OPERAÇÃO TEATRO DAS SOMBRAS: Polícia Federal apura desvio de verbas na Câmara de Vereadore de Boa Vista

Operação Teatro das Sombras investiga prejuízo de R$ 1,3 milhão em Boa Vista

Por
2 Min

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público de Roraima, deflagrou na manhã desta sexta-feira (28) a Operação Teatro das Sombras. O objetivo é desarticular um esquema de desvio de verbas indenizatórias na Câmara Municipal de Boa Vista.  Foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens dos investigados.

A investigação apura fraudes ocorridas entre 2022 e 2023, que causaram prejuízo superior a R$ 1,3 milhão. Segundo a apuração, foram utilizadas notas fiscais canceladas e contratos simulados para justificar despesas inexistentes. 

Também foi identificado que valores destinados ao aluguel de escritórios parlamentares eram desviados para empreendimentos privados, com a simulação do funcionamento dos gabinetes.

Entre as irregularidades identificadas estão:

  • notas fiscais canceladas ou inexistentes
  • declarações fictícias de despesas
  • simulações de serviços nunca prestados – tudo para gerar ressarcimentos indevidos e lesar os cofres públicos.

A apuração constatou ainda que alguns ressarcimentos destinados a despesas com aluguel de escritório parlamentar não eram aplicados para essa finalidade. Os suspeitos usavam os valores para manter empreendimentos particulares, sem qualquer vínculo com a atividade legislativa.

Os investigados simulavam a existência de um escritório parlamentar para justificar o ressarcimento, quando, na verdade, o imóvel abrigava empresa ligada diretamente ao investigado.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços da Controladoria-Geral da Câmara Municipal de Boa Vista. Os agentes recolheram documentos e materiais ligados aos processos de prestação de contas das verbas indenizatórias.

A ação também alcançou todas as salas onde tramitam esses processos, incluindo anexos, depósitos, almoxarifados, etc. Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça deferiu pedidos de sequestro e bloqueio de valores nas contas dos investigados, com o objetivo de garantir a recuperação do dano causado ao erário.

A investigação também contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

 

FONTE: Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima