A bomba venezuelana: Paciência do povo roraimense está acabando.

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A Coluna de hoje | Publicada 00h11
Em Mucajai a população revoltou-se contra os venezuelanos e atearam fogo no abrigo. Foto | Internet

Três eventos ocorridos em menos de 48 horas – em Mucajaí, aqui em Boa Vista e na cidade fronteiriça de Pacaraima – envolvendo migrantes venezuelanos, com morte e expulsão de abrigos de famílias inteiras que se encontram refugiadas em Roraima, é o prenúncio de uma tragédia anunciada.

A paciência do roraimense está no limite diante de tantos abusos cometidos pelos migrantes que já não mais respeitam os espaços do morador local, agem muitas vezes com grosserias e já começam a reivindicar direitos que não têm. Eles sujam as praças, fazem suas necessidades nas calçadas, se amontoam dento dos prédios das agências bancarias, ocupam a porta de farmácias, supermercados e restaurantes além de incomodarem as pessoas nos semáforos.

Essa bomba que está para eclodir teve o estopim aceso no final de semana em Mucajaí quando um morador local foi assassinado a pauladas justamente por dois venezuelanos. A revolta foi imediata e no município vizinho já não há mais clima para a convivência até então pacífica com os migrantes.

Na bola do trevo, onde a praça Simon Bolívar foi invadida e transformada e moradia, outro incidente critico muito sério ocorreu no fim semana: um caminhoneiro trafegava na rotatória teve o caro atacado por um venezuelano a pauladas. O motorista retornou e partiu para o revide dando início a mais um tumulto, com cenas de vandalismo, anarquia e ameaças de morte.

Em Pacaraima a população revoltou-se porque o Governo Federal quer transformar o único ginásio da cidade em abrigo para os imigrantes. Os moradores não aceitam a medida e ontem ocuparam as ruas da cidade em protesto acirrando os ânimos que pode resultar em tragédia caso haja enfrentamento, que é provável.

Antes havia um olhar humanístico do boa-vistense sobre a migração, porque achava-se que algumas dezenas estavam apenas em busca de uma condição melhor de vida aqui, mas a situação transmutou-se em um dos maiores êxodos humanos de que se tem história, gerando problemas sociais e estruturais terríveis para a população local. O que mais preocupa é o aumento da criminalidade envolvendo venezuelanos.

O problema não revela-se apenas humanitário, dar a cada um deles um prato de comida não resolve a situação. O problema é sério, estrutural, alterou a rotina dos boa-vistense e isso não pode ser aceitável. A situação tem causado sobrecarga na saúde, na educação, na segurança, o que pode gerar conflitos de rua, porque a paciência do morador local está se esgotando com tantas atitudes inconvenientes desses ‘invasores’.

Roraima se tornou palco de um caos social, um depósito de miseráveis da utopia bolivariana, uma tragédia humanitária. Se o Governo Federal não se mover, a desgraça estará consolidada com consequências terríveis para todos nós.

O descontrole é total 

Na sede da Polícia Federal essa a cena do dia a dia: milhares de venezuelanos pedindo refúgio.

Os governos local e nacional precisam urgentemente encontrar uma solução para a situação, pois como se previa, a migração impulsiva está causando descontrole grave, ocasionando a insegurança física de seus moradores.

Não por acaso há registros diários de moradores que acusam venezuelanos por roubos de celulares, ameaça de assalto, agressões físicas nas ruas, prostituição e muitos outros problemas acarretados pela migração, ocasionando um sentimento de medo entre as pessoas que já não veem ‘com bons olhos’ a presença dos ‘hermanos’ por aqui.

Do dia para noite estamos reféns em nossas casas, os semáforos e avenidas encontram-se invadidos por famílias inteiras, as crianças mal cuidadas e desnutridas passaram a substituir as já conhecidas placas de pedido de ajuda.

Interiorização só em abril 

A rotina dos imigrantes nas ruas da cidade: interiorização só deve ocorrer no mês de abril.

O Governo Federal informou que a partir de abril começa o processo de interiorização dos imigrantes venezuelanos que estão em Roraima para as Manaus e São Paulo.

A ideia é levar essas pessoas a estados com mais estrutura e aliviar a superlotação do estado de Roraima, que faz fronteira com a Venezuela e acaba sendo uma das principais entradas no Brasil, pelos venezuelanos.

Mas essa medida é apenas paliativa, porque apenas 300 serão abrigados em Manaus e 180 em São Paulo, que serão abrigados em centros de acolhida para pessoas em situação de rua e em espaços destinados a imigrantes.

Desde 2015, mais de 40 mil venezuelanos pediram refúgio ou residência temporária no Brasil. Por dia, entram de 600 a 800 venezuelanos no país, mesmo que não firmem residência.

Teresa e a primeira infância

A prefeita Teresa participou ontem da Conferência da Primeira Infância, em Brasilia. Foto | Agencia Brasil.

A prefeita Teresa Surita está participando, em Brasília, da Conferência Internacional da Primeira Infância, que está discutindo sobre os projetos que atendem o período mais importante das crianças, a primeira infância.

Somos referência e fico bastante feliz em compartilhar um pouco da nossa experiência com outros entes que defendem o investimento nessa fase tão importante para a formação de nossas crianças”, disse Teresa.

Teresa participa junto com chefes de Estado, estudiosos de diversos países e organizações não governamentais (ONGs) da conferência que promove o intercâmbio de experiências mundiais na área do desenvolvimento infantil.

Trata-se de uma idade em que, se a criança tiver os cuidados essenciais, ela se tornará um adulto mais desenvolvido e um ser humano completo”, disse ela durante o evento.

Com o tema “O poder do investimento na primeira infância para o desenvolvimento com equidade”, o seminário é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com a proposta de discutir políticas públicas para a fase que compreende os seis primeiros anos da criança.

Sessão parasitária

Plenário da Assembleia quase vazio, não propiciou quorum para reunião das comissões.

Estamos entrando para a terceira semana de março e nada de produtivo acontece na Assembleia Legislativa de Roraima.

Na sessão de ontem, com plenário lotado, pois estavam lá simplesmente 23 deputados – pelo menos com os nomes registrados no Painel –  mas não se produziu nada de expressivo.

A desculpa é que alguns vetos são o motivo da pauta travada, o que não justifica. Os tais vetos da governadora a projetos insípidos não podem travar o andamento das ações do parlamento.

Mas quando foi feita a chamada para a reunião da Comissão de Constituição e Justiça – que deveria se reunir no período da tarde e anterior a sessão ordinária – não havia mais deputados em plenário, suficiente para a formação do quorum.

No entanto quando foi para atender o interesse deles [deputados], num instante, realizaram uma sessão e derrubaram vetos ao Orçamento, para garantir mais dinheiro ao Parlamento. Simples assim.

O enquadramento avança

Jucá reuniu deputados roraimenses ontem para a finalização dos detalhes para o enquadramento .

O senador Romero Jucá (MDB), relator da Medida Provisória 817/2018, sobre o enquadramento dos servidores dos ex-territórios de Roraima, Rondônia e Amapá, se reuniu ontem (20), com parlamentares dos três estados para discutir o texto de seu relatório, que será disponibilizado ainda hoje para consulta dos interessados.

Durante a reunião, Jucá tirou várias dúvidas dos parlamentares e adiantou alguns assuntos que serão contemplados em seu relatório à Medida Provisória, como a possibilidade de enquadramento para os professores e regentes dos ex-territórios.

Jucá informou ainda que serão acatadas 67 emendas do total de 125 apresentadas ao seu relatório. “Estamos trabalhando com afinco e celeridade para atender o maior número de pessoas com enquadramento e fazer justiça com esses servidores”, disse.

A previsão é que o relatório do senador Jucá seja discutido e votado pela Comissão Mista na primeira semana de abril. Após passar pela comissão, o texto da MP 817, segue para votação dos plenários da Câmara e do Senado.

Shéridan nega compra de votos

Shéridan negou ter praticado compra de votos e afirmou que as provas contra são ilegais.

A deputada Shéridan, relatora a reforma eleitoral no Congresso e foi denunciada ao STF por compra de votos, argumentou ao ministro Celso de Mello que as provas contra ela são ilegais.

Em 2010, a deputada foi gravada por um eleitor prometendo, segundo a denúncia, a inscrição em programas do governo e R$ 200 em troca de votos a José de Anchieta, à época, marido da deputada.

Segundo argumenta Shéridan, por não ter autorizado a gravação não poderia ser usada contra ela.

E mais: alega ter sido induzida a dar as declarações, que não seriam conclusivas. Fonte | O globo

Cruzada conta fakes-news

Será apresentada hoje, no Senado, uma proposta tecnológica para o combate às fake news, assunto ainda espinhoso em termos legislativos.

A proposta do projeto, chamado de FakeNewsAutentica, é elaborar um portal dedicado a “corrigir” difusores de notícias falsas nas redes sociais.

Funcionaria assim: a instituição reuniria um grupo de jornalistas dedicados à checagem de informações. A partir de suas conclusões, um sistema de inteligência artificial simples iria replicar o parecer dos jornalistas onde houvesse dúvida sobre a veracidade de uma notícia — para convocar o bot, bastaria que o usuário usasse uma hashtag.

O projeto é de Daniel Nascimento, um dos três ex-hackers convidados para a sessão temática. A sua intenção é que os relatórios sejam compartilhados com as autoridades responsáveis por coibir as fake news.

O hospital da discórdia | Fica difícil de entender como a governadora Suely Campos pretende inaugurar o Hospital das Clínicas (foto acima), nesse sábado, 24. Os profissionais que atuam no Hospital Geral, por exemplo, estão revoltados coma falta de produtos médico-hospitalares, gazes, luvas, seringas e muitos outros. Eles afirmam que está faltando remédio e que o número de profissionais que trabalha no local está defasado, devido à demanda que está em constante alta. Com a inauguração do Hospital das Clínicas, a governadora Suely Campos pretende redistribuir os servidores das outras unidades de saúde para lá e assim o buraco será ainda maior nas demais. A obra está atrasada três anos e vendo sua popularidade caindo a cada dia, Suely se apressou em anunciar a tal inauguração, mas se esqueceu do básico: materiais de trabalho, medicamentos e pessoal. Ao que parece, Suely quer apenas inaugurar, só pela pompa que a obra dá, mas atendimento que é bom vai ser de péssima qualidade. Está com cheiro de mais um golpe eleitoral. Fonte | Roraima em Tempo


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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