Depois de 78 dias fechada, fronteira do Brasil com a Venezuela foi reaberta.

O governo venezuelano anunciou, ontem (10), a intenção de reabrir a fronteira do Brasil com a Venezuela. A medida foi anunciada pelo vice-presidente de Economia, Tareck El Aissami, que também informou que as fronteiras entre a Venezuela e Colômbia permanecerão fechadas.

Segundo o Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal em Roraima, até as 15 horas, o tráfego de veículos continuava retido e não havia nenhuma comunicação oficial ao órgão, que está com efetivo rotineiro a postos na BR-174.

Além de voltar a liberar o tráfego de veículos entre Pacaraima, em Roraima, e Santa Elena de Uairén, no estado de Bolívar, o governo do presidente Nicolás Maduro permitirá o livre acesso a Aruba. Outras duas ilhas venezuelanas no Caribe, Curaçao e Bonaire, bastante procuradas por turistas estrangeiros, permanecerão “fechadas”.

“A partir de hoje, ficam reestabelecidas as fronteiras com Aruba e com o Brasil”, declarou Aissami antes de completar que a Venezuela manterá fechada as fronteiras com a Colômbia, Curaçao e Bonaire até que “cessem as hostilidades, o assédio e a facilitação à entrada de grupos paramilitares para agredir ao povo venezuelano”.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou que militares venezuelanos restringissem o fluxo de pedestres e veículos entre os dois países no dia 21 de fevereiro deste ano, dois dias após o governo brasileiro anunciar o envio de alimentos e remédios para a população venezuelana.

O fechamento da fronteira foi mais um episódio na crise política e humanitária que se instaurou na Venezuela nos últimos anos, motivando milhões de venezuelanos a deixarem o país fugindo à falta de segurança, de alimentos e de remédios e aos problemas na prestação de serviços públicos. A maioria destes imigrantes buscou refúgio na Colômbia, país que, segundo algumas estimativas, já recebeu mais de 1,2 milhão de venezuelanos.

‘Decisão inteligente’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro elogiou, ontem, 10, em Foz do Iguaçu, a decisão do governo de Nicolás Maduro, da Venezuela, de reabrir as fronteiras do país com o Brasil.

“É uma medida inteligente da parte dele. Agora parece que a energia elétrica também vai ser restabelecida. Nos ajuda, mas não nos deixa longe de buscar a construção da ligação Manaus Boa Vista”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro disse que a energia também será restabelecida, mas afirmou ainda que isso não demoverá o governo do projeto de construção do Linhão de Tucuruí, que interligará Roraima ao sistema nacional.

Telmário, o ‘mui’ amigo do ditador Maduro

Era só o que faltava: o senador Telmário Mota está se sentindo o ‘vitorioso’ e o responsável pela reabertura da fronteira com a Venezuela.

Tão logo foi informado de que em Caracas havia sido anunciado o restabelecimento da conexão terrestre entre os dois países, Telmário correu para as redes sociais, como de costume, para dizer que seu pedido havia sido atendido pelo seu amigo Nicolás Maduro.

“Recebi com satisfação essa informação oficial, que foi uma promessa do presidente Maduro ao Brasil, quando estive com ele, e também fruto da nossa reunião de trabalho, em Santa Elena. A fronteira aberta significa que retomaremos o controle migratório, que estava sendo realizado de maneira clandestina, sem a fiscalização sanitária e de segurança necessárias, colocando em risco a população de Roraima”, disse o senador.

55 mil entraram em Roraima até ontem


De acordo com os dados da Polícia Federal, desde 1º de janeiro de 2019 até a data de ontem (09), foram contabilizadas 55.721 entradas e 10.914 saídas em Pacaraima.

Durante o período em que a fronteira esteve aberta em 2019 (01/01 até 21/02), a média de entradas diária foi de 521 pessoas (e 127 saídas).

Já no período em que a fronteira esteve fechada (22/02 até 09/05), a média de entradas diária foi de 372 pessoas (e 56 saídas). Muitos venezuelanos vieram para o Brasil, entrando por Roraima.

De acordo com o escritório brasileiro da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), até março deste ano, mais de 240 mil venezuelanos ingressaram em território brasileiro alegando fugir da instabilidade política em busca de melhores condições de vida.

Quase metade deste total seguiu viagem para outros países de língua hispânica ou simplesmente retornou ao seu país natal após algum tempo. Até março, o Brasil já havia concedido refúgio ou visto de residência temporária a cerca de 160 mil venezuelanos, de acordo com a Acnur.

Força Tarefa: inspetores do Rio em Roraima

Inspetores penitenciários do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) foram convocados para participar de uma missão na força-tarefa de Intervenção Prisional (FTIP), do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Os seis agentes participarão da primeira etapa de uma missão, em Roraima, que terá duração de 45 a 90 dias.

A intervenção tem como objetivo amenizar a crise no sistema penitenciário daquele estado e os homens da FTIP exercerão atividades e serviços de guarda, vigilância e custódia de presos, além de estarem habilitados para atuar em motins e rebeliões. Esta é a segunda atuação do GIT em uma força tarefa.

A primeira foi na rebelião da penitenciária de Alcaçuz, em janeiro de 2017, em Natal, no Rio Grande do Norte. O GIT foi criado em 2004 e é o primeiro grupamento do Brasil habilitado para atuar, prontamente, em qualquer tipo de distúrbio em unidades prisionais. 

Radares: até tú Chico!

Na falta de algum assunto mais palpitante para levar ao debate na tribuna do Senado, Chico Rodrigues foi discursar sobre implantação de radares nas ruas de Boa Vista.

Chico disse que excesso de fiscalização eletrônica no estado de Roraima tem se transformado em uma indústria das multas.

Segundo o senador, na capital do estado, Boa Vista, entre janeiro de 2018 e abril de 2019, mais de 160 mil motoristas foram autuados pelos radares no trânsito. Isso representa 57% da população da cidade.

Ora, senador, convenhamos, a multa é o produto da infração. Se há motoristas em excesso descumprindo a norma, tem que ser penalizado mesmo.

Isso acontece nos países civilizados. Ai mesmo, em Brasília, onde Vossa Excelência tem residência, em conhece bem as vias públicas da cidade, tudo é controlado com radares eletrônicos.

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