlamentar.
Riscos da automedicação
O médico veterinário do programa de Bem-Estar Animal, Thiago Monteiro, reforça que a automedicação de animais é um fator preocupante, devido ao agravamento de situações que podem ocorrer por causa dos medicamentos, como reações alérgicas. Monteiro complementa que alguns remédios são tóxicos e outros extremamente tóxicos.
“Um exemplo é o paracetamol, que é contraindicado para animais, porque pode levar o pet a óbito. O ideal é sempre buscar orientação médica, já que essas medicações podem gerar problemas decorrentes do mau uso, podem se tornar tóxicas e causar situações irreversíveis para o animal. Alguns medicamentos usados por humanos também podem ser receitados para animais, contudo, sob orientação do médico veterinário”, ponderou Thiago.
Castração gratuita
O foco do programa de Bem-Estar Animal é a castração gratuita de cães e gatos, com o intuito de proporcionar mais qualidade de vida aos animais e promover o controle populacional, principalmente dos que vivem nas ruas, o que tem um impacto considerável na saúde pública, devido aos ataques à população. Para evitar a procriação, muitos donos recorrem às vacinas anti-cio, amplamente reprovadas por médicos veterinários.
“Elas são contraindicadas porque podem causar neoplasia mamária [desenvolvimento de tumor nas mamas], a famosa piometra, que é infecção uterina. Por isso, abominamos essas vacinas. A castração, como costumamos dizer, é vida e vai evitar essas doenças. Existem vários programas de castração gratuita, como o de Bem-Estar Animal da Assembleia Legislativa”, acrescentou o médico veterinário.
Cuidado e amor fazem a diferença no cuidado animal
Quem mantém uma rotina de cuidados diários com o filho Sushi, de nove anos, é a psicóloga Geórgia Moura. A tatuagem em homenagem ao cachorro é, segundo ela, é “um amor que não se explica”.
A profissional afirmou que sempre manteve uma rotina de cuidados com a filha de 22 anos, estendida ao filho de quatro patas. Nessa rotina, estão incluídas as consultas e exames rotineiros com o médico veterinário.
“Eu acredito que o veterinário tem o conhecimento para passar o medicamento. Às vezes, o barato sai caro, pois você usa o remédio que alguém indicou porque funcionou para determinado animal. Sushi tem comida diferenciada, só toma remédio quando o médico passa. São cuidados constantes, não é só comida e água. Ele vai ao médico regularmente, não porque está com problema, pelo contrário, ele quase não tem problema, justamente porque temos esse cuidado preventivo”, explicou Geórgia.
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Como ser atendido pelo programa
Para o cadastro de cães e gatos (ambos para fêmeas e machos), o tutor deve apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e dados do animal para avaliação da equipe veterinária e posterior processo de castração. No primeiro atendimento, não é necessário levar o pet.
A sede do programa está localizada na avenida Mário Homem de Mello, nº 191, bairro Centro, em Boa Vista. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h, sem intervalo para o almoço. Para mais informações, envie mensagem para o WhatsApp (95) 99163-2158.
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