O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (22), em visita a Boa Vista, que o número de ocorrências que interrompem o fornecimento de energia aos consumidores de Roraima ficou 90,53% abaixo do observado antes da interligação do Estado. Também foi informado que não houve blecaute no período.
Com cerca de 724 quilômetros de extensão, o Linhão de Tucuruí entrou em operação comercial em setembro de 2025. A interligação encerrou a condição de Boa Vista como a última capital brasileira que estava fora do Sistema Interligado Nacional (SIN). O empreendimento recebeu investimento estimado em R$ 3,3 bilhões.
Segundo Silveira, Roraima passou a receber 1 GW de energia, volume quatro vezes superior à sua demanda, o que abre espaço para a ampliação da infraestrutura de distribuição e para o desenvolvimento econômico e social de outras regiões do estado. Atualmente, a Âmbar Energia Roraima, empresa do grupo J&F, é a concessionária responsável pela distribuição de energia em todo o estado, atendendo a mais de 221 mil unidades consumidoras.
A ideia, segundo ele, é fazer o rebaixamento da tensão de uma linha de 230 kV para permitir que a energia chegue à rede de distribuição. O ministro também destacou a redução de 14% no custo da energia de Roraima e afirmou que a conclusão do Linhão de Tucuruí marcou um avanço na segurança e na confiabilidade do suprimento elétrico do estado.
“Estamos fazendo um ano da principal obra do sistema elétrico brasileiro, que foi o Linhão de Tucuruí, que trouxe energia firme e energia segura de Manaus até Boa Vista”, afirmou após visita técnica à subestação Boa Vista, em Roraima, que integra o linhão.
Com a energização após cerca de uma década de impasses e atrasos, o empreendimento conectou Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), encerrando o isolamento elétrico do único estado brasileiro que ainda não fazia parte da rede nacional. O projeto foi construído pela Transnorte Energia (TNE), consórcio em que a Axia Energia e a Alupar são acionistas.
Dados da Axia Energia da última semana apontam que, desde o início da interligação até julho deste ano, foram registradas 23 ocorrências de perturbação no sistema, sem nenhum blecaute no estado.
No período anterior à conexão, entre janeiro e setembro de 2025, foram contabilizadas 243 perturbações, sendo três blecautes. Com isso, o número de perturbações caiu 90% após a interligação.