Empresas vão investir R$ 1,62 bilhão para gerar energia em Roraima. Redução na conta será de 35%.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h05

O leilão de todos os foi realizado ontem em São Paulo. Fotos | Secom/RR

O leilão para fornecimento de energia para Roraima, realizado ontem (31) em São Paulo, movimentou R$ 1,62 bilhão em investimentos para contratar uma potência nominal de 293,8 megawatts. Os preços ficaram entre R$ 670 e R$ 1.059,17 para o valor pago pelo megawatt/ hora (MWh).

Ao todo, nove empreendimentos se habilitaram para fornecer energia para Boa Vista e outras localidades conectadas. Entre as geradoras, oito vão ter contratos de 15 anos por trabalharem com gás natural ou fontes renováveis. A Uniagro vai oferecer eletricidade a partir de quatro plantas de biomassa de resíduos de madeira.

A Enerplan e a BBF venceram a disputa com empreendimentos híbridos de biocombustível e energia solar. A BBF também vai fazer o fornecimento com outra planta quem mescla biocombustível com biomassa. A Azulão habilitou um empreendimento de gás natural, se tornando o maior fornecedor da disputa, com 126 megawatts de potência.

A Monte Cristo, única com contrato de sete anos, vai gerar a partir de óleo diesel, oferecendo 42,2 megawatts de potência. O início do suprimento está previsto para 28 de junho de 2021. Haviam se cadastrado para participar do leilão de hoje 156 empreendimentos com capacidade.  Fonte | Agência Brasil

Haverá redução de 35% na conta

Novas fontes de energia vão reduzir o valor pago pela conta final.

O leilão para fornecimento de energia para Roraima realizado ontem vai permitir a redução de cerca de 35% nos valores pagos atualmente pela eletricidade.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o estado tem pago R$ 1,28 mil pelo megawatt/ hora (MWh) gerado pelas termoelétricas a diesel.

 O valor médio do MWh das plantas vencedores da concorrência ficou em R$ 833, o que também significa um deságio de 22,7% em relação aos preços de referência estabelecidos para a concorrência.

As novas fontes de energia devem ainda trazer segurança energética para Roraima.

‘Momento histórico’, diz Denarium

Denarium com o ministro de Minas e Energia: ‘um momento histórico”

Considerado um momento histórico para Roraima, o governador Antônio Denarium disse que a estabilidade energética vai atrair investidores, gerar trabalho e fomentar a economia no Estado.

“A segurança de energia vai fazer com que empresários tenham confiança em investir em Roraima, o que vai auxiliar no desenvolvimento econômico e social do Estado. A construção das usinas vai gerar, pelo menos, três mil empregos, garantindo renda para a população e movimentação do comércio”, disse.

Além de ser um marco, Denarium classificou este momento como uma grande conquista. “Considero uma vitória concretizar um compromisso de governo, que teve total apoio do presidente Jair Bolsonaro. Era um objetivo em conjunto e prioritário para a presidência e o Governo de Roraima”, continuou.

O governador representou o Estado a convite do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que ressaltou a importância deste acontecimento. Para o ministro, o leilão foi um sucesso.

A preocupação com o preço

Albuquerque com Denarium: ‘o leilão foi um absoluto sucesso’.

Hoje o valor da energia gerada pelas térmicas em Roraima é de R$ 1.287/MWh.

Com o resultado do leilão, haverá redução de 35% com o novo valor médio de R$ 833/ MWh, assim que as novas fontes de energia começarem a ser comercializadas, em 2021.

O ministro Bento Albuquerque, que ressaltou a importância deste acontecimento. Para o ministro, o leilão foi um sucesso.

“Uma das prioridades do governo Bolsonaro foi proporcionar ações na área de energia para Roraima, tendo em vista que era o único Estado que ainda não faz parte do Sistema Interligado Nacional”, disse.

Albuquerque pontuou que é a primeira vez que haverá novas fontes de energias híbridas e renováveis. “Será bom para Roraima, para o meio ambiente e vai proporcionar condições que nenhum outro estado brasileiro tem”, justificou.

Segurança virá com o Linhão

O governo garante a entrega do Linhão de Tucuruí para junho de 2021.

Roraima espera ser integrada ao sistema com a construção do Linhão Manaus-Boa Vista. Licitado em 2011, o projeto do linhão ainda está em processo de licenciamento ambiental, em razão de um impasse envolvendo os índios waimiri-atroari, que habitam na região.

O motivo é o traçado previsto para o linhão, dos 721 quilômetros da malha, cerca de 123 quilômetros passam dentro da Terra Indígena Waimiri-Atroari.

Na última terça-feira (28), o ministro Bento Albuquerque disse que a licença de instalação para o linhão deve sair no final de junho.

Em fevereiro, o governo enquadrou o linhão de transmissão Manaus-Boa Vista como um empreendimento de infraestrutura de interesse da política de defesa nacional, em uma tentativa de agilizar o projeto.

A obra é de responsabilidade da concessionária Transnorte Energia, formada pela estatal Eletronorte e a empresa Alupar, que ganhou a concessão do linhão. A perspectiva do governo é que, uma vez iniciadas, as obras sejam concluídas em três anos.

A participação de Marcos Jorge

Marcos (então ministro) participando da reunião do CNPE.

As primeiras incursões para a consolidação do leilão realizado ontem em São Paulo, para a geração e fornecimento de energia para Roraima, foram feitas pelo então ministro de Indústria e Comércio Exterior, Marcos Jorge, atual secretário de Planejamento do Estado.

“O nosso trabalho em Brasília rendeu mais um importante fruto para Roraima. Trabalhei muito como conselheiro do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para que este momento se tornasse realidade. Ainda em dezembro de 2018, durante a intervenção federal, foi lançado o Leilão através Portaria 512 do MME. Ao manter o certame e realizá-lo, o presidente Bolsonaro cumpre compromisso estratégico com o governador e com Roraima!”, disse Marcos.

Ele ressaltou que foi contratada a energia de nove usinas, as chamadas soluções de suprimento híbridas, onde fontes diferentes como solar e gás natural são combinadas. “Em breve, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgará o preço médio e o deságio do leilão”.

O maio mais chuvoso

Equipes da Prefeitura trabalham para amenizar efeitos das chuvas.

Mesmo começando atrasado, o período chuvoso chegou forte em Boa Vista com registro recorde do volume de chuva. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 30 dias choveu 406 mm, 26% acima do normal.

A média esperada para o período era de 321mm. Foi o mês de maio mais chuvoso dos últimos oito anos, só perdendo para 2011.   

O aumento no volume de chuva também fez crescer as demandas na saúde e em bairros da cidade. Mas para a prefeita Teresa Surita, muito trabalho aconteceu em toda a cidade e isso contribuiu para amenizar transtornos até mesmo em períodos de chuva recorde, como o deste mês.       

“Boa Vista é uma cidade plana, cercada pelo Rio Branco e cortada por sete igarapés. Esses fatores, somados ao volume das últimas chuvas, pode fazer com que o sistema de drenagem demore um pouco mais para escoar a água. Mas é inegável o quanto melhoramos. Fizemos drenagens, calçadas, pontes, fechamos 4 km de valas, todas obras estruturantes”, disse a prefeita.

Mais de 10 mil atendimentos

O Hospital da Criança super-lotado por conta do período chuvoso.

No mês de maio o Hospital da Criança Santo Antônio fez 10.342 atendimentos, sendo que 30% dos casos foram relacionados a doenças respiratórias.

A capital também enfrenta as consequências da crise migratória na rede municipal de saúde, que fez aumentar a demanda no hospital e nas unidades básicas. 

A prefeitura prepara um seletivo para contratação de mais médicos para o Hospital da Criança, como manda a legislação, para atender a situação emergencial e de maneira mais rápida.

Um seletivo dura 40 dias, em média, enquanto um concurso público, quatro meses. Ainda assim, a atual gestão municipal vai fazer concurso para área da saúde neste ano. Em abril, a prefeita Teresa Surita entregou a obra do Bloco C do HCSA, que inclui urgência, emergência e a UTI.

Prefeitura|: |Pagamento antecipado

A Prefeitura tem calendário definido de pagamento de salários.

Mais uma vez a Prefeitura de Boa Vista, graças ao planejamento e gestão eficiente, antecipa o pagamento de todos os servidores municipais neste sábado, 1, correspondente ao mês maio que estava programado apenas para a próxima segunda-feira, 3. Com isso, serão injetados na economia local mais de R$ 25 milhões.  

Um dos compromissos da gestão municipal é garantir o pagamento dos servidores em dia e, quando possível, antecipar o salário. Além de também garantir as promoções e progressões de acordo com o Plano de Cargos e Carreiras (PCCR), bem como as reposições salariais.

Hoje o município conta com mais de 10 mil servidores, que tem à sua disposição diversos benefícios, através do programa Servidor de Valor. São mais de 60 convênios firmados com empresas particulares em Boa Vista, que ofertam descontos de 5% a 50% em diversos serviços. Dentre os conveniados estão o Sesc, o plano de saúde da GEAP, academia Smart Fit, Cinemark, entre outros.

Venezuelanos: A difícil interiorização

Pazuello: “logística tem, falta lugar para abrigar”. Foto|SupCom/ALE

O general Eduardo Pazuello, coordenador da Operação Acolhida, informou ontem na Audiência Pública na Assembleia para tratar da questão migratória, que desde 2018, 10.117 estrangeiros foram interiorizados para outros estados, e que atualmente, o cadastro possui outros 16 mil aptos para este procedimento.

Pazuello afirmou que encontrar cidades que aceitem receber imigrantes é a maior dificuldade do processo de interiorização que leva venezuelanos recém-chegado a Roraima a outros estados desde o ano passado..

Segundo o general, considerando os últimos 12 meses, em média chegam 323 venezuelanos a Roraima diariamente, a maioria deles em situação de vulnerabilidade social. Ele informou que os 13 abrigos atendem a 6.659 pessoas, mas que ainda existem 3.099 pessoas desabrigadas.

Não me falta logística [na operação Acolhida], me faltam cidades que empreguem os imigrantes. Faltam oportunidades de emprego, locais em que eles possam trabalhar. “95% dos venezuelanos só querem passar em Roraima para deslocar-se para outros estados. O problema não é a logística para enviar as pessoas, e sim inserção delas no mercado de trabalho”, disse o general.

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