Entre bate-boca e discussões irrelevantes, CPI da Saúde é instalada e define presidente e relator.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h07

Deputados da CPI da Saúde já reunidos ontem. Foto | SupCom/ALE

Uma intensa discussão antecedeu ontem à instalação no Plenário da Assembleia Legislativa, da Comissão Parlamentar de Inquérito, denominada CPI da Saúde, para investigar supostos desmandos na Secretaria de Saúde do Estado. Findados o irrelevante bate-boca, o presidente da Casa, Jalser Renier decretou oficialmente instalada a CPI.

Autora de todo o entrevero inicial, a deputada Betânia Almeida requereu que seu nome, inicialmente designado como membro da Comissão, fosse retirado, a que de pronto foi atendido. Betânia almejava presidir a Comissão. Como não conseguiu, bateu em retirada.

Em seu lugar foi indicada a deputada Lenir. Em ato continuo foi escolhido o deputado Coronel Chagas como presidente e Jorge Everton ficou na relatoria. Evangelista Siqueira, Renato Silva, Nilton Sindpol, Soldado Sampaio e Lenir Rodrigues completam o time de investigadores.

E ontem mesmo os deputados da CPI da Saúde definiram o cronograma inicial de atuação. E o ex-secretário de Saúde Ailton Wanderley – cujas denúncias feitas em rede social, ao deixar a pasta, suscitaram os primeiros debates acerca da CPI – será o primeiro a ser ouvido em oitiva.

Os deputados vão escarafunchar todos os procedimentos licitatórios e administrativos na Sesau, de gestões anteriores e desses primeiros meses do Governo de Antônio Denarium. As diligências já começam nos próximos dias.

O relator Jorge Everton sugeriu que durante as diligências sejam realizadas cópias de processos no local, para não prejudicar os serviços prestados pela Sesau. Ele afirmou ainda que a comissão disponibilizará um número de telefone para que qualquer pessoa possa formalizar denúncias via WhatsApp para a comissão.

Dinheiro saindo pelas bordas

Cecília Lorenzo (E) assinou o contrato milionário da compra.

E no mesmo dia em que foi sacramentada CPI da Saúde, um contrato volumoso para a aquisição de medicamentos básicos e hospitalares, já entrou na mira dos deputados para averiguação.

A Cecília Smith Lorenzo contratou a empresa Tidimar Comércio e Produtos Médicos Hospitalares para o fornecimento de produtos para abastecer as unidades de saúde pelo valor de R$12.456.406,78 (doze milhões quatrocentos e cinquenta e seis mil quatrocentos e seis reais e setenta e oito centavos).

E de pronto foi adiantado uma nota de empenho no valor de R$ 5,400 milhões. Como o governo está sob decreto de calamidade na saúde pública, não foi informado o critério da compra. Pelo menos por licitação pública não foi.

Mais uma derrota de Denarium

Mariana teve o nome rejeitado ontem por deputados.

O governador Antônio Denarium foi derrotado mais uma vez no Plenário da Assembleia, ontem, quando os deputados rejeitaram o nome de Mariana Poltronieri para a presidência da Junta Comercial (Jucerr). Foram 12 votos contrários e 8 favoráveis em votação secreta.

Essa é a segunda ruína de Denarium na indicação de auxiliares, pois não conseguiu emplacar também o ex-deputado Airton Cascavel, rejeitado por unanimidade, para presidir a Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh).

Nos debates coube ao líder Soldado Sampaio defender a indicação. “Peço a aprovação pelo excelente trabalho que vem sendo feito frente à Junta Comercial pela Mariana”. E coube a Renato Silva (aparentemente da base) solicitar a rejeição. “Não tem trabalho bom nenhum da Mariana. Um péssimo trabalho [está] fazendo na Junta Comercial”. Venceu a oposição.

O nome de José Haroldo Figueiredo, indicado para assumir a gestão do Instituto de Previdência do Estado de Roraima (Iperr), deve ser votado na sessão desta quarta-feira (4). São necessários 13 votos para a aprovação.

Sem base não ganha nada

Denarium não tem base para aprovar absolutamente nada na ALE.

Denarium definitivamente não tem aliados na Assembleia Legislativo, capaz de lhe assegurar uma votação por maioria simples. Não consegue 13 votos.

A derrotada de ontem certifica que o Governo é bastante fragilizado e sequer tem apoio inclusive daqueles que teoricamente lhe dão sustentação.

Assim como Airton Cascavel e agora Marina Poltroniere foram detonados em Plenário, se o Governo continuar a esnobar a Assembleia, como se não precisasse dos deputados, vai perder todas.

Essa tática suicida foi adotada por Suely Campos e a exemplo do que pode acontecer agora, foi derrotada em quase tudo nos quase 4 anos de mandato.

Vereadores decretam “Grito de Socorro”

Vereadores reunidos ontem decretaram o “Grito de Socorro”.

Os vereadores de Boa Vista decretaram ontem o “Grito de Socorro”, um movimento que vai colher assinaturas de cidadãos de todos municípios de Roraima, num abaixo assinado que será apresentado às autoridades na Capital Federal, demonstrando todo o drama humanitário vivido no Estado em decorrência da crise migratória.

A ideia é colher algo em tono entre 80 mil e 100 mil assinaturas no abaixo assinado para apresentar os pleitos dos roraimenses ao Governo Federal.

Os serviços públicos nas áreas da segurança pública, saúde e educação estão com sua capacidade de atendimento extrapolada, seja em âmbito estadual ou municipal.

Os parlamentares estão mobilizando os membros dos seus partidos nos municípios interioranos para que a sociedade local possa também assinar o documento.

Mudanças na Secult

Tânia acumulava o cargo de secretária de Cultua.

Mais um secretário do time de Denarium foi exonerado. Dessa vez canetada atingiu uma de suas cunhadas, Tânia soares de Souza, que comandava a Secretaria de Cultura – Secult.

Para comandar a pasta Denarium escolheu Marksjohson Castro Ferreira. Os decretos de exoneração e de nomeação estão publicados no Diário Oficial do Estado do último dia 2.

Mas calma, Tânia – que cunhada de Denarium – continua no time principal do Governo. É que ela também comanda a Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social, a poderosa Setrabes.

Denarium na reunião do fogo

Denarium na reunião com ministros, em Manaus. Foto | Gov/RR

O governador Antonio Denarium participou ontem de reunião em Manaus com os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e general Fernando Azevedo e Silva (Defesa).

Em coletiva de imprensa realizada depois da reunião, Lorenzoni afirmou que GLO (Garantia da Lei e da Ordem) deve permanecer por mais um mês na Amazônia.

Um dos motivos é o combate às causas das queimadas, cujas principais são, de acordo com o ministro, o garimpo e o desmatamento ilegais.

Denarium frisou ainda que o Governo de Roraima busca meios para fortalecer o trabalho preventivo de combate às queimadas, que começam a se intensificar nesse período em que as chuvas dão uma trégua no Estado.

Parceria para inclusão social

Haroldo reunido com o secretário Antônio Costa, ontem.

O deputado Haroldo Cathedral (PSD) recebeu a visita do secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério da Mulher, da Família e Dos Direitos Humanos, Antônio Costa, para tratar sobre o apoio ao Programa Viver, Envelhecimento Ativo e Saudável no Estado de Roraima.

O programa propõe a inclusão da pessoa idosa na tecnologia digital, com foco na autonomia e na ampliação dos limites da convivência familiar e social.  Nesta perspectiva, contempla quatro eixos de ação: tecnologia social, educação, saúde e mobilidade.

O objetivo é acolher o idoso em situação de risco e fomentar a rede para que possa ser feito um atendimento de excelência, de proteção e de assistência sobre o envelhecimento. 

Para o deputado Haroldo, a iniciativa busca irá proporcionar novos aprendizados, estimular conhecimentos, além de promover avanços intelectuais e sociais à pessoa idosa.

R$ 2,5 bi ara partidos

Deputados terão R$ 2,5 bilhões do Fundo Eleitoral em 2020.

Na contramão dos cortes orçamentários, o governo federal previu destinar R$ 2,5 bilhões para financiar campanhas de candidatos a prefeituras e câmaras municipais nas eleições do ano que vem.

A previsão do fundo eleitoral de 2020 é 48% maior que o gasto no pleito do ano passado, quando os partidos receberam R$ 1,7 bilhão da União. As informações constam do projeto de lei orçamentária (PLOA) enviado ao Congresso na última sexta-feira.

A previsão do Executivo ainda é bastante menor que a sugerida por parlamentares. No início de agosto, a comissão no Congresso que analisa o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) — que serve como base para elaboração do Orçamento — propôs um repasse de R$ 3,7 bilhões para o fundo eleitoral.

O governo logo manifestou que se oporia a esse aumento. Mas, na última sexta-feira, enviou uma proposta de R$ 2,5 bilhões.

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