Ministério Público abre investigação sobre possível grilagem de terras envolvendo Antonio Denarium e o filho Gabriel

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Denarium e o filho Gabriel. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ministério Público de Roraima instaurou um procedimento para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao patrimônio fundiário estadual envolvendo o ex-governador Antonio Denarium, e o filho dele, Gabriel Prestes de Almeida.

A apuração tem como base informações reunidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Grilagem de Terras da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). A portaria foi assinada nesta terça-feira, 25, pelo promotor de Justiça Luiz Antônio Araújo de Souza.

A CPI da Grilagem de Terras já havia apontado possíveis indícios de favorecimento na emissão de documentos fundiários para o filho do ex-governador.

No dia 31 de março do ano passado, a comissão ouviu diretores do Instituto de Terras de Roraima (Iteraima). Conforme relatado na ocasião, Gabriel Prestes de Almeida recebeu cinco Autorizações de Ocupação (AOs) em um intervalo de apenas um mês. Além disso, ele teria a posse de 11 imóveis no estado.

Durante os trabalhos da CPI, o deputado Jorge Everton, presidente da comissão, questionou a atuação de servidores do Iteraima na emissão dos documentos durante entrevista a uma rádio local. Conforme o parlamentar, a então presidente do Iteraima teria assinado, pessoalmente, seis despachos em um período de 30 dias, sendo cinco relacionados ao filho do então governador.

Aos 16 anos, o jovem teria comprado uma fazenda de R$ 300 mil, o que reforçaria suspeitas de favorecimento ilícito e uso de “laranjas”. Everton também apontou que ele teria recebido gratuidade na emissão de dois títulos de forma indevida.

CPI apontou suposto envolvimento de Denarium

Jorge Everton afirmou ainda que a comissão havia encontrado documentos que, conforme ele, indicariam a participação direta de Antonio Denarium nas irregularidades investigadas na CPI.

Entre os elementos apresentados pelo deputado estava a alegação de que o próprio ex-governador teria feito pagamentos diretos relacionados à aquisição de terras em nome de terceiros.

À época, Everton disse que a comissão chamaria para depor o então governador, familiares, amigos e pessoas identificadas como laranjas dele. Denarium, no entanto, não chegou a ser convocado pela comissão.

 

FONTE: Com informações: Roraima em Tempo