A ameaça dos Estados Unidos à Venezuela tem aumentado gradativamente desde que o governo de Donald Trump anunciou uma operação militar contra o que chama de "narcoterrorismo" no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, em agosto. Autoridades dos EUA ouvidas pela imprensa afirmam que o objetivo seria tirar Nicolás Maduro do poder. Entre as ações mais recentes está o envio do maior porta-aviões do mundo para a região do Caribe.
▶️ Contexto: Em pouco mais de um mês, os EUA atacaram 18 embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, em ações que deixaram 70 mortos. Segundo o comando americano, os barcos pertenciam a organizações narcoterroristas.
O presidente Donald Trump vem justificando as ofensivas dizendo que cada embarcação bombardeada representa 25 mil vidas americanas salvas. Ele também admitiu que pretende realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas, sem especificar quais países seriam alvo.
"Bem, não acho que vamos necessariamente pedir uma declaração de guerra. Acho que vamos apenas matar as pessoas que estão trazendo drogas para o nosso país. Certo? Vamos matá-las."
🔴 No fim de agosto, os EUA enviaram vários navios de guerra ao Mar do Caribe, além de um submarino nuclear. Depois, caças foram deslocados para a ilha de Porto Rico, território norte-americano na região.
Há duas semanas, bombardeiros americanos foram identificados sobrevoando a Região de Informação de Voo da Venezuela — uma área muito próxima do território venezuelano.
Helicópteros militares da unidade de elite “Night Stalkers” também foram avistados na região. Em 2011, o grupo teve papel importante na ação que matou o terrorista Osama Bin Laden.
Junto a esse cerco, estão bases militares que os EUA mantêm na região, além de estruturas de segurança cooperativa instaladas em aeroportos de países parceiros — dois deles ficam a menos de 100 km da costa venezuelana.
Navios de guerra e porta-aviões gigante
No dia 24 de outubro, o governo Trump anunciou o envio do USS Gerald Ford ao Mar do Caribe. Considerado o maior porta-aviões do mundo, ele partiu acompanhado de seu grupo de ataque, formado por três destróieres, esquadrões de caças F-18 e helicópteros. O porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros.
A embarcação também conta com uma pista de pouso e decolagem que tem área três vezes maior que o gramado do Maracanã. A última atualização disponível, em 4 de novembro, indicava que o porta-aviões estava saindo do Mar Mediterrâneo e entrando no Oceano Atlântico.
Em comunicado, o Pentágono afirmou que a missão do grupo de ataque na região é “ampliar e fortalecer as capacidades existentes para interromper o tráfico de drogas”, além de degradar e desmantelar cartéis latino-americanos.
Ainda em agosto, os EUA já haviam determinado o envio de sete navios de guerra, além de um submarino nuclear. A frota inclui: