Jatos particulares, joias e US$ 3 bilhões de patrimônio: conheça a espúria riqueza de Nicolás Maduro

Levantamento da ONG Transparencia Venezuela estima que cúpula chavista acumulou cerca de US$ 3,8 bilhões em bens espalhados pelo mundo

13/01/2026 07h40 - Atualizado há 1 mês

Jatos particulares, joias e US$ 3 bilhões de patrimônio: conheça a espúria riqueza de Nicolás Maduro
Escola estadual que exibe uma faixa com a imagem de Nicolás Maduro em Caracas. Foto: Juan Barreto/AFP

Em mais de 10 anos no poder na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro e seus colaboradores mais próximos acumularam cerca de US$ 3,8 bilhões ( R$ 20,4 bilhões) em bens que estão espalhados pelo mundo, segundo monitoramento de organizações de combate à corrupção no país. Desde 3 de janeiro, o venezuelano e sua mulher, Cilia Flores, estão presos em Nova York depois de terem sido capturados em uma operação dos Estados Unidos em Caracas.

Após a captura, a Suíça anunciou o bloqueio dos bens do chavista em seu país, seguindo um movimento que já havia sido feito pelos Estados Unidos meses antes. É difícil precisar números dos ativos de Nicolás Maduro, já que se suspeita que grande parte deles é alvo de lavagem de dinheiro fora da Venezuela e só são encontrados após meses de investigação dos países de origem.

Segundo a ONG Transparência Venezuela essa conta se refere apenas a bens adquiridos de forma ilícita e já localizados por investigações.

Em um relatório de agosto de 2025, a organização estimou que Maduro tem pelo menos 745 bens não identificados em 20 países que teria sido obtidos com dinheiro de corrupção. Esses bens são avaliados em US$ 3,5 bilhões, o que se soma a outros € 218 bilhões de euros encontrados na Europa.

De acordo com a organização, esses montantes estariam escondidos em imóveis de alto-padrão, relógios de luxo, iates, veículos, fundos de investimento, cavalos de corrida, entre outros. Mas a maioria se encontra em bancos ou dinheiro em espécie e foi confiscada.

O relatório foi feito com dados coletados ao longo de anos até maio de 2024 a partir de fontes judiciais e órgãos de fiscalização, além

No dia 5 de janeiro, dois dias após a captura de Maduro, a Suíça determinou o congelamento imediato de todos os eventuais ativos no país pertencentes ao ditador, com o objetivo de impedir a fuga de capitais. A medida também afetou a mulher de Maduro, Cilia Flores, e ministros venezuelanos, mas nenhum dos atuais membros do governo interino do país.

“Caso procedimentos judiciais posteriores revelem que esses fundos são de origem ilícita, a Suíça garantirá que sejam devolvidos em benefício do povo venezuelano”, disse o governo suíço em nota.

Em agosto de 2025, no início da escalada entre os Estados Unidos e a Venezuela, a procuradora-geral americana Pam Bondi anunciou o congelamento de US$ 700 milhões de Maduro que estavam no país. Segundo a nota do governo americano, o confisco incluía mansões, carros, aviões e joias que pertenciam ao ditador.

“Esses bens incluem dois jatos multimilionários, várias casas, uma mansão na República Dominicana, diversas casas milionárias na Flórida, uma fazenda de cavalos, nove veículos, carros de luxo e milhões de dólares em joias e dinheiro vivo”, afirmou Bondi em uma entrevista à Fox News na época.

Esses cálculos omitem bilhões de dólares em ativos e somas que ainda não foram reveladas, seja porque as investigações estão em andamento e não são públicas, seja porque as autoridades dos países que investigam ainda estão identificando os esquemas, seus operadores e facilitadores”, observa a organização.

“As redes de corrupção de ex-funcionários e empresários, ligados ao chavismo e posteriormente ao regime de Maduro, lavaram seus ganhos ilícitos principalmente nos Estados Unidos”, aponta o relatório. Outros países citados na lavagem de dinheiro são Espanha, Argentina, Suíça, Panamá, Colômbia entre outros.

Em 2018, a Justiça dos Estados Unidos já havia confiscado bens ligados ao chavista ou a seus familiares em condomínios de luxo na Flórida. Em 2019, o país determinou o congelamento desses bens, entre eles 17 imóveis, em um dos primeiros movimentos do então primeiro governo Trump de sufocar o regime.

Entre os bens encontrados naquela época, segundo mostrou o Estadão, estava um apartamento em Sunny Isles Beach, em Miami, além de terrenos em Wellington e 4 imóveis em Coral Gables. No total, os 17 imóveis eram estimados em US$ 35 milhões em valores da época.

 

 


FONTE: Com AFP
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