Troca de comando na Operação Acolhida: É glamour demais em um ambiente de tragédia.

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Todo esse glamour em torno da mudança de comando da Operação Acolhida, contrasta com o drama vivido pelos migrantes venezuelanos. Uma simples troca de generais já ganhou solenidade no Salão Nobre do Palácio do Planalto, ocupou espaço na mídia nacional e acaba de ganhar nova ostentação, agora em Boa Vista, onde vive o centro do problema.

Autoridades civis e militares de alta patente (em seus trajes da gala), representantes da sociedade civil se aglomeram ontem no Centro Amazônico de Fronteiras, FAC, na Universidade Federal de Roraima para mais um ato solene de passagem de comando, onde os generais Eduardo Pazuello e Antônio de Manoel Barros trocaram de posição.

Tudo bem, são generais de muitas estrelas, militares bem conceituados, mas por alguns instantes, o glamour, o esplendor do espetáculo ignora a tragédia que vem acontecendo em Roraima, que abriu as portas para abrigar dezenas de milhares de pessoas que estão fugindo de um regime totalitário que açoita seus cidadãos sem dó ne piedade.

Essas formalidades de troca de comando, nessas circunstâncias, são absolutamente desnecessárias, descabidas, aliás. O máximo que deveria existir, o que seria razoável, uma simples troca de posição em um ato técnico e de contexto puramente militar, na maior unidade militar do Exército – a Brigada de Infantaria de Selva – ou no toldo central da operação, selaria o protocolo e pronto.

Essa Operação Acolhida – aliás, de existência censurada por muita gente, pelo seu alto custo e pela forma como foi implementada – deveria ser repensada, tanto pela quantidade demasiada de dinheiro empregado como pela forma em os campos de refugiados foram instalados em Boa Vista.

Pelos padrões de outras crises – que são muitas, verificadas na Europa sobretudo, onde registra-se verdadeiros êxodos humanos entre os países – o abrigo aos refugiados se dá de maneira puramente técnica, sem emocionalismo, resguardando sobretudo a soberania de quem acolhe.

Embora esses fenômenos sejam raros na América do Sul, principalmente no Brasil, houve certa precipitação do Governo Brasileiro, sobretudo do Exército, quando optou por montar estruturas de abrigo aqui em Boa Vista e em Pacaraima, quando deveria ter feito isso na faixa de fronteira ou do lado que originou o problema.

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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