Antônio Olivério Garcia de Almeida, o Antônio Denarium: novo governador de Roraima.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h23

Antônio Denarium elegeu-se governador com 136.585 votos, derrotando José Anchieta que ficou com 119.399 votos.

Antônio Olivério Garcia de Almeida, ou simplesmente Antônio Denarium, empresário de 54 anos, goiano de Anápoplis, é o novo governador de Roraima, eleito ontem pelo Partido Social Liberal (PSL)) com 136.612 (53,34%) contra 119.489 (46,66%%) do segundo colocado José de Anchieta Júnior (PSDB). A diferença pró-Denarium foi de 17.123 votos. Houve 3.232 votos brancos e 10.981 nulos e 62.851 (18,95) se abstiveram. Denarium nunca exerceu nenhum cargo político antes de ser eleito governador do estado, mas venceu a eleição ‘surfando’ na onda bolsonarista e afirmando que trabalhará contra a corrupção.

O novo governador, que surpreendeu no primeiro turno ao virar a expectativa das pesquisas, que apontavam seu opositor na liderança, inclusive com possibilidade de Anchieta liquidar a ‘fatura’ ainda no dia 7, virou o jogo, primeiro pelas posições bem definidas sobre o emprego de uma gestão dinâmica, moderna, voltada aa a geração de emprego e renda, bom gerenciamento do dinheiro e combate à corrução, depois pelas trapalhadas do adversário.

Anchieta ganhava terreno, respaldado por uma experiência maior no campo da política e rodeado por um arco de alianças políticas que o fazia de fato favorito. Mas foi atropelado por questões menores dentro da coligação, algumas confusões desajustadas da ex-esposa, a deputada reeleita Shéridan e perdeu fôlego na reta final também pelo abandono de aliados importantes que o seguiram na primeira parte da campanha.

Denarium pode comemorar a vitória, é praxe dos vencedores, mas não há motivos para otimismo diante do estado de abandono em que se encontra o Estado que ele governará a partir do dia 1º de janeiro de 2019. Encontrará salários de servidores atrasados, empresas sem receber, saúde em péssimas condições, educação precária e crise na segurança, nenhum investimento em infraestrutura e muitas dívidas.

Se o projeto de Governo é reconstruir um Estado que se encontra aos farrapos, terá que, primeiramente, enxugar a máquina. Isso envolve demissão de comissionados, redução dos salários, acabar com secretarias e outros órgãos inservíveis, que só servem ao empreguismo, equilibrar as finanças e saber escolher bem o secretariado e os aliados políticos para a construção de um grande pacto pela salvação de Roraima.

Denarium não pode em hipótese alguma ficar olhando para o retrovisor como fez, equivocadamente, a governadora Suely Campos. Gastou ‘baba’ nos 4 anos de sua gestão catastrófica ponde culpa em José Anchieta, mas não cuidou de cobrir os rombos danosos da gestão anterior, perdeu-se na retórica e acabou melancolicamente ‘morta’ na política, não indo ao segundo turno. Suely perdeu-se no passado, responsabilizou a gestão anterior pelo fracasso de sua gestão e negligenciou a fundamental arte de administrar o Estado.

Suely comprometeu sua gestão logo no começo, por tomar atitudes deploráveis, como colocar a família no primeiro escalão, mudar constantemente os secretários do seu governo, contratar comissionados além do necessário, pagar contratos duvidosos, não tinha planejamento, um governo parado no tempo, sem desenvolvimento. Nenhuma obra marcou o governo de Suely.

O primeiro ano de mandato de Denarium será de muitas dificuldades. Terá que reconstruir o Estado, pois não tem como investir nos setores vitais, sem antes organizar todas as pendências, visto que a atual gestão deixou o Estado sem desenvolvimento e com um déficit financeiro que ultrapassa os R$ 800 milhões.

Terá que auditar as contas do Governo atual, renegociar dívidas, cortar muitos gastos, definir quais são as prioridades imediatas, fazer o dever de casa, inclusive rever o que não foi feito ao longo dos últimos dez anos. O povo não pode esperar grandes mudanças, mas, sim, medidas impopulares.

Ontem após confirmada a eleição, Denarium garantiu que irá fazer, em quatro anos, o que “ninguém fez nos últimos 20”. “Estancar os desvios de recursos, acabar com as supervalorizações de contratos e promover o destino certo dos recursos do estado. Dinheiro há e muito, o que precisa é ser bem administrado”, falou durante a campanha.

Eu recebo essa votação com muita felicidade e tranquilidade. O desejo do Estado e do Brasil era esse. O nosso propósito é acabar com a corrupção no Estado, melhorar a qualidade do serviço público, atrair novos investidores. Isso é o que povo queria. Agradeço a Deus, todos os dias, que iluminou a nossa campanha e me deu sabedoria para conduzi-la”, afirmou Denarium.


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