ENTREVISTA | Romero Jucá afirma ser alvo de armação.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h13
Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, concede entrevista. Foto:Jane de Araújo/Agência Senado
Romero Jucá, líder do Governo no Congresso, diz que o PMDB jamais utilizou qualquer instrumento de caixa 2 ou doações não declaradas.

Citado em delação de executivo da Odebrecht como beneficiário de R$ 22 milhões por aprovar medidas provisórias de interesse da empreiteira, o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB), diz que o Ministério Público tem como objetivo criminalizar doações eleitorais. Para Jucá, o vazamento cria ambiente para aprovação da lei de abuso de autoridade. Ele afirma ser alvo de uma “armação”, desafia empresários a provarem que pediu dinheiro em troca de apoio em projetos no Congresso, e que ser chamado de ‘resolvedor’ da República é elogio.

O executivo Cláudio Mello Filho disse que participou de pagamentos ao senhor nos últimos anos que hoje superariam R$ 22 milhões. O senhor cobrou da Odebrecht para aprovar projetos de interesse da empresa?

Dizer que recebi R$ 22 milhões é uma loucura, um absurdo. Ao PMDB nacional, de 2012 a 2016, a Odebrecht e a Brasken deram R$ 38 milhões e esse dinheiro foi distribuído para as campanhas. Não é nem R$ 22 milhões, é mais. A Odebrecht também doou para eventos de juízes. O que queria em troca? Estava dando dinheiro para pagar sentenças? Se toda a relação que se tem com as pessoas há dinheiro envolvido, zera tudo.

A delação do executivo tem toda uma lógica, mostrando sua forte atuação no Senado na aprovação de medidas relevantes para o setor econômico e para empresas.

Aquelas palavras não são construções do Cláudio Mello, e sim do Ministério Público que quer criminalizar doações eleitorais. Estão tentando dizer que a Odebrecht tinha interesses e comprou medidas provisórias e sanções presidenciais. Eu me sinto vítima de armação. Minha função como líder tem sido discutir medidas, fazendo uma ponte entre governo, Congresso e setor econômico. Sempre fiz articulação, é a função do líder. Dizer que entro nas discussões com o objetivo de receber alguma coisa é uma afirmação criminosa.

O senhor é chamado pelo delator de resolvedor da República, como se agisse intensamente a favor da Odebcrecht.

Estou fazendo um estudo das MPs e projetos para mostrar que não há dispositivo específico para atender a Odebrecht, nem que cause prejuízos ao setor público, ou que eu tenha recebido vantagem indevida. Minha tarefa sempre foi fazer essa ponte com o setor econômico estando ou não na MP. Meu gabinete é um centro de recebimento de confederações, empresários, empresas. Minha tarefa é ouvir os lados e tentar harmonizar as posições. Todas as medidas que aprovamos foram em acordo com governo e área econômica. Ser chamado de resolvedor da República é elogio.

Para atuar a favor desses setores, o senhor se beneficia financeiramente?

Atendo a centenas de empresas, associações, setores, e sempre tratei isso como natural. Jamais discuti com setores cobrando ajuda financeira. Essa afirmação do Cláudio é mentirosa. Foi dita de forma capciosa. Em um momento, ele diz que os pagamentos eram feitos, de forma solta; depois, diz que foram doações ao partido. Nunca pedi dinheiro nem defini para onde o dinheiro iria. Esta nunca foi minha função no PMDB. Desafio qualquer empresa, empresário, confederação dizer que pedi dinheiro. Pelo contrário. Os caras veem minha relevância e se aproximam.

O delator o acusa de ser uma espécie de coordenador da cúpula do PMDB no Senado, agindo, cobrando e falando pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), e pelo senador Eunício Oliveira (CE).

Nunca falei em nome de Renan nem de Eunício. Não tenho procuração para fazer isso.

Como era sua relação com a Odebrecht, com Cláudio Mello Filho, e com Marcelo Odebrecht?

Minha relação com Marcelo sempre foi muito protocolar. Ele me tratava muito bem pela importância que tenho. A Odebrecht sentia reconhecimento à minha competência. Com Cláudio, a relação era de proximidade, sempre foi muito atencioso, tínhamos uma relação de confiança. Sempre fui muito sincero com ele nos pleitos, dizia o que era possível fazer ou quando estava querendo demais. Sempre fiz o melhor possível dentro do escopo da economia.

E essa boa relação nunca lhe rendeu recursos para campanhas eleitorais?

Em 2014, recebi R$ 1,150 milhão da Odebrecht. Deste total, R$ 1 milhão foi para a campanha ao governo de Roraima (Rodrigo, filho de Jucá, era candidato a vice-governador), e R$ 150 mil para o partido no estado.

O senhor nega todas as referências feitas na delação?

Se vaza o que não está homologado e ainda se criminaliza antecipadamente as pessoas. Tem algo de maldade nisso que vai ter que ser enfrentado na legislação. Quem fez isso, está reabrindo a discussão que tínhamos amortecido no Senado, de votar a lei do abuso de autoridade. [Com informações G1 e jornal O Globo].


‘Delação criminosa’, diz senador

Ontem a tarde, em Brasília, o senador Romero Jucá (presidente nacional do PMDB) , fez duras críticas, em nota aos integrantes do partido, ao vazamento do acordo de delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Claudio Melo Filho, que acusou o presidente Michel Temer e membros da alta cúpula do governo de participarem do esquema de corrupção da Petrobras.

Para Jucá, a divulgação do depoimento foi “criminosa”. “O PMDB condena a irresponsável divulgação de declarações que não refletem a verdade”, afirma o texto divulgado pelo peemedebista aos correligionários e à imprensa. Jucá afirma que o PMDB “exige” esclarecimentos” sobre o episódio, já que a delação foi divulgada.

Nota oficial do PMDB

Diante dos fatos ocorridos nos últimos dias, referentes aos vazamentos criminosos divulgados pela imprensa sobre delações não homologadas de funcionários da empresa Odebrecht, o PMDB vem com firmeza marcar sua posição:

1) O PMDB condena e repele a irresponsável divulgação de declarações que não refletem a verdade dos fatos;

2) O PMDB sempre utilizou nas campanhas eleitorais recursos legais declarados e com prestações de contas aprovadas. O partido jamais utilizou qualquer instrumento de caixa 2 ou doações não declaradas;

3) É de fundamental importância a união de todos os membros do partido, independentemente de sua posição no quadro político, para enfrentar os desafios necessários em redirecionar o País;

4) O presidente Michel Temer tem exercido na sua plenitude o compromisso de recuperar o Brasil. Em cerca de 100 dias, o governo permanente conseguiu aprovar a PEC que limita dos gastos públicos e uma série de medidas que aperfeiçoam a exploração de óleo e gás. Também apresentou a Reforma da Previdência e diversos mecanismos que estimulam a retomada do crescimento econômico. Ou seja, o governo está enfrentando os problemas com coragem e determinação para descontruir uma herança extremamente negativa e nefasta que foi deixada;

5) O PMDB enfrentará todas as questões que forem levantadas contra nós, de qualquer modo, seja de forma clara ou sórdida, no sentido de esclarecer a verdade e dar condição para que os brasileiros possam separar e avaliar com clareza as posições que o partido e seus membros estão tomando.

Quero reafirmar que os partidários do PMDB deverão, imbuídos de coragem e determinação, enfrentar todas as ondas de boatos, ataques e tentativas de manobrar com fatos forjados a criação de um clima de instabilidade do País que levaria a um caos ainda maior do que encontramos quando o presidente Temer assumiu. Portanto, força e união ao PMDB! Estamos no caminho certo e vamos todos juntos construir um Brasil melhor.

Senador Romero Jucá – Presidente Nacional do PMDB


Faroeste caboclo na terra de Macunaíma
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O veículo do jornalista Luiz Valério e as marcas dos disparos efetuados na madrugada de ontem.

São desconhecidas as razões, mas a ser confirmado que os tiros disparados contra o carro do jornalista e blogueiro Luiz Valério têm o intento de intimidá-lo, estaremos todos nós jornalistas e profissionais da mídia local ameaçados. Todos trabalhamos por um objetivo, seja ele qual for, e não podemos ser aviltados à bala no nosso direito de expressar opiniões.

O carro de Valério foi alvejado na madrugada de ontem enquanto ele dormia em casa com sua família. Isso só expressa a regressão do pensamento tacanho que permeia na mente desprovida de sanidade de pessoas que se valem do poder para tentar calar ou intimidar prováveis antagonistas. Isso atesta o cumulo de todos os absurdos.

Por mais que Luiz Valério perpetre suas críticas contumazes à quem quer que seja, agir com violência irracionaliza o debate. Não podemos aceitar que o regime da força nos ponha medo ou nos cause intimidações. Há outros meios de se neutralizar uma crítica, uma difamação ou uma injúria qualquer.

Se alguém se acha prejudicado por um comentário maldoso, uma nota equivocada ou uma opinião ultrajante, busque seus direitos e seguramente encontrará amparo para isso. Inclusive na própria imprensa. Atemorizar jornalista e tentar silenciá-lo na bala, isso realmente não vale. Não constitui atitude civilizada.

TCE elege novo presidente amanhã
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O atual presidente Henrique Machado não pode concorrer a um novo mandato no TCE.

A eleição para a escolha da nova mesa diretora do Tribunal de Contas de Roraima (TCE) para o biênio 2017/2018 irá ocorrer na sessão ordinária do Pleno de amanhã, 14. Será logo após o julgamento de processos.

De acordo com a Lei Orgânica do TCERR nº 006/1994, o processo eleitoral será por meio de rodízio. Ou seja, não há reeleição dos membros da diretoria. A votação será secreta.

Logo depois também serão eleitos o vice-presidente, ouvidor, corregedor e presidente da Escola de Contas. Todos os sete conselheiros têm poder de voto.

Condomínio Ilhas Gregas é embargado
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Anuncio do condomínio mostra a perspectiva do projeto que será erguido no bairro Cidade Satélite.

A Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), juntamente com a Secretaria Municipal de Gestão Ambiental após análise e revisão do processo que deu origem a aprovação do condomínio Ilhas Gregas, localizado no lote 500, quadra 709 – Cidade Satélite decidiram embargar empreendimento imobiliário.

O motivo do embargo deu-se em virtude de licenças vencidas e também com relação ao tamanho do empreendimento que supera o que diz a Lei Orgânica do Município de Boa Vista, ultrapassando o limite de quatro quadras, entre outras falhas.

O Conselho Imobiliário do Município de Boa Vista anulou a decisão proferida em 2012 que havia aprovado o empreendimento denominado Ilhas Gregas. O proprietário foi notificado da decisão na quarta-feira, 7, e recebeu o prazo de cinco dias úteis para resolução das falhas apontadas pela equipe técnica, que trata dos parâmetros urbanísticos.

A Emhur alegou que a decisão visa proteger o interesse público, sobretudo no que diz respeito obras de infraestrutura. A prefeitura alega que um “eventual descumprimento por parte da empresa responsável, não deve ser suportada pela administração pública”.

Reboliço no processo de novas demarcações
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Novas reservas indígenas terão processo mais rigoroso na hora de demarcação, segundo proposta do Ministério da Justiça.

O Ministério da Justiça formulou uma “Proposta de Regulamentação da Demarcação de Terras Indígenas” que pretende alterar radicalmente o processo de reconhecimento dessas terras de povos tradicionais, além de paralisar pelo menos 280 processos de demarcação que estão em andamento em todo o País.

Uma das mais polêmicas propostas incluídas na minuta do decreto que já está no gabinete do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, muda o processo de desocupação de áreas onde haja presença de não-índios.

Pelas regras atuais, o governo propõe indenizações financeiras a donos de propriedades rurais, quando estes estão dentro de áreas que são reconhecidamente terras indígenas. O que o novo decreto prevê é que, agora, os índios sejam indenizados e não voltem mais para as terras.

A proposta também fragiliza terras que já foram demarcadas, abrindo espaço para essas áreas sejam contestadas por pessoas que pleiteiem o mesmo espaço.

OAB intercede em favor do Sistema Prisional
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O presidente da OAB Rodolpho Morais demonstra preocupação com a falência do sistema prisional.

A situação da falência do sistema prisional roraimense levou a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Roraima, a emitir um pedido de socorro. A rogativa foi encaminhada aos deputados estaduais para que direcionem recursos do Orçamento de 2017 para o setor.

No documento enviado pelo presidente Rodolpho Morais ele relata que a iniciativa é urgente é urgente “uma vez que a situação caótica que o setor prisional apresenta são reflexos dos problemas de toda ordem na Segurança Pública do Estado”.

Além do sistema prisional o dirigente seccional faz um apelo para que os deputados também dediquem atenção especial no Orçamento à saúde pública estadual.

Venezuela: intrusa no Mercosul
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Nicolás Maduro já foi notificado mas não quer reconhecer quer aceitar a expulsão do Mercosul.

Apesar da suspensão de seu país no Mercosul (ou seja, a perda de voz e voto), pela não incorporação de normas internas centrais do bloco, a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, decidiu viajar a Buenos Aires esta semana para participar da reunião de chanceleres que será realizada na quarta-feira (14) no Palácio San Martin, sede da chancelaria argentina.

Fontes do governo argentino confirmaram que a Venezuela não poderá participar do encontro, no qual será transferida para a Argentina a presidência pro tempore do Mercosul, cargo que o governo Nicolás Maduro insiste em dizer que continua exercendo.

— A situação é clara: a Venezuela perdeu seus direitos dentro do Mercosul, entre eles o de participar em reuniões ministeriais — explicou a fonte argentina.

Cassinos geram mais empregos
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Os cassinos geram mais postos de trabalho que os hotéis e o lucro é ainda  mais seguro.

Em discussão no Congresso, a legalização do jogo pode aliviar a escalada do desemprego. O cálculo é do Instituto Jogo Legal.

Se nos hotéis normais o cálculo é de 1 funcionário por cada quarto, em empreendimentos conjugados com cassinos são ao menos 3 funcionários para cada leito.

Isso porque os cassinos contam com 85 funções a mais se comparados aos resorts comuns.

Jean Michetti reconduzido para o TRE
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Jean Michtti tomou posse na sessão ordinária de ontem para o biênio 2017/2019.

O advogado Jean Pierre Michetti tomou posse na sessão ordinária de ontem como juiz titular da classe dos juristas do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE), para o biênio 2017/2019. O magistrado foi reconduzido ao Pleno para seu segundo mandato e a sua nomeação foi realizada pelo Presidência da República, por meio de decreto.

O Tribunal de Justiça do Estado indicou os nomes dos juristas Cláudio Belmino, Cleusa Lúcia de Souza e Jean Pierre Michetti, este ultimo o escolhido.

Após a verificação da documentação, a presidência do TRE encaminhou o processo administrativo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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