Delcy Rodríguez diz que Venezuela está de braços ‘abertos’ para receber os que deixaram o país

24/02/2026 12h16 - Atualizado há 2 semanas

Delcy Rodríguez diz que Venezuela está de braços ‘abertos’ para receber os que deixaram o país
Delcy Rodríguez acena após assinar a lei de anistia aprovada pela Assembleia Nacional da Venezuela Foto: Juan Barreto/AFP

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira, 23, que o país está de braços “abertos” para receber aqueles que “queiram retornar” sob uma histórica lei de anistia promulgada na última quinta-feira, 19.

“As portas da Venezuela, os braços do povo da Venezuela estão abertos para quem quiser retornar neste processo de cura do ódio”, declarou Delcy em pronunciamento televisionado. Ela, que era vice-presidente, assumiu o poder interinamente após a queda do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro.

Cerca de sete milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos em razão da crise política e econômica, entre eles muitos líderes da oposição, que vivem no exílio.

Na última quinta-feira, a Venezuela aprovou a lei de anistia que permitiu a libertação de presos políticos no país. O parlamento chegou a adiar o debate sobre a lei por falta de consenso, em meio à pressão de dezenas de familiares dos presos, que acampavam em frente às prisões.

No dia seguinte, sexta-feira, 20, Delcy discursou em defesa da medida e afirmou que o perdão aos exilados representava “um passo na construção de uma Venezuela mais democrática, mais justa e mais livre”. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, também apoiou a lei.

Ainda na sexta, a justiça venezuelana concedeu liberdade a 379 presos políticos. Um dos contemplados foi o opositor Juan Pablo Guanipa, aliado da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado. No mesmo dia, ele anunciou que estava “totalmente livre”.

Delcy agradeceu nesta segunda as “posições genuínas de saudação” à lei de anistia, embora tenha acusado “alguns setores” de não estarem “fazendo uma leitura correta do que está ocorrendo no país”.

A presidente interina governa sob forte pressão dos Estados Unidos, que afirmaram estar no comando do país e da comercialização do petróleo venezuelano.

Na semana passada, ela reuniu-se em Caracas com o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, encontro do qual participaram os ministros da Defesa e do Interior, Vladimir Padrino e Diosdado Cabello, respectivamente. “Tive que me sentar com os algozes de nossos heróis e heroínas de 3 de janeiro. E o fiz pela Venezuela”, disse Delcy nesta segunda.


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