Assembleia de Roraima não produz quase nada por falta de deputados nas sessões.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h12
Plenário vazio na Assembleia Legislativa. Tem sido essa a imagem das últimas semanas. Foto própria

Os jornalistas que cobrem o dia a dia da Assembleia Legislativa de Roraima estão tomados por um tédio medonho ultimamente pela falta de infrutuosidade dos deputados, o que denota absoluta falta de compromisso com a função parlamentar.

A improdutividade nas sessões é o retrato da ausência de obrigação da maioria, porque as sessões estão sendo encerradas sem apreciação de matérias pela ausência de deputados na formação de quórum qualificado.

Deputados não estão comparecendo à Casa, e quando registram presença no Painel Eletrônico, saem em seguida, deixando clarividente a falta de compromisso com a sociedade e com o eleitorado.

O parlamentar tem a obrigação de participar das sessões ordinárias às terças, quartas, quintas. Por liberalidade, as sessões deliberativas ocorrem apenas entre 3 dias da semana e nem assim há quorum suficiente, fato verificado ontem quando sequer houve inscritos para os costumeiros pronunciamentos. O pior é que quem mata serviço não perde salário no contracheque, pois muitos registram presença e caem no mundo.

E o recesso do mês de julho – são mais 30 dias de férias para os eminentes parlamentares – começa na próxima semana sem que os 24 deputados tenham produzido algo de importante nesse 1º semestre de 2018.

O que precisa mudar na Assembleia de Roraima é a essência da ação parlamentar. Para se impor à sociedade, os parlamentares precisam trabalhar naquilo para o qual foram eleitos, isto é, no exercício parlamentar.

Se a maioria não vai ao Legislativo nem para votar, imagina esperar qualidade da produção. Um Parlamento assim não faz história, muito menos seus parlamentares.

Jalser não cumpre ameaças
Jalser ameaçou fazer corte nos salários de deputados faltosos: não cumpriu o que prometeu.

A baixa qualidade da atuação parlamentar não é privilégio de nenhum partido – os gazeteiros estão em todas as legendas.

São pouquíssimos os deputados que se sobressaem entre seus colegas pela qualidade de sua ação parlamentar.

E as ausências parecem ser acolhidas com contemplação pelo presidente da Casa, Jalser Renier, que prometera ser rigoroso com os faltosos logo que ocupou a cadeira principal da Mesa Diretora.

Ele prometeu naquela ocasião que não iria tolerar faltas seguidas, cobrou mais responsabilidade dos deputados e intimidou os deputados com corte no salário dos ausentes.

Mas Jalser fracassou nas ameaças, embora tenha afirmado por muitas vezes que puniria os gazeteiros. Ultimamente, porém, é ele [Jalser] o mais faltoso e quase não aparece nas sessões, como a de ontem.

A verdade é que os deputados não querem trabalhar. E só quem perde com essa indolência toda é o povo.

 Oleno quer mais gastos
Oleno propôs a criação de mais uma secretaria no Governo já combalido de Suely Campos.

Não bastasse o número excessivo de secretarias improdutivas e inservíveis no governo de Suely, o deputado aliado Oleno Matos (PC do B) quer onerar ainda mais o Estado, já combalido.

Por meio de indicação parlamentar, Oleno pediu ao Governo a criação de uma Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude.

Conforme a proposta, um tanto demagógica, a criação deste órgão público não implicará em despesas para o Estado, pois somente com o remanejamento de pessoas e setores será possível desenvolver políticas públicas na área.

É claro que cria despesas. Como é que uma pasta será montada somente com remanejamento de pessoal? E o custeio não conta?

Nem parece que Oleno é filiado a um partido político socialista. Certamente acostumou-se aos gastos excessivos do Governo, onde foi chefe da Casa Civil.

Suely não recebe eurodeputados
O deputado Francisco Assis lamentou por não ter sido recebido pela governadora Suely Campos.

A comitiva de deputados da Comunidade Europeia que veio a Boa Vista verificar como estão abrigados os venezuelanos aqui lamentou o fato de não ter sido recebido pela governadora Suely Campos.

O deputado português Francisco Assis, presidente da Delegação do Parlamento Europeu para Relações com o Mercosul, disse ontem ter se reunido com a prefeita Teresa Surita (MDB) para tratar sobre o assunto e a gestora demonstrou ter bastante conhecimento sobre a questão, apontando soluções racionais para a crise migratória.

Francisco Assis lamentou, porém, o fato de que a governadora de Roraima Suely Campos (Progressistas) não tenha demonstrado interesse em recebê-los.

No entendimento de Francisco o governo brasileiro está adotando as medidas acertadas, como o emprego das forças armadas para fazer o controle da fronteira e dar apoio aos imigrantes nos abrigos. “Nesse momento de emergência, a resposta do governo brasileiro se mostra positiva’, afirmou.

Ele disse que o fechamento da fronteira, como quer a governadora Suely Campos, está fora de questão por se tratar de “uma medida terrível, desumana e inaceitável”. Francisco Assis defendeu que “o espírito de solidariedade deve prevalecer”.

Roraima reduz ICMS de combustíveis
O Governo de Roraima está os que reduziram o valor médio de referência para cálculo do ICMS.

Doze Estados brasileiros e o Distrito Federal reduziram o valor médio de referência para o cálculo do ICMS, incidente sobre o diesel vendido nos postos, em meio a esforços políticos para concluir um corte de preço prometido pelo governo federal para encerrar uma paralisação de caminhoneiros no mês passado.

Segundo tabela publicada nesta quarta-feira pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), os Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins reduziram os valores de PMPF.

O PMPF, ou Preço Médio Ponderado Final, utilizado como base de cálculo do ICMS, é publicado a cada 15 dias. Os valores saíram no Diário Oficial da União desta quarta-feira e serão válidos a partir de 1º de julho.

Bebê a bodo. E nas alturas 
Avião da Latam que partiu de Boa Vista e fez pouso de emergência em Manaus. Foto | Latam

Na madrugada de ontem (27), uma aeronave precisou mudar a rota porque uma passageira entrou em trabalho de parto. O avião da companhia Latam, que saiu de Boa Vista, com destino à Brasília, teve que pousar em Manaus, capital do Amazonas.

O parto foi realizado dentro do avião, há aproximadamente 35 mil pés de altitude. Duas oficiais do Corpo de Bombeiros e uma médica de Roraima estavam na aeronave.

Elas auxiliaram a tripulação durante os procedimentos de praxe, segundo o comandante do órgão, coronel Doriedson Ribeiro. Ainda de acordo com o coronel, mesmo sem os utensílios médicos necessários, o procedimento foi realizado com sucesso.

O bebê, uma menina, nasceu por volta das 4h da madrugada e a aeronave pousou em segurança em Manaus por volta das 5h55.

– Mãe e bebê passam bem. O voo seguiu viagem para o destino final às 7h30 (horário de Brasília). A companhia esclarece que está prestando a assistência necessária à passageira. Reitera, ainda, que a segurança é um valor imprescindível e, sobretudo, todas as suas ações visam garantir uma operação segura – informou a Latam.

Migração: Pence ‘detona’ Maduro
Vice-Presidente Mike Pence em visita a um abrigo de venezuelanos em Manaus.  AFP PHOTO / Ricardo OLIVEIRA

Durante sua visita a um abrigo de imigrantes venezuelanos em Manaus, ontem (27), o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, voltou a criticar o regime do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que acusou de “ditadura brutal” e de provocar o êxodo de 2 milhões de pessoas “obrigadas a fugir do país”.

“O regime de [Nicolás] Maduro, essa ditadura brutal, enfraqueceu a economia e o custo dos seus crimes não podem ser calculados em números, mas em consequências. São mais de 2 milhões de pessoas que obrigadas a fugir do país”, declarou Pence.

Ele disse que a mensagem do presidente Donald Trump é de manter o apoio dos Estados Unidos ao povo venezuelano. “Os Estados Unidos estão com vocês, caminhamos com vocês e vamos continuar assim até que a democracia seja restaurada na Venezuela”, afirmou.

O vice-presidente desembarcou em Manaus por volta de 10h30, horário local, acompanhado da esposa Karen Pence. Em um comboio e sob forte esquema de segurança, eles partiram para a visita à Casa de Acolhida Santa Catarina, na capital amazonense, onde estão abrigados 79 venezuelanos.

Mike Pence ficou apenas 1h30 na Casa de Acolhida Santa Catarina, que é administrado pela Cáritas Arquidiocesana de Manaus em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Os venezuelanos abrigados no local chegaram a Manaus pelo processo de interiorização promovido pelo governo brasileiro. O vice-presidente dos Estados Unidos fez um pequeno discurso no local. Fonte | Agência Brasil

Críticas à visita
A visita do vice-presidente americano a Manaus foi bastante criticada. Foto | Agência Brasil

Antes da visita de Mike Pence ao abrigo, os serviços pastorais do Migrante Nacional e da Arquidiocese de Manaus divulgaram nota manifestando indignação e tristeza com a visita do vice-presidente norte-americano.

Para as entidades, Pence “representa um governo que constrói muros, separa crianças de seus pais e que pretende se apresentar ao mundo como defensor de migrantes e refugiados”.

A nota afirmou ainda que “esse gesto do governo Trump está longe de ser humanitário e de preocupação com os direitos humanos e que remete a uma política de controle e colonialismo constante dos Estados Unidos com a América Latina”. Fonte | Agência Brasil

Uma sangria permanente
Onerosa aos cofres públicos, a Codesaima tem servido de cabide empregos para aliados de Suely.

A Codesaima, como todos sabem, não serve para absolutamente nada, a não ser como cabide de emprego.

Bem que a governadora Suely Campos poderia explicar para que cargas d’água ela está liberando R$ 2 milhões para que a empresa invista em infraestrutura rural integrada e apoio ao setor primário.

Primeiro porque a Codesaima não deveria ser responsável por esse tipo de missão e segundo que existe as secretarias para esse tipo de ação.

Talvez ela pudesse explicar para que serve a Secretaria de Agricultura. Fonte | RT

Prefeitura paga cachês
Os artistas que cantaram no Boa Vista Junina foram devidamente remuneradas ontem.

A Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec) repassou ontem, 27, o valor de R$139.600,00 referente ao cachê de todas as atrações locais e grupos folclóricos que participaram do Boa Vista Junina 2018. O repasse do dinheiro é feito apenas quatro dias após o fim do Maior Arraial da Amazônia.

Anualmente a Fetec investe não apenas nos artistas locais, mas também resgata a cultura dos grupos folclóricos e viabiliza estrutura e apoio financeiro também às 24 quadrilhas juninas.

Em 2018, um mês antes do início do arraial, foi repassada a quantia de R$ 639.840,00 aos 24 grupos. Na ocasião, a prefeita Teresa Surita destacou que o repasse foi adiantado para que pudessem trabalhar com tempo para negociar e pagar o material.

Para Daniel Lima, presidente da Fetec, o pagamento dos cachês quatro dias após o fim da festa representa a valorização e o compromisso da gestão da prefeita Teresa Surita com os artistas, bandas e grupos folclóricos de Boa Vista.

O relacionamento dos artistas e a Prefeitura de Boa Vista é baseado no compromisso e na confiança, fazendo com que o dinheiro investido circule dentro do próprio município fortalecendo a economia local”, destacou Daniel.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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