O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira que a operação da Polícia Federal sobre “Dark Horse”, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é uma tentativa de “interferência política” nas eleições.
Durante agenda em Roraima nesta quinta-feira (10), o senador disse ainda que o filme “não tem um centavo de dinheiro público”, embora a ação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investigue suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do longa.
— Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de lado para o outro, de ponta-cabeça, aqui não vai ter nada — afirmou.
A PF cumpriu hoje 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal. Entre os alvos estão o deputado Mário Frias (PL-SP), que destinou R$ 2 milhões em emendas a uma entidade ligada à produção, e a empresária Karina Gama, da Go Up, responsável pelo filme. Flávio não é alvo da operação.
O candidato aparece, porém, em outra investigação sobre o financiamento de “Dark Horse”, sob relatoria do ministro André Mendonça e aberta a partir do caso Master. Mensagens obtidas pela investigação mostraram que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 130 milhões para o filme, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos.
Campanha em Boa Vista
As críticas de Flávio a Dino ocorreu em Boa Vista, logo após ele participar de uma reunião com empresários do agronegócio, políticos e apoiadores locais em um hotel no centro da cidade. Ele chegou a capital roraimense por volta das 9h10.
Participaram da reunião o candidato ao governo de Roraima, Arthur Henrique (PL), e o candidato a vice na chapa dele, Haroldo Cathedral; os candidatos ao Senado Nicoletti e Helio Lopes; o prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune (PL), o senador Hiran Gonçalves (PP); e o ex-governador de Roraima Antonio Denarium.
Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, pretende atender às demandas de Roraima e facilitar o desenvolvimento do estado. Segundo ele, parte dos entraves na região está relacionada à burocracia e à atuação de órgãos federais."O roraimense quer trabalhar e não consegue por causa de burocracia, perseguição ideológica de organismos públicos federais na parte de meio ambiente, na parte indígena", afirmou.
Ele também pediu apoio aos candidatos Hélio e Nicoletti ao Senado para que Roraima tenha "porta aberta em Brasília". Após a reunião, o candidato seguiu em um trio elétrico durante uma motocarreata pelas avenidas Mário Homem de Melo, Bandeirantes, Ataíde Teive, Venezuela e Ville Roy.