PF concloui que Alexandre Ramagem fugiu pela Guiana sem passar pelo serviço de migração

15/12/2025 18h26 - Atualizado há 2 meses

PF concloui que Alexandre Ramagem fugiu pela Guiana sem passar pelo serviço de migração
Alexandre Ramagem e o empresário Rodrigo Cataratas: Foto: Reprodução/Redes Sociais

A investigação da PF (Polícia Federal) sobre a saída do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) do Brasil passou para uma nova fase de avanço e chegou a um grupo suspeito de ajudar o parlamentar em Roraima, estado onde ele começou a carreira de delegado.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Ramagem saiu do Brasil pela Guiana sem passar por fluxos migratórios com ajuda de terceiros, entre eles o filho de empresário Rodrigo Cataratas, Celso Martins Melo, preso no sábado (13) em Manaus por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

“No curso da investigação tomamos conhecimento da saída desse parlamentar há alguns meses. No processo [de investigação] se chegou a um grupo que teria facilitado a fuga do parlamentar. Foi representado ao juízo, que autorizou sua prisão e ele foi preso. Houve apreensão de celular e materiais. Ele vai ser interrogado e a partir daí teremos novos detalhes”, explicou a jornalistas.

O diretor também reforça que a investigação deve apontar se há outros e quem são outros envolvidos. A distância entre Boa Vista (RR) a Georgetown (capital da Guiana) de carro é de aproximadamente 13 horas. O inquérito aponta que Ramagem fez esse trajeto e já no outro país usou passaporte diplomático para pegar um voo aos Estados Unidos.

Ramagem foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado e é considerado foragido. Segundo apuração da CNN Brasil, o deputado deixou o Brasil em setembro.

Pela decisão do STF, Ramagem integrou uma organização criminosa e utilizou a estrutura da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), da qual foi diretor, para vigiar adversários políticos e auxiliar ataques ao sistema eleitoral. A Corte determinou que ele não poderia deixar o país e deveria entregar o passaporte, o que não foi cumprido.

 


FONTE: PF
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