Procuradora em Roraima, Rebeca Ramagem cita perseguição por ter de voltar ao presencial

19/02/2026 14h24 - Atualizado há 2 semanas

A servidora pública Rebeca Ramagem, mulher do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), classificou a ordem de retorno ao trabalho presencial como "perseguição política" por parte do Governo de Roraima.

Rebeca é procuradora da PGE-RR (Procuradoria-Geral do Estado de Roraima) desde 2015. Ela disse que começou a trabalhar remotamente em 2016, assim como "cerca de um terço dos procuradores" do órgão.

Agora, a procuradora —que está com a família nos EUA— foi convocada a retornar ao trabalho presencial. Em post no Instagram, ela acusou o procurador-geral do estado, Tyrone Mourão, de "seguir exemplo de perseguição e ilegalidades", agindo de forma "desproporcional e arbitrária", ao determinar a suspensão do seu regime de teletrabalho e impor presença física obrigatória.

Mulher de Alexandre Ramagem listou supostas perseguições no vídeo. Afirmou ter tido seu salário suspenso pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e uma perícia por meio da telemedicina invalidada pela junta médica. Por fim, acusou o procurador-geral de Roraima de seguir no mesmo caminho.

Atividades são "integralmente online", disse a procuradora. "Os sistemas judiciais são digitais. Protocolos, audiências, reuniões e despachos ocorrem virtualmente. Não há justificativa técnica e operacional para exigir presença física, quando a própria natureza do trabalho é remota", afirmo.

“Eu estou pedindo para ir trabalhar, mesmo com o salário suspenso. Mantenho a minha disposição de exercer minhas funções por compromisso com o serviço público. Ainda assim, tentam me impedir de contribuir. Trata-se de um ato arbitrário, que reforça de forma inequívoca o cenário de perseguição política”, disse Rebeca Ramagem em vídeo no Instagram.

Rebeca não trabalha há mais de três meses

Procuradora saiu de férias em 17 de novembro. Ela viajou para Miami, nos EUA, com as filhas, para acompanhar o marido, que é foragido da Justiça brasileira. Depois, estendeu as férias até 19 de dezembro.

Para permanecer no exterior depois do fim das férias, ela apresentou um atestado e pediu licença médica. A PGE aceitou o pedido em 22 de dezembro, sem informar os motivos de saúde alegados por Rebeca.

Procuradora recebia salário bruto de R$ 46 mil por mês, mas teve o pagamento suspenso por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ela está lotada na Coordenadoria da PGE-RR em Brasília, responsável pela representação judicial do estado nos tribunais superiores, desde agosto de 2020.


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