O B a BÁ do PERÔNNICO: Os ganhos financeiros e sociais com a interligação de Roraima ao SIN
Política, Poder e Bastidores
Um ano após sua energização, o linhão de transmissão Manaus-Boa Vista já apresenta resultados que comprovam os benefícios da integração de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Além de aumentar a segurança e a confiabilidade do fornecimento de energia, a infraestrutura tem contribuído para a redução de impactos ambientais e criado condições favoráveis para o crescimento econômico do estado.
Antes da interligação, Roraima era a única capital brasileira fora do SIN e dependia de um sistema isolado, mais suscetível a interrupções no fornecimento. Desde a entrada em operação das novas instalações, os indicadores mostram uma melhora significativa na estabilidade energética da região.
Queda na perturbação
Dados da operação da AXIA Energia apontam que, entre o início da interligação e julho deste ano, foram registradas apenas 23 ocorrências de perturbação, sem nenhum blecaute. Antes da integração, entre janeiro e setembro de 2025, ocorreram 243 perturbações, incluindo três blecautes.
Só 1 desligamento no período
A redução representa uma queda de 90% nesse tipo de ocorrência. Os desligamentos automáticos também apresentaram forte redução, passando de 104 registros para apenas um caso, uma diminuição de 99%.
Ganhos operacionais
Para o presidente da AXIA Energia na região Norte, Antonio Pardauil, os ganhos vão além da melhoria operacional: “Um ano de operação já nos permite olhar não somente para os resultados concretos da interligação, que são muito positivos, mas também para o que essa infraestrutura torna possível daqui para frente. Energia disponível, segura e confiável é uma condição importante para que novos empreendimentos se instalem, empresas ampliem suas atividades e a economia local ganhe escala.”
Infraestrutura que prepara o futuro
Com investimento de R$ 3,3 bilhões e extensão de 724 quilômetros, o projeto foi construído pela Transnorte Energia (TNE), consórcio em que a AXIA Energia é majoritária. A companhia também é responsável pela operação do empreendimento, que inclui as subestações Lechuga, em Manaus (AM), Equador, em Rorainópolis (RR), e Boa Vista (RR).
Capacidade acima da demanda
A capacidade instalada do sistema é cerca de quatro vezes superior à demanda atual de Roraima, alcançando 1.000 MW de transformação. Essa estrutura amplia a segurança energética da região e cria condições para a atração de novos investimentos.
Economia para consumidores e empresas
A integração ao SIN conectou aproximadamente 209 mil unidades consumidoras e possibilita uma economia anual de até R$ 540 milhões na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo utilizado para subsidiar a geração térmica em sistemas isolados.
Expansão do consumo
A mudança também abriu novas oportunidades para consumidores de média e alta tensão, como indústrias, hospitais e grandes empresas, que agora podem migrar para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), reduzindo custos e ampliando sua competitividade.
Reflexos na economia
Os reflexos já começam a aparecer na economia local. De acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER), a indústria de transformação registrou crescimento de 16% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, além de aumento de 6% na geração de empregos. Na construção civil, o número de vagas abertas cresceu 5% no período.
Benefícios para o meio ambiente
Além dos ganhos econômicos e operacionais, a interligação também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com a diminuição da geração por termelétricas a óleo diesel, a expectativa é evitar a emissão de até 300 mil toneladas de CO₂ por ano.
Menos poluição
O volume corresponde ao equivalente às emissões geradas por cerca de 113 mil carros circulando durante um ano, reforçando a contribuição da infraestrutura para uma matriz energética mais limpa e sustentável.
Fonte: Áxia Energia