A fronteira entre o Brasil e a Venezuela começou a ser reaberta no início da tarde deste sábado, 3, segundo informações repassadas pela Polícia Militar de Roraima. Todo o efetivo disponível foi deslocado para a região, com apoio do Exército Brasileiro, para garantir a segurança e o controle da passagem.
Por volta das 12h50, equipes que atuam no local relataram que a guarda venezuelana retirou os cones que bloqueavam a via no lado do país vizinho. O gesto indica flexibilização no controle fronteiriço.
De acordo com o primeiro-tenente Sidney, subcomandante da Primeira Companhia da Policia Militar, o cenário observado é de tranquilidade. “Aparentemente, está tudo calmo neste momento”, relatou o militar, destacando que as forças de segurança seguem monitorando a área de forma preventiva.
A movimentação ocorre nas proximidades de Pacaraima, especialmente nos acessos que ficam pelo lado venezuelano. Até o momento, não há registro de tumultos ou ocorrências, e as autoridades aguardam definições oficiais para saber como será normalizada a circulação de veículos e pessoas na fronteira.
Grupo de turistas é liberado
Cerca de 25 brasileiros que estavam retidos na região de fronteira entre o Brasil e a Venezuela conseguiram atravessar e retornar ao Brasil neste sábado, 3, após a liberação feita por autoridades venezuelanas. O grupo, formado por turistas de Boa Vista e Manaus, passou de forma tranquila, sem registros de conflito ou tensão, e já voltou para casa.
Segundo relatos, os turistas aguardavam autorização para retornar quando foram informados oficialmente da liberação. A passagem ocorreu de maneira organizada, com abordagem educada por parte das autoridades venezuelanas, que chegaram a enviar mensagem confirmando a liberação do grupo, garantindo segurança durante a travessia.
Em Pacaraima, o comércio permanece aberto, mas com movimento reduzido. A ausência de compradores vindos de Santa Elena de Uairén impactou diretamente as vendas, apesar do funcionamento normal das lojas em ambos os lados da fronteira.
O prefeito de Pacaraima, Walderi D’Avila, afirmou que o momento é de observação e cautela. “Estamos aguardando os próximos dias para entender como a situação vai se comportar. A preocupação existe, principalmente com um possível aumento no fluxo migratório”, destacou.
De acordo com a prefeitura, a estrutura de acolhimento segue preparada caso haja nova onda migratória. A avaliação é que, com a captura de Nicolás Maduro, o cenário pode permanecer estável, mas a definição real deve ocorrer até o início da próxima semana.
A crise é acompanhada com atenção especial em Roraima, que historicamente sofre impactos diretos de instabilidades na Venezuela, sobretudo no fluxo migratório e na pressão sobre serviços públicos. O governador de Roraima Antonio Denarium (Progressistas) informou que mantém contato permanente com órgãos federais para monitorar a situação e prevenir reflexos mais graves na fronteira.
Em nota oficial, o Executivo roraimense destacou que a prioridade é garantir a ordem pública, a segurança da população e a continuidade dos serviços essenciais, reforçando que os órgãos de segurança seguem em prontidão, mas com atuação dentro da normalidade.