Deputado desabafa: “o Governo de Suely desvia milhões e ainda quebrou o Estado”.

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*** A Coluna de Hoje /// Publicada 00h10m ***
Jorge Everton é crítico contumaz do Governo e já até protocolou pedido de Impeachment contra Suely Campos.

As reações ao ‘estado de coisas’ que se instalou na gestão de Suely Campos no Governo de Roraima surgem de todos os lados e abundantemente. O deputado estadual Jorge Everton (PMDB), um crítico contumaz e pertinaz do Governo dela [Suely], expôs toda sua indignação “contra o desregramento moral da governadora” em uma mensagem que enviou aos seus colegas deputados, via grupo de WhatsApp.

Ele inicia assim a missiva: “Meus colegas, durante esses 3 últimos anos fizemos oposição a esse governo e sabíamos que da forma como eles estavam administrando a máquina pública não teria como ter resultado diferente do que vemos hoje. Salários atrasados e situação de total abandono dos serviços públicos estaduais… Ou seja, o Estado está quebrado! ”

Everton afirmar não entender por quê a Assembleia Legislativa decidiu abrir mão de cobrar as obrigações do governo do estado e ainda ajudar financeiramente “um governo que só roubou dinheiro, desviando milhões durante o mandato e dando causa a essa situação de penúria que nosso estado se encontra! ”

Ele diz ainda na mensagem que não se sente responsável por essa situação pois tem a consciência que fez sua parte, “mas fico triste em saber que tivemos a oportunidade de colocar um fim nessa roubalheira e não fizemos por que o pedido de Impeachment da governadora Suely Campos, protocolado por mim no ano passado, foi engavetado”.

E finaliza:  “servidores foram demitidos em virtude da falta de recurso, salários são pagos com atraso e ainda temos que emprestar R$ 5 Milhões para a governadora continuar roubando o Estado… O que iremos falar para essas pessoas? ”.

A culpa é dela

A estratégia do Governo de Suely é culpar os bloqueios pela falta de dinheiro para salários.

A estratégia do Governo de Suely é culpar os poderes pela crise financeira que ela próprio instalou em Roraima, por absoluta falta de qualidade gerencial.

As notas informativas e entrevistas referencial que os bloqueios nas contas do Estado, por via judicial, são a causa da escassez de dinheiro que impossibilita o pagamento regular do salário do servidor público.

Não é verdade. Os bloqueios são ações absolutamente amparadas na legalidade. Os bloqueios são, na verdade, consequências do Governo perdulário que não consegue gerir bem seu dinheiro.

E como não repassa em dia os valores constitucionais do duodécimo, a ação de bloqueio é o ‘remédio’ jurídico natural para tal situação.

Portanto se os bloqueios existem é porque a governadora Suely Campos, culpada por todo esse caos, não cumpre com duas obrigações legais.

Crise: ALE fará audiência pública 

Jalser reuniu-se ontem com centrais sindicais e decidiu debater a crise financeira em audiência pública.

A crise financeira que assola o Governo de Roraima levou o presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier, submeter o assunto a uma discussão mais apurada, em audiência pública, que será realizada na próxima terça-feira, 16, a partir das 9h, no plenário da Casa.

A discussão foi agendada ontem após reunião de sindicalistas com o presidente do Poder Legislativo, deputado Jalser Renier (SD), preocupados em buscar uma solução para a crise financeira em que se encontra Estado.

Para a audiência pública será convidada a governadora Suely Campos (PP), os secretários de Estado, representantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público de Roraima, Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e de sindicatos como: dos policiais civis, dos fiscais de tributos, dos trabalhadores em educação, dos técnicos agrícolas, dos trabalhadores civis efetivos, além das empresas terceirizadas.

O presidente afirmou que após a audiência pública, será lavrada uma ata, para que o Governo do Estado apresente, por meio das secretarias da Fazenda (Sefaz) e do Planejamento (Seplan), um plano de contingenciamento. O Governo precisa tomar uma atitude, porque tem muita coisa que não era preciso e nem necessária terem sidos feitas no Governo”.

Será uma audiência pública de convergência, para que possamos encontrar um caminho pacífico, com atos de responsabilidade. Não queremos criticar o Governo, não pretendemos fazer nada que seja desrespeitoso à gestão pública. Queremos encontrar uma solução para resolver essa questão que está atrapalhando o desenvolvimento do Estado e está torturando as famílias roraimenses”, ponderou Jalser.

Governo conclui pagamento de salários

O Palácio confirmou que conseguiu concluir ontem o pagamento de dezembro.

O Governo de Roraima anunciou por meio de nota que concluiu ontem, ao final da tarde, o pagamento de salários de todos os servidores efetivos e comissionados, referente ao mês de dezembro do ano passado.

Na nota em que anuncia o pagamento do restante dos servidores o Governo credita – novamente como estratégia de defesa – que o bloqueio das contas do estado tem gerado o atraso no pagamento de salários.

Mesmo com todos os transtornos causados ao funcionalismo estadual, o governo afirma que o pagamento de salários é a prioridade do governo e todo recurso que entrou no Tesouro Estadual foi direcionado para o cumprimento da folha, que foi quitada em três dias.

A farra é grande

O Diário Oficial expôs o decreto que concede diárias á Daniella, em viagem que fez a Boa Vista.

A farra de diárias no Governo de Suely é tão despudorada que chega a causa um efeito amolador na população, principalmente o servidor que recebe salário atrasado.

Na semana passada o Diário Oficial do Estado expôs algo absolutamente desregrado: a viagem da Secretaria da Representação do Governo em Brasília, Daniella Silva Ribeiro Campos Araújo, filha da governadora, para um passeio em Boa Vista.

Nada a objetar sobre o deslocamento. Ocorre que ela embolsou R$ 8.400,00 de diárias quando todo o universo sabe que sua vinda não lhe casará dispêndios, pois tem casa e toda estrutura logística por aqui.

São atitudes como estas que geram revolta no povo, principalmente diante da crise financeira que levou o Estado de Roraima ao fundo do poço. A família de Suely deveria dar exemplo e não afrontar os demais.

Ronaldo Marcílio volta a presidir o Iper 

Ronaldo volta a assumir a presidência do Instituto de Previdência do Estado.

Ronaldo Marcílio retornou para o comando do Instituto de Previdência do Estado (IPERR), aliás, voltou para o lugar de onde nunca deveria ter saído, e substituição a Carlos Alexandre Praia.

Recentemente, Marcílio havia sido exonerado do cargo de titular da Sefaz e a secretária-adjunta do Tesouro Nacional, Aline Karla Lira de Oliveira foi nomeada em seu lugar.

O decreto de nomeação de Marcílio para o IPERR está publicado no Diário Oficial do Estado do último dia 10.

União renegocia dívidas com estados: Roraima ficou fora

O BNDES recebeu pedido de renegociação de dívidas de 18 estados. Menos de Roraima.

O Tesouro Nacional divulgou balanço informando que 18 estados solicitaram a renegociação das dívidas com a União, no valor total de R$ 458,9 bilhões. Os pedidos foram todos aprovados.

Nas contas do Tesouro, isso deverá resultar em uma redução potencial no fluxo de pagamentos da dívida com a União de R$ 44,7 bilhões de julho de 2016 e junho deste ano.

Os estados que solicitaram a renegociação foram Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Todos eles terão a dívida alongada em 240 meses.

A renegociação se dá no âmbito da Lei Complementar nº 156/2016, resultado do Acordo Federativo celebrado entre a União e os estados em 20 de junho de 2016.

Ainda segundo o Tesouro, apenas o Distrito Federal, Amazonas e Roraima não aderiram ao Novo PAF, programa que busca promover a transparência por meio da convergência dos compromissos e metas para os padrões da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). (ABr)

O refúgio continua em alta

As filas na Polícia Federal para pedidos de refúgio de venezuelanos continuam todos os dias.

O Brasil registrou em 2017 o maior número de solicitações de refúgio desde o começo da série histórica do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

Foram 33.865 solicitações contabilizadas em todo o país. Esse número representa quase o triplo dos pedidos registrados em 2016 (uma alta de 228%). Antes, o recorde de solicitações tinha sido alcançado em 2014, quando houve 28.670 requerimentos de estrangeiros.

A Venezuela é o país de origem da maior parte dessas pessoas que pedem refúgio no Brasil. Das 33.865 solicitações de 2017, 17.865 eram de venezuelanos. Esse valor representa 52,75% do total.

A principal porta de entrada no Brasil é Roraima, que faz fronteira com a Venezuela, país de origem desses estrangeiros. Em 2017, quase a metade (47,11%) das solicitações de refúgio foi registrada no estado.

A Venezuela também é vizinha do estado do Amazonas, que recebeu o terceiro maior número de solicitações de refúgio. Foram 2.864 pedidos em 2017 – equivalente a 8,46% do total.

Em segundo lugar, ficou São Paulo. O estado recebeu 9.591 dos 33.865 pedidos contabilizados em 2017 (28,32%).

Alô, alô, novos partidos

O TSE já publicou as resoluções contendo todas as normas para as eleições de outubro deste ano.

Acaba no dia 7 de abril próximo o prazo para a obtenção junto à Justiça Eleitoral do registro dos estatutos dos novos partidos.

Precisam ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto as convenções partidárias que vão definir os candidatos à eleição de outubro próximo, ou seja, de seis a oito semanas antes da eleição.

As normas eleitorais para as próximas eleições de outubro, já estão vigentes e podem ser encontraras no site do TSE: www.tse.gov.br/eleicoes.

Biometria obrigatória | Os eleitores que não fizeram o recadastramento biométrico, encerrado em dezembro, têm até o dia 9 de maio para regularizar a situação no Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). O prazo é nacional e não haverá mais prorrogação. A biometria é o principal critério para que o cidadão vote nas eleições de 2018. Conforme dados do TRE, aproximadamente 6 mil títulos de Rorainópolis e Caracaraí já foram cancelados. Até março, outros 11 mil devem passar pelo procedimento nos demais municípios. As pessoas que não fizeram o recadastramento devem comparecer ao cartório eleitoral ao qual pertence até dia 9 de maio para realizar o procedimento. Após esse período, não haverá mais prazos para que o cidadão se regularize. Caso não faça, ele não poderá votar nas eleições deste ano e sofre uma série de penalidades. Roraima tem oito zonas eleitorais, que estão situadas nos prédios do tribunal, em cada um dos municípios. São estes os cartórios eleitorais aos quais os eleitores devem comparecer:


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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