Bolsonaro inaugurou ponte que vai facilitar acesso de garimpeiros a terra Yanomami.

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Em sua primeira visita a uma terra indígena, Jair Bolsonaro inaugurou uma ponte de madeira que deve facilitar acesso de garimpeiros a uma aldeia Yanomami, no Amazonas. Indígenas Yanomami têm sido duramente afetados pela violência e pela falta de acesso à saúde.

Jair Bolsonaro entre índios que habitam áreas em São Gabriel da Cachoeira (AM).

Em sua primeira visita a uma terra indígena na Amazônia, , o presidente Jair Bolsonaro esteve na cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM) para inaugurar uma ponte de madeira de 18 metros de comprimento e sete de largura na BR-307, que liga o município a comunidades Yanomami em Maturacá, que já sofrem com a mineração ilegal na região.

Em sua agenda, Bolsonaro almoçou com autoridades militares, para quem discursou, sem fazer sequer uma menção à crise sanitária e ambiental enfrentada por esse povo indígena, que tem sofrido, nas últimas semanas, ataques de garimpeiros na aldeia Palimiú (localizada às margens do rio Uraricoera, no município de Alto Alegre), além de enfrentar uma grave crise sanitária.

Além da covid-19, os Yanomami enfrentam um problema crônico de falta de acesso à saúde, como evidenciou a foto de uma criança de oito anos pesando apenas 12 quilos, acometida por malária, pneumonia, verminose e desnutrição na aldeia Maimasi, em Roraima.

Lideranças indígenas e ambientalistas temem, inclusive, que a ponte inaugurada por Bolsonaro possa facilitar o acesso de garimpeiros ilegais à aldeia Maturacá e outras da região.

“Essa visita é apenas um gancho para o presidente defender mais uma vez a legalização do garimpo em nossas terras. É uma armadilha, um pretexto para dizer que os Yanomami estão morrendo de fome, pobrezinhos, e pedir apoio no Congresso para legalizar atividades econômicas em terras demarcadas”, afirma Dário Kopenawa, presidente da Hutukara Associação Yanomami.

Desde a campanha eleitoral em 2018, Bolsonaro defende a utilização comercial de terras indígenas e prometeu não demarcar “nenhum centímetro de terra” para os povos originários, algo que, até o momento, cumpriu.

Fonte: El País

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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