Denarium que autorização da Assembleia Legislativa para repactuar dívida bilionária.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h07

Denarium encaminhou o pedido à Assembleia no último dia 28.

O governador Antônio Denarium (PSL) quer que a Assembleia o autorize a repactuar a dívida bilionária que lhe foi deixada pelas gestões de José de Anchieta – já morto – e Suely Campos.

A proposta foi encaminhada no último dia 28 com pedido de urgência, no entanto, atendendo a um requerimento do deputado Jorge Everton, teve a apreciação adiada para uma sessão extraordinária que deve ocorrer nesta manhã, na ALE.

Denarium pede autorização do Legislativo para que o governo adote as medidas necessárias para adesão Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), criado pela União para ajudar estados endividados.

Roraima enfrenta crise fiscal e no fim de 2018 foi alvo de intervenção federal em razão do caos nas contas públicas e está em situação de calamidade financeira. “Roraima paga mensalmente R$ 22 milhões de um total de dívida de R$ 6 bilhões resultante de empréstimos contraídos pelas gestões anteriores de governo”, informou o governo.

No projeto encaminhado ao parlamento, o governador explicou que a União permitiu, num novo Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF), prazo de até 360 meses para pagar débitos de unidades federativas.

Para convencer os deputados a aprovarem o programa de repactuação de dívidas junto à União, o governador escreveu que “a arrecadação do Estado não é suficiente para honrar com as despesas impositivas e discricionárias”.

Além disso, lembrou, mais uma vez, que Roraima encontra-se em estado de calamidade financeira e sofreu intervenção no fim do ano passado.

Jorge Everto teme demissões

O temor de Jorge é com a redução de salários e demissões.

O deputado Jorge Everton (MDB) está temeroso com a proposta governamental, porque a repactuação pode resultar em prejuízos para o servidor.

“Toda repactuação de dívida exige uma contrapartida do Estado e precisamos deixar claro na lei o que será repactuado, para não haver surpresas de o governo federal exigir que demita servidores, reforme a previdência, privatize instituição. Não podemos aceitar isso”, disse.

Segundo Everton é inegável que existe a necessidade de ajustar as finanças do Estado e que a dívida deixada pela ex-governadora Suely Campos comprometeu a gestão do atual governador. Mas ele afirma que a nova gestão não mostrou na prática a intenção de resolver os problemas de Roraima.

“Denarium quer carta branca dos deputados para poder renegociar as dívidas? Eu fui contra quando o governo passado quis fazer isso e mantenho a mesma postura agora”, afirmou Jorge Everton.

Ainda de acordo com o parlamentar, o governo federal pode, por exemplo, pedir a redução do número de servidores efetivos, redução de salários e aposentadorias, o que seria o ‘fundo do poço’ para Roraima.

O drama da migração, relata Teresa

Teresa cita que 40% dos imigrantes permanecem em Boa Vista.

A prefeita Teresa Surita (MDB) utilizou sua conta no Twitter para expor a face dramática que a migração venezuelana vem impondo sobre a estrutura de atendimento ao público pela Prefeitura de Boa Vista.

Teresa conta que a capacidade de atendimento está esgotada. As unidades de saúde, no hospital, nas escolas, com muitos venezuelanos ocupando as ruas da cidade.

“É desesperador! Trabalhamos diariamente, com presença constante e espero que esse governo da Venezuela termine o mais rápido possível”, diz Teresa.

Nossa luta é diária e dificílima todos os dias. Cerca de 700 pessoas entram diariamente na fronteira e cerca de 40% dessas pessoas ficam em Boa Vista. Precisamos de mais médicos e mais condições para o único hospital que atende crianças no estado”, conta ela no post.

Jucá quer passar o bastão

Jucá disse que só fica na presidência até setembro ou outubro.

O ex-senador Romero Jucá, presidente do MDB, repetiu mais uma vez que vai abandonar a política para se dedicar à iniciativa privada. Jucá afirmou que até outubro passará a bastão do partido.

— Tem que mudar mesmo, não tem jeito. Estou fazendo a transição e fico até setembro, outubro — disse Jucá. O ex-senador trabalha na abertura de uma consultoria política para empresas.

O governo Bolsonaro também foi tema da conversa.

— Tá muito ruim. Muito. — disse o ex-senador.

Um projeto para o Distrito

O projeto do Governo tem melhorias para o Distrito Industrial.

O governador Antônio Denarium lançou o projeto de revitalização do Distrito Industrial, que beneficiará 30 quilômetros de vias. O investimento inicial previsto é de R$128,8 milhões, recurso a ser captado.

O projeto executivo tem prazo de seis meses para execução e o tempo previsto para realização da obra é de 24 meses. Com execução em quatro etapas, o projeto prevê revitalização e urbanização do complexo industrial.

A primeira etapa contempla implantação de rede de água, esgoto e drenagem. Em seguida, serão realizados serviços de urbanização, com pavimentação, construção de meio-fio e de calçada.

A terceira fase da obra inclui iluminação e construção do pátio de manobras, com capacidade para atender até 80 caminhões. A parte final é a implantação de uma praça, às margens da lagoa localizada no Distrito Industrial, criando um espaço de lazer.

“Lançamos um projeto de revitalização e reurbanização do Distrito Industrial, que inclui pavimentação, rede de esgoto, iluminação, rede de água e calçada, apresentando melhor o Distrito Industrial para os que estão aqui e, também, possibilitando a atração de novos investidores”, disse o governador.

Influenza: Segue a vacinação

A vacina continua disponível nos postos de saúde da Prefeitura.

A vacinação contra a influenza (gripe) para os grupos prioritários terminou na última sexta, 31. Porém, seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, a partir desta segunda, 03, as doses restantes da vacina serão ofertadas para a população geral nas unidades básicas de saúde.

Até o dia 14 de junho, a vacina será ainda disponibilizada para membros dos grupos prioritários que não se imunizaram durante a campanha. A superintendente de Vigilância em Saúde do município Francinete Rodrigues esclarece que a vacinação ocorrerá enquanto durarem os estoques no estado.

Hoje, a cobertura vacinal de Boa Vista é de 78,38%. Os grupos que já atingiram a meta até o momento foram os professores (102,33%), portadores de doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais (95,26%), idosos (91,65%). As crianças de seis meses a menores de seis anos é o grupo com cobertura mais baixa, de 68,75%.

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