A COLUNA DO PERÔNNICO: É imoral e antipatriótico votar branco e nulo

Poder, Política e Bastidor

Por Expedito Perônnico (Editor)
4 Min

Estou vendo um monte de gente, sob o influxo de Hiran Gonçalves e Nicoletti, postando sobre isso, com um tom de orgulho querendo mostrar ao “sistema" que não está de acordo, e isso é a maior idiotice que pode existir em uma democracia, porque a pessoa que votar em branco ou anular o voto só está diminuindo a contabilidade do sufrágio nas urnas.

Nenhuma eleição será refeita por conta de poucos votos, e se fosse possível abstermos em grande escala ainda sobrariam os familiares e as pessoas que trabalham para o político a ou b e isso já seria suficiente para elegê-lo.

Você pode não concordar com a ou b, mas é uma escolha que se faz necessária, e essa negação simplesmente não "mostra" nada, e não ajuda em nada.

O voto já é obrigatório, caso você não queira pagar as multas e tal, você vai comparecer a uma cabine de votação, e mostrar sua insatisfação, não muda absolutamente nada no jogo.

Atitudes lesivas ao processo democrático mostram com clareza que Hiran parece sentir o cheiro de derrota nessa eleição suplementar comprometendo, por consequência, o seu futuro político.

Quanto a Nicoletti, o que dizer? O deputado assume uma posição de extrema direita e ao pregar o voto nulo contradiz sua própria ideologia, porque durante anos, setores da direita criticaram o voto nulo, afirmando que ele não mudava o resultado de uma eleição.

Ai surgem os “cavaleiros do apocalipse” praticando crimes de falsidade ideológica e lesando a democracia com essa defesa do boicote às urnas para tentar impor uma derrota política ao governador Soldado Sampaio.

O problema é que a lei é clara: votos nulos e brancos não anulam a eleição. Eles apenas diminuem o total de votos válidos usados para definir o vencedor. No fim, a estratégia pode gerar até barulho político, mas não muda a matemática das urnas

Como exemplo, na eleição de 2016 no Rio ganhou o voto nulo, ou melhor, nulo, brancos e abstenções foram 2.034.352.

Marcelo Crivella obteve 1.700.030 e Marcelo Freixo 1.163.662. Ou seja, Crivella foi o segundo lugar, perdeu para brancos, nulos e abstenções e mesmo assim ganhou a eleição, ou seja, não fez a menor diferença.

E há que se colocar na lembrança do eleitor roraimense que Nicoletti e Hiran, até bem pouco tempo, se digladiavam, como agora, por manutenção do poder.

Os dois protagonizaram embates políticos intensos na campanha eleitoral de 24. O conflito atingiu o ápice durante a disputa pela Prefeitura de Boa Vista, dividindo os bastidores do União Brasil e do Progressistas no estado.

Os principais momentos da briga incluem:

  • Intervenção partidária: Em agosto de 2024, após conflitos internos sobre quem seria o candidato do União Brasil à prefeitura, a executiva nacional do partido aprovou uma intervenção no diretório municipal.
  • Acusações de manobras: Na ocasião, Nicoletti insinuou publicamente que o senador Hiran Gonçalves articulou essa intervenção com a direção nacional do União Brasil para favorecer a deputada estadual Catarina Guerra, que disputava a indicação da sigla.
  • Críticas contínuas: O embate continuou nos meses seguintes com Nicoletti disparando críticas contra senadores roraimenses — incluindo Hiran Gonçalves — por divergências ideológicas e disputas de liderança na base política do estado.

Essas movimentações expuseram um racha significativo nas articulações de centro-direita e direita dentro de Roraima, com acusações mútuas sobre o controle de diretórios partidários e o direcionamento de candidaturas.

Portanto cidadãs e cidadãos roraimenses: ignorem essas fanfarras ufanias de Hiran e Nicoletti e cumpram o dever cívico de votar. Não se omita, a omissão será a pior escolha.