As estripulias de Telmário com a verba indenizatória do Senado. Tem até recibo falsificado e notas fiscais não pagas.

Publicado 13:04

Telmáio é dos que mais gasta dinheiro da verba indenizatória.

O senador Telmário Mota (PROS), que se hasteia o político mais honesto de Roraima, foi pego com a mão na cumbuca, gastando aos tubos o dinheiro da verba indenizatória do Senado e pior de forma absolutamente duvidosa.

Um levantamento realizado pela revista Época (Grupo Globo), Telmário aparece entre os senadores mais perdulários, esbanjador mesmo. A publicação confrontou notas fiscais e recibos de pessoa física (o que é proibido), como comprovações de pagamentos feitos por Telmário. Ocorre que tudo está muito nebuloso.

Ao vasculhar esse universo de despesas ocultas, ÉPOCA localizou um fornecedor que negou ter emitido os recibos apresentados por Telmário ao Senado para receber o dinheiro.

Há também uma mulher que afirmou ter recebido pagamentos da verba de gabinete pelo aluguel de uma sala utilizada como comitê de campanha eleitoral, o que é um uso proibido da cota parlamentar, e outra que alegou não ter tomado conhecimento dos gastos.

No primeiro caso, do fornecedor Clio de Souza Cunha Neto, o senador apresentou três notas fiscais, no valor total de R$ 24 mil, para reembolsar despesas que, de acordo com o prestador de serviços, nunca foram pagas. Neto disse que alugou um carro para Mota em Boa Vista, Roraima, mas negou ter emitido as notas que foram apresentadas em 2016 e disse não ter recebido nada pelo aluguel.

“Ele diz que eu aluguei um carro para ele e consta pagamento feito para mim, sendo que eu não recebi. Ele tem recibos assinados por mim que eu não assinei. O carro foi alugado, mas não recebi e pedi para cancelar o contrato”, disse Neto. O senador enviou à reportagem os três recibos com as assinaturas que Neto nega que sejam as dele.

Também em 2016, foram feitos pagamentos de R$ 28 mil, oriundos da verba parlamentar, a Lunalva Lopes de Freitas, de Boa Vista. Procurada, ela disse que alugou o escritório para o senador montar uma base nas eleições municipais. Mas é proibido usar a cota parlamentar para fins eleitorais. “Prestei um serviço em 2016, na época da campanha. Foram quatro meses, foi só o período de campanha mesmo. Aluguei um ponto comercial que era para fazer campanha, e foi usado pelo partido”, afirmou.

A assessoria do senador afirmou que o imóvel foi alugado pelo partido e que a nota apresentada pelo senador se refere ao aluguel de um carro, mas não enviou a nota fiscal.

Alacidi de Oliveira Alves, por exemplo, recebeu R$ 35.700,00 do gabinete de Mota, em quatro parcelas mensais de R$ 8 mil e uma de R$ 3.700,00 de abril a agosto de 2017. O gasto está na categoria “locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis”, mas não há maiores esclarecimentos. Alves, também da região de Boa Vista, não quis comentar.

 “Quem tem de ver isso é a imprensa ou a Justiça? Eu tenho mais o que fazer do que ficar dando explicação para a imprensa”, replicou. Daura de Oliveira Paiva, que teria recebido R$ 23.400,00 em abril e maio, disse que o senador é que deveria esclarecer o gasto. “Nem estava sabendo disso aí”.

Marines Campos Feitosa, moradora de Rorainópolis, já recebeu R$ 91.300,00 do senador Mota, em parcelas mensais, entre o fim do ano passado e o início deste ano. De agosto de 2017 a novembro de 2018, Francisco Elton Basílio Almeida, também de Roraima, recebeu R$ 113.300.

Fredne Carvalho da Rocha recebeu R$ 43 mil, em pagamentos de R$ 4 mil por mês por quase um ano como pessoa física, até ser contratada em 2016 como assessora no escritório de apoio do senador, em Roraima. É proibido contratar pessoal com a cota parlamentar — e o serviço prestado por Rocha tampouco foi explicado pelo senador.

Feitosa e Rocha foram procuradas, mas não quiseram responder sobre o serviço prestado ao senador. Francisco Almeida não foi encontrado pela reportagem.

“ÉPOCA localizou um fornecedor que negou ter emitido os recibos apresentados pelo senador Telmário ao Senado para receber o dinheiro da verba indenizatória. O serviço foi prestado, mas não pago”. Fonte | Época

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