Jalser Renier é encaminhado PARA Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC)

Ex-deputado foi preso durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, após a Polícia Federal encontrar uma lista com nomes de pessoas e R$ 19 mil em espécie

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O ex-deputado Jalser Renier (PSDB) foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 24, suspeito de crime eleitoral, e encaminhado à Penitenciária Agrícola de Monte de Cristo (Pamc) após realizar exame de corpo de delito. A própria esposa dele, a médica Tatyanne Aguillera, confirmou a informação.

Ele foi detido durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Filargíria em endereços ligados ao político, que é candidato a deputado estadual nas eleições deste ano. Os policiais encontraram lista com nomes de pessoas, assim como R$ 19 mil em espécie, o que levantou suspeitas de compra de votos.

Ainda na tarde de ontem, Jalser prestou depoimento na sede Polícia Federal, em Boa Vista. A defesa de Renier informou à imprensa que o delegado responsável pelo caso estipulou fiança de cerca de R$ 160 mil. Ele chegou a solicitar a possibilidade de um valor menor, mas o delegado revogou a fiança e acrescentou o enquadramento por associação criminosa, crime inafiançável.

O ex-deputado seguiu na noite de ontem para o Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de corpo e delito. Posteriormente, foi levado ao sistema prisional.

Ele deve passar por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira, 25.

Operação

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira, 24, dois mandados de busca e apreensão contra o ex-deputado Jalser Renier (PSDB), candidato a deputado estadual nas Eleições 2026. Equipes da corporação estiveram no escritório e na residência de Renier.

A Operação Filargíria investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

As investigações tiveram início logo após a prisão em flagrante de um indivíduo, em outubro de 2025, com aproximadamente R$ 305 mil em espécie.

As apurações revelaram indícios de atuação reiterada na entrega de dinheiro em espécie a terceiros. Além da utilização de contas de passagem para a movimentação de valores supostamente provenientes de recursos públicos.

Conforme a defesa, os valores possuem origem lícita e natureza pessoal, sem relação com compra de votos.

Além disso, a defesa também afirma que os documentos estariam relacionados à organização financeira da campanha e à contratação de cabos eleitorais, “questões que serao devidamente esclarecidas no curso da investigação e declaradas na prestação de contas perante a justiça eleitoral no prazo legal.”

FONTE: Com informações: Roraima em Tempo