Polícia Federal encaminha ao STF e ao MPF notícia-crime contra Telmário Motta e Ricardo Salles

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Documento de 38 páginas tem como alvo o ministro, o senador Telmário Mota e o presidente do Ibama, Eduardo Bim.

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas Alexandre Saraiva – à frente de inquéritos policiais que apuram crimes ambientais graves naquele estado – acabou de encaminhar ao ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal, ao Ministério Público Federal e à direção-geral da Polícia Federal uma notícia-crime detalhando o cometimento de crimes por parte do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

No fim do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos no valor de R$ 130 milhões de madeira foram apreendidos. Salles e Telmário têm feito declarações contrárias à operação da Polícia Federal que levou à apreensão, além de defender a aparente legalidade do material e dos madeireiros investigados.

Para Saraiva, Salles e Telmário tiveram uma parceria com o setor madeireiro “no intento de causar obstáculos à investigação de crimes ambientais e de buscar patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a Administração Pública.”

Segundo o delegado, o principal argumento usado pelos dois — de que as terras de onde foi retirada a madeira é legal e a extração, autorizada — não corresponde à verdade, pois as terras seriam derivadas de grilagem.

Em relação ao senador Telmário Mota, Saraiva menciona também publicações na rede social Twitter em que o parlamentar faz acusações diretas ao delegado. Para o superintendente, Mota faz “vingança privada” contra a ação da PF.

No expediente de 38 páginas, Saraiva enquadra Salles, o senador Telmário Mota (Pros) e o presidente do Ibama, Eduardo Bim, nos crimes previstos no Artigo 69 da Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais), Art. 321 do Código Penal (Advocacia Administrativa) e Artigo 2o, § 1o da Lei 12.850/2013 (Organização Criminosa).

Tanto Salles como Telmário têm foro privilegiado, razão pela qual o expediente foi enviado ao Ministério Público Federal, para posterior encaminhamento à Procuradoria-Geral da República.

As condutas teriam sido cometidas no âmbito da Operação Handroanthus, que, capitaneada pela Superintendência Regional no Amazonas, foi responsável pela apreensão recorde de aproximadamente 200.000 m3 (duzentos mil metros cúbicos) de madeira em toras extraídas ilegalmente por organizações criminosas que atuam na região.

Para quem acompanha a atuação escancaradamente anti-ambiental do Ministério do Meio Ambiente, parece que o tipo penal previsto no Art. 69 da Lei 9.605/98 (obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do do poder público no trato de questões ambientais) foi elaborado sob medida para Salles.

O delegado Alexandre Saraiva tem sido, nos últimos dez anos, um dos expoentes da Polícia Federal no enfrentamento à delinquência ambiental institucionalizada que atinge nosso país, e que vem alvejando – com prejuízos irreversíveis – nossos preciosos recursos naturais.

Que a postura decidida e desassombrada do delegado Saraiva inspire outros colegas delegados que presidem inquéritos policiais que investigam grandes esquemas pilotados pelos poderosos da vez.

Conteúdo Compartilhado: Revista Veja

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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