Os bebês Yanomami mortos: Entidades ainda procuram recuperar corpos para ritual de cremação.

 Os bebês Yanomami mortos: Entidades ainda procuram recuperar corpos para ritual de cremação.

Na cultura dos índios yanomami os corpos são cremados e não sepultados. Foto: Instituto Socioambiental

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Grupos indigenistas e entidades que cuidam dos direitos dos povos indígenas do Brasil ainda buscam recuperar os corpos de três bebês da etnia Yanomami que morreram há mais de um mês com suspeita de infecção por Covid-19 e de uma terceira criança, cujo corpo está no IML de Boa Vista, em Roraima.

Os Yanomami vinham denunciando o desaparecimento dos bebês após remoção da aldeia para a capital por serviços de saúde.

Os corpos foram sepultados em um cemitério de Boa Vista, obedecendo normas sanitárias e protocolos do Ministério da Saúde para a Covid-19.

Os indígenas dessa etnia, porém, não sepultam seus mortos, eles os cremam em uma cerimônia, e a possibilidade de não poder fazer isso os perturba.

O Ministério da Saúde informou que a mãe das crianças havia sim sido informada dos sepultamentos, mas não deu informações detalhadas.

Até agora, segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), já morreram 383 indígenas com Covid-19 no Brasil. A entidade calcula 9.294 casos em 119 povos de todas as regiões.

Já nas contas da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, são bem menos mortes: 134.

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Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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