Embaixada dos EUA na Venezuela retoma oficialmente as operações após sete anos: 'Novo capítulo'

Reabertura da missão americana fez parte do plano do governo Trump para restabelecer as relações diplomáticas com a Venezuela após a captura do líder chavista Nicolás Maduro

Por WEBJORNALISMO
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Embaixada dos EUA na Venezuela retoma oficialmente as operações após sete anos: 'Novo capítulo'
Vista da Embaixada dos EUA em Caraca — Foto: JUAN BARRETO / AFP

A embaixada dos Estados Unidos em Caracas retomou suas operações nesta segunda-feira (39), após sete anos de relações diplomáticas interrompidas. No dia 5 de março, os EUA e a Venezuela anunciaram que restabeleceriam suas relações, mas, desde então, as atividades diplomáticas eram realizadas à distância, da embaixada em Bogotá.

A reabertura "fortalecerá nossa capacidade de interagir diretamente com o governo interino da Venezuela, a sociedade civil e o setor privado", informou o Departamento de Estado americano em comunicado, classificando-a como um "marco fundamental" na implementação do plano do presidente Donald Trump para a Venezuela desde que os militares dos EUA capturaram, nos primeiros dias de janeiro, o então líder venezuelano Nicolás Maduro. "Um novo capítulo em nossa presença diplomática na Venezuela", acrescentou o comunicado.

A embaixadora Laura Dogu, principal diplomata dos EUA na Venezuela, que chegou a Caracas ainda em janeiro, vai liderar os esforços para restabelecer a presença diplomática do país no terreno. Sua equipe está trabalhando para restaurar o prédio e preparar o retorno do pessoal e a retomada dos serviços consulares. No último dia 14, a bandeira dos EUA foi içada na embaixada.

Dogu foi embaixadora dos Estados Unidos na Nicarágua, cujo presidente Daniel Ortega é um dos poucos aliados da Venezuela na região. A diplomata chefiou essa delegação desde 2015. Entre 2012 e 2015, ela atuou como vice-chefe de missão na embaixada dos EUA na Cidade do México.

Em paralelo, segundo o jornal venezuelano El Nacional, a Venezuela também retomou o controle de sua embaixada em Washington. O vice-ministro para a América do Norte, Oliver Blanco, publicou um vídeo no X na semana passada, na sede da embaixada, ao lado do encarregado de negócios, no qual relatou reuniões no Departamento de Estado para "explorar oportunidades de fortalecer a relação bilateral".

Os EUA já haviam retirado todos os seus diplomatas da Venezuela e fechado sua embaixada em 2019 por questões de segurança depois de reconhecer o então chefe do Legislativo, o líder opositor Juan Guaidó, como presidente interino de um governo que, na prática, foi simbólico. Na ocasião, Maduro foi declarado "usurpador" do cargo de presidente pela Assembleia Nacional. Os EUA denunciaram a primeira reeleição do líde chavista, em 2018, como fraudulenta.

Desde a captura de Maduro, o governo Trump afirma que seu objetivo final na Venezuela é restaurar a democracia e realizar eleições livres e justas. Trump elogia a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, que assumiu após a deposição de Maduro, por sua cooperação em relação às reservas de petróleo do país. Trump e Delcy assinaram acordos energéticos e de mineração que abrem a porta para o investimento privado e modificam o modelo estatista aplicado pelo chavismo.


FONTE: Com AFP
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