CPI DA SAÚDE: Empresário pode ser por não comparecer às oitivas.

 CPI DA SAÚDE: Empresário pode ser por não comparecer às oitivas.

Deputados da CPI da Saúde vão pedir prisão de empresário se ele se negar a comparecer às oitivas. Foto: SupCom/ALE

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Na reunião da CPI da Saúde desta terça-feira (28), o empresário Érick Barbosa foi citado mais uma vez por negociar suposto favorecimento às empresas Nova Médica e Amazon Medic durante processo licitatório da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

De acordo com o presidente da CPI, deputado Coronel Chagas (PRTB), Érick foi citado em diversos depoimentos por, supostamente, interceder em negociações junto a Sesau como representante de empresas.

Por isso, ele foi convocado três vezes para oitivas na Assembleia Legislativa de Roraima e não compareceu a nenhuma delas.

A quarta tentativa será feita na próxima semana, caso não compareça, conforme o parlamentar, medidas legais serão tomadas. “Ele [Erick] tem frustrado as tentativas da CPI em ouvi-lo e foi garantido a ele acesso para saber tudo o que tem nos autos, ou seja, a possibilidade de ampla defesa, no entanto ele tem faltado”, esclareceu Coronel Chagas.

“Se ele frustrar mais uma vez a CPI, deveremos adotar medidas para garantir esse depoimento e, se for necessário, o pedido de prisão temporária e enviaremos ao Poder Judiciário a quem cabe decidir sobre isso”, complementou.

O vice-presidente da CPI, Nilton Sindpol (Patri) defendeu o posicionamento de Coronel Chagas com o intuito de esclarecer as possíveis irregularidades apresentadas ao longo dos depoimentos. “Devemos ir ao Judiciário para ele [Érick Barbosa] sofrer logo as sanções legais. O cidadão quer os fatos esclarecidos e ele deve sim ser conduzido coercitivamente a esta CPI e se necessário a CPI deve requerer a prisão dele”.

A Nova Médica foi responsável por fornecer testes rápidos para detecção da Covid-19, bombas para ventiladores, oxímetros e móveis hospitalares, mas alega que não recebeu por parte do material. “O que me preocupa são os testes rápidos que estão parados em um depósito de Boa Vista e a nota fiscal foi negada por conta da suspensão do processo”, contou o empresário.

Ao todo, disse Carlos Atine, foram comprados 20 mil testes em abril. Destes, 17 mil não foram distribuídos e possuem prazo de validade curto. Questionado pelo relator, deputado Jorge Everton (MDB), sobre quanto cada teste custou à Sesau informou que R$165,00. “Nosso preço não está superfaturado”, defendeu.

Com informações: SupCom/Assembleia

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Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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