Avião usado pelo garimpo ilegal é destruído em operação na Terra Yanomami em Roraima
O avião foi localizado em pista clandestina em Roraima e destruído pelo Exército. Foto: Operação Catrimani
Um avião utilizado pelo garimpo ilegal foi destruído durante uma operação das Forças Armadas na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, na quinta-feira, 9. A ofensiva também resultou na destruição de uma balsa empregada na extração clandestina de minérios e na inutilização de uma pista de pouso irregular, causando um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às organizações criminosas que atuam na região. A ação faz parte da Operação Catrimani II, coordenada pelo Comando Operacional Conjunto. Segundo os militares, a aeronave estava escondida em uma área de mata e era utilizada para dar suporte logístico ao garimpo ilegal, principalmente no transporte de pessoas, equipamentos e suprimentos.
No decorrer da mesma missão, as equipes localizaram uma balsa usada na exploração ilegal de minérios dentro do território indígena. A embarcação também foi destruída para impedir que continuasse sendo utilizada pelas organizações criminosas.
A operação foi realizada na região conhecida como Pista do Hélio, no Alto Catrimani, considerada de difícil acesso. Para alcançar o local, os militares empregaram um helicóptero H-60 Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB), que transportou efetivos da 1ª Brigada de Infantaria de Selva e do 6º Batalhão de Engenharia de Construção. De acordo com o Comando Operacional Conjunto Catrimani II, a identificação da pista clandestina e da estrutura utilizada pelo garimpo ilegal foi resultado de um trabalho prévio de inteligência, levantamento de informações e planejamento integrado entre as Forças Armadas.
A força-tarefa tem como principal objetivo enfraquecer a logística das organizações criminosas que atuam na Terra Yanomami, destruindo meios de transporte, equipamentos e bases de apoio utilizados para manter a atividade ilegal na região.
Maior território indígena do país, a Terra Indígena Yanomami ocupa cerca de 9,6 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas, na fronteira com a Venezuela. O local é habitado pelos povos Yanomami e Ye’kwana, que convivem há anos com os impactos provocados pelo garimpo ilegal, como desmatamento, contaminação dos rios por mercúrio, degradação ambiental e aumento dos riscos à saúde e à segurança das comunidades.
Desde 2023, o governo federal mantém operações permanentes para combater a mineração clandestina na região. Além da retirada de invasores, as ações incluem a destruição da infraestrutura utilizada pelos garimpeiros e o reforço da assistência humanitária destinada aos povos indígenas afetados pela atividade ilegal.