Exército da Venezuela se movimenta na fronteira com o Brasil, em Roraima
Apesar da fiscalização, o clima continua de tranquilidade enquanto migrantes seguem entrando no Brasil
Militares do Exército Venezuelano fazem patrulha nas proximidades da fronteira com Roraima, em Pacaraima.
Diferente da calmaria na fronteira de domingo (4/1), militares da Venezuela se movimentaram nesta segunda-feira (5/1) após a chegada do general Roberto Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva. O militar estava acompanhado do general Viana Filho, chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA).
Enquanto o comandante visitava o marco da linha divisória entre Brasil e Venezuela, a fotojornalista Katarine Almeida registrou imagens de veículos oficiais venezuelanos com metralhadoras e homens [imagem em destaque]. O material foi cedido ao Metrópoles.
“Ali eles podem ficar, não tem problema”, explicou Angrizani aos presentes. Não houve contato verbal entre as forças brasileiras e venezuelanas.
Foi observado, também, que os militares da Venezuela usavam rádios de comunicação. Além disso, um drone sobrevoou a área próxima à fronteira.
Além da movimentação de tropa, quatro militares venezuelanos armados com fuzis foram vistos próximos à divisão dos países. A movimentação foi diferente da registrada nesse domingo, quando apenas um militar esteve no local, sem armas.
Apesar de maior presença militar, em ambos os lados, a situação segue tranquila na fronteira, com circulação normal de pessoas, incluindo turistas entrando na Venezuela e migrantes vindo ao Brasil para trabalhar ou buscar residência.
Maduro detido em Nova York
Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país por forças dos Estados Unidos após ataques militares norte-americanos à Venezuela, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).
Desde então, ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanecerá enquanto aguarda julgamento por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
O presidente da Venezuela se declarou inocente durante audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, coração de Nova York, nesta segunda-feira (5/1).