Caso inédito no Brasil: Quando Roraima teve cinco senadores em oito dias.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h10

Instante em que Rudson Leite presta juramento e assume a vaga de Senador. Foto | Ascom Senado

O telespectador desavisado da TV Senado, nos últimos dias, pode ter pensado que Roraima passou a contar com cinco senadores – e não com as três vagas a que cada estado tem direito de preencher. Em menos de oito dias, três senadores diferentes se revezaram em uma das três vagas de Roraima. Além do titular, Telmário Mota, ocuparam o mesmo lugar o 1º suplente Thieres Pinto e logo em seguida o 2º suplente Rudson leite.

Durante a greve dos caminhoneiros, o titular Telmário teve participação ativa no plenário na discussão do acordo do governo para suspender a paralisação. Dois dias depois, o ex-cinegrafista Thieres Pinto, da Mesa da Presidência, comandava a sessão plenário. Thieres é o 1º suplente e assumiu vaga com a licença do titular, Telmário Mota. Mas Thieres foi obrigado a inventar uma doença e depois se licenciar sem remuneração por 180 dias afim de que o acordo de compadrio entre eles fosse montado e Rudson finalmente pudesse assumir a vaga.

Ai na terça-feira (6), os senadores atenderam ao pedido do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para que se pusessem em posição de respeito a fim de receber o novo senador da Casa: o segundo suplente de Telmário, Rudson Leite (PV), que encheu a tribuna de honra com a sogra, a mãe, mulher, filhos, primos, tios e sobrinhos. No discurso de posse, Rudson passou longos minutos homenageando os parentes.

Não se esqueceu da tia Ester, tia Noemi, tio Natanael, tia Vera, tio Antônio Seabra, nem dos primos Toinho, Samuel, Moisés, dos tios Ilmar, Ivanilde, Vilson, Dilmar, muito menos dos sobrinhos Kaline, Julinha e Maria Clara. Um abraço especial, claro, para a sogra, Marlene. “Minha sogra, que aqui está presente, Dona Marlene. Isto é que é genro, não é?”, discursou da tribuna, dando um sorriso de lado.

A biografia do novo senador da República na sua página do Senado ainda estava vazia, mas consta que ele cursou o ensino médio completo. Telmário se ausenta do mandato para se dedicar à campanha pelo governo de Roraima.

Como o primeiro suplente Thieres exerceu quatro meses de mandato no final do ano passado, Telmário achou por bem fazer o rodízio e dar a Rudson também o gostinho de desfilar o título de senador da República por alguns meses.

O Rudson me ajudou muito na campanha, é uma coisa humanitária né? Você é eleito para um mandato de oito anos, com dois suplentes, os caras contribuem de forma direta e indireta , tú não ganha sozinho. Queria fazer justiça com um rapaz que tem uma família grande, é inteligente e vai prestar um grande serviço a Roraima”, disse  Telmário. Com informações | Época/Globo

Pedra no sapato de Anchieta

Postagem de Shéridan no Instagram: desnecessário e imprudente.

As inépcias e idiotices de Shéridan, que virou deputada federal não por valor mas porque estava na sombra do então marido que era governador e surfando na estrutura do Estado, podem causar estragos na aliança que Anchieta acaba de materializar, atraindo para seu grupo o senador Romero Jucá e a prefeita Teresa Surita.

Ela está rivalizando e deblaterando nas redes sociais com divulgações de manifestações pessoais absolutamente desnecessárias, ressentidas e desprovidas de maturidade política.

Shéridan por acaso já se acha reeleita, a ponto de não querer que os eleitores de Jucá votem nela? E porque esse saimento tão extemporâneo em relação ao senador? Ora, é o Anchieta precisa de apoiamentos se quiser retornar ao Governo. E só um maluco excêntrico dispensaria alianças com Juca e Teresa, certamente as figuras políticas mais proeminentes de Roraima.

Mas se não quiser arranjar complicações com aliados na campanha Anchieta terá que domar o ímpeto e a afoiteza de Shéridan antes que seu patoá mordaz afaste dele o ativo eleitoral de Jucá.

Contando história

Suely não foi capaz de soerguer o Estado e põe culpa pela desgraça nas gestões anteriores.

Um vídeo gravado e postado no Facebook pela equipe de comunicação da governadora Suely Campos, revela absoluta distração do pessoal do marketing para a realidade do momento.

Suely Campos culpa os outros pela crise que atinge o Estado como se ela também não fosse parte da desgraça.

Afinal de contas foi eleita governadora e como tal teria – porque não teve até – hoje a responsabilidade de tapar as feridas abertas na gestão anterior e cuidar de soerguer o Estado.

Ela diz que quatro anos é pouco para se fazer algo pelo Estado e que essa crise não é culpa dela. Disse que já fez muito por Roraima e que todos os problemas são em decorrência das administrações anteriores. E ela eleita para quê?

O secretário perdidão 

Ricardo falou muito mas não convenceu. Respostas vazias para problemas complexos. Foto | Lucas Almeida/ALE

Convocado a dar explicações sobre a falência da saúde pública na gestão de Suely, o secretário Ricardo Queiroz – que não é médico e nem tem experiência em gestão de hospitais – estava mais perdido que o ‘totozinho’ quando cai do carro de mudanças, ontem na sessão.

Praticamente encurralado pelo deputado Jorge Everton, autor do requerimento que o levou ao Plenário da Assembleia, Queiroz gastou saliva, mas não disse nada, porque suas respostas não convencem e a saúde continua na mesma. E acreditem culpou a comunicação pelas falhas.

Não respondeu à pergunta do deputado George Melo sobre o Núcleo de Nutrição a respeito da nomeação para a gerência de Klauberth Albert, que adquiriu suplementos vencidos para as UTIs. Se a pane elétrica do Hospital das Clínicas está ok, por qual razão os elevadores continuam sem funcionar?

Por que apenas as empresas do Minotto, Cooperbrás e a Contad recebem em dia e empresas importante como a Andolini de alimentação hospitalar, a Lidan que faz a limpeza e higienização e a Unihealth, que distribui medicamentos, levam de quatro a 6 meses para receber da Sesau?
À exceção da Andolini, todas as outras empresas pararam o fornecimento e os serviços.

Enfim, valeu a pena o esforço de Jorge Everton em levar Ricardo Queiroz ao caldeirão para se explicar, porque o parlamentar está determinado a desvendar o mistério que envolve a dinheirama que é gasta na Saúde, porém, sem resultados. Mas nada mudará, pelo teor das respostas de Ricardo,tudo continuará como dantes no clã dos campos.

Rudson decepciona na estreia

Rudson demonstra absoluto desconhecimento sobre os efeitos da MP 817. Foto | Ascom Senado

O senador temporário Rudson Leite (PV), cuja vaga do titular Telmário Mota lhe foi ofertada em acordos escusos, decepcionou no primeiro pronunciamento, ontem no Plenário do Senado.

Com tanta demanda sobre carências de Roraima, Rudson escolheu uma infeliz abordagem ao se manifestar claramente contra o enquadramento de ex-servidores do extinto Território de Roraima na folha da União. Certamente foi mandado pelo dono da cadeira, Telmário Mota, que sempre se posicionou contra a ascensão de quem serviu ao território na transição para Estado, entre 88 e 93.

Sem o menor conhecimento de causa, Rudson disse que a medida provisória 817/2018, que regulamenta o assunto e aguarda sanção do presidente da República, contém uma grave falha.

O senador provisório afirmou que a MP foi aprovada sem qualquer estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro, não contendo nenhuma informação a respeito. Informação sobre alocação dos recursos há, segundo o senador Romero Jucá, autor do Projeto. Bastava que Rudson se informasse melhor antes de ficar falando bobagens, igual seu tutor.

Suspende voto impresso

Ministros do STF suspenderam ontem o uso de voto impresso nas urnas eletrônicas.

Por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o uso do voto impresso nas urnas eletrônicas nas eleições de outubro deste ano. A decisão foi tomada ontem (6) a partir de uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a impressão, sob a alegação de violação do sigilo do voto.

A impressão do voto foi criada em 2015, pela minir-reforma eleitoral, com objetivo de garantir meios para embasar auditorias nas urnas eletrônicas. Mesmo com a garantia da Justiça Eleitoral de que o sistema de votação é seguro, questionamentos de alguns eleitores levaram o Congresso Nacional a criar o voto impresso.

Apesar de ser chamado de voto impresso, o mecanismo serve somente para auditoria das urnas eletrônicas, e o eleitor não fica com o comprovante da votação. Fonte | Agência Brasil

Enchentes nunca mais | O ano era 2011. As fortes chuvas do inverno roraimense (o mais rigoroso da história do Estado) elevaram o nível do Rio Branco a mais de 10 metros, deixando centenas de pessoas desabrigadas, principalmente quem morava na área de interesse social Caetano Filho, o Beiral. Mas essa condição já era comum para os moradores de lá, porém em menores proporções.

Até que em 2017 veio a solução: todos seriam realocados e assim se livrariam dos transtornos causados pelas vazantes do rio. O pedreiro Pedro Franco (foto acima) morou por mais de 30 anos em uma das áreas mais baixas do Caetano Filho e, por conta disso, seu terreno era sempre tomado pelas águas.

Chegou até a construir um segundo piso – de madeira – para se refugiar com a mulher Florência e os quatro filhos quando as cheias aparecessem. “Todo ano era essa ‘dor de cabeça. Mas não tínhamos opções. Era só ficar lá e esperar que as águas baixassem”, conta.

A família de Pedro foi uma das mais de 280 famílias que viviam nestas condições que foram indenizadas pelo município. Com o valor recebido, há seis meses ele comprou uma nova casa, construiu pontos comerciais e hoje é um microempresário em ascensão na área de informática e papelaria.

“Hoje vivo melhor com minha família. Nunca mais queremos passar pelo sufoco que passamos lá no Beiral. Era totalmente inseguro”.

A canalização do Caxangá | Sensível às condições completamente desfavoráveis em que viveram por anos os moradores do Caetano Filho, a Prefeitura de Boa Vista sempre trabalhou intensamente em busca de uma solução. E em 2017 lançou um projeto audacioso que tanto livraria as pessoas das ameaças de enchente quanto daria à toda a população um novo espaço de lazer, turismo e cultura. Ou seja: Agora, em vez de afastar as pessoas na época de inverno, o Rio Branco vai atrair muito mais gente, durante o ano inteiro. Assim, se iniciou a construção do Parque do Rio Branco, exatamente onde hoje está o ‘Beiral’, cujo espaço será totalmente revitalizado, com direito a elevação da avenida Sebastião Diniz, canalização do córrego Caxangá (foto acima), macrodrenagem, ajuste do nível da área para prevenção de enchentes, além da instalação de equipamentos que promovam a atração do público e turística no local, marina flutuante, cortinas d’água e calçadão. Toda essa estrutura não será afetada pelas cheias do Rio Branco, pois o projeto foi pensado justamente para estes fins, aos moldes do que foi feito com a revitalização da Praia da Ponta Negra de Manaus. Inclusive, ambas as obras foram projetadas pelo mesmo arquiteto, Cláudio Nina.  A primeira fase das obras do Parque se iniciou em fevereiro deste ano e terá orçamento total de de R$ 46 milhões. Os recursos foram adquiridos com o apoio do senador Romero Jucá, por meio de convênio com o Ministério da Integração.


CONTATOS DO AUTOR www.peronico.com.br – e-mail: peronico.27@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

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