FIM DO RECESSO | Denarium discursa sob vaias na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h10

Denarium discursou ontem na abertura das atividades na Assembleia. Fotos | Secom RR

Definitivamente não há ainda uma sinergia consistente entre Antônio Denarium (PSL) e a população roraimense. O sintoma da falta de coadjuvação com o povo foi exposto ontem na Assembleia Legislativa quando o governador se viu em situação vexatória tento que interromper o discurso várias vezes em função das vaias que ecoavam das galerias.

É praxe na abertura do Ano Legislativo a leitura da mensagem governamental onde se alvitra aquilo que se deseja realizar no exercício e também, na elocução, o mandatário ou emissário faz ou não reclamações daquilo que julga errado. Entre todas as autoridades anunciadas, somente Denarium recebeu vaias, num flagrante desrespeito à liturgia da sessão solene.

Denarium, contudo, não prelecionou a tradicional mensagem, abancou-se de um discurso curto – 13 minutos apenas – para queixar-se da desgraça que se abateu sobre Roraima. “O Estado de Roraima está quebrado, não temos recursos nem para aumentar salario que dirá fazer concursos”, disse a certa altura, visivelmente aborrecido com os gritos dos manifestantes.

As protestações ressoavam das galerias principalmente de concurseiros, indignados com o cancelamento do Concurso da Polícia Civil, de servidores desgostosos com o governo e de empregados de empresas terceirizadas que não recebem salários há mais de 8 meses e de representantes sindicais. O deputado Jalse Renier interviu várias vezes para conter a gritaria.

Percebe-se, pela homilia de Denarium, que a situação financeira de Roraima é crítica. Não se viu em seu modesto e tímido pronunciamento uma palavra de otimismo, um aceno para futuros investimentos ou saídas a curto prazo para a situação de desesperança.

O governo de Denarium está num ‘beco sem saída’ e apesar da pregação sobre união de esforços, implorar irmandade com os outros poderes, não será tarefa fácil colocar nos eixos a locomotiva descarrilada na gestão anterior. Um fardo pesado para Denarium, sem dúvidas.

Mas o governador defendeu uma aliança mais consistente entre os Poderes como algo imprescindível para a reconstrução do Estado. “Com diálogo e com apoio da Casa Legislativa será possível superar a crise financeira e implementar projetos que vão beneficiar o povo roraimense”. disse.

Desenquadrar da LRF

O governador quer manter a folha de pessoal dentro da LRF.

A crítica situação financeira de Roraima exige esforços para se conter gastos, diminuir o tamanho da máquina estatal e evitar desperdícios.

O próprio Denarium trouxe ontem um dado interessante: se não conseguir cortar R$ 10 milhões mensais da Folha de Pessoal – hoje em torno de R$ 140 milhões – o Estado não sairá do atoleiro.

E como consequência disso não será desenquadrado da Lei de Responsabilidade Fiscal, com a ameaça de sofrer consequências fiscais seríssimas por cona disso.

O limite máximo da LRF com a folha de pessoal estabelecido por lei é de 49%. Roraima já está beirando os 60%.

Cortar mais gente

No Plenário da ALE, Denarium anunciou corte no número de comissionados.

Embora pareça assombroso o quantitativo de nomeações que vemos todos os dias no Diário Oficial, Denarium disse ontem que já cortou mais de 2 mil cargos comissionados em relação ao número existente no governo passado.

Uma economia, pelas contas do governador, de R$ 50 milhões anuais, mesmo assim, insuficiente para levar ao patamar desejável o valor da folha de pessoal.

Ele tem esperança que o acordo com a Assembleia Legislativa se estenda ao Judiciário também, com corte de 4% sobre o duodécimo de ambos, o que resultaria em economia de R$ 54 milhões anuais.

Mas esse acerto não está de todo fechado: falta ainda ser submetido aos deputados estaduais para aprovação ou não em Plenário.

Jalser prega união

Para Jalser sem união dos poderes, Roraima não sai da crise. Fotos | SupCom ALE

Ao abrir o ano legislativo ontem o presidente da Assembleia, Jalser Renier (Solidariedade), disse que se não houver união e compreensão entre os poderes, Roraima não se abduzirá da crise tão cedo.

“Nós já demos o primeiro passo para esta união, renunciando um percentual do nosso duodécimo, junto com o TJ e os demais órgãos vinculados, que resultará e uma economia de R$ 54 milhões aos cofres do Estado”, disse.

Jalser ressaltou que a situação é de muita preocupação e diante das dificuldades é preciso ter respeito mútuo. “No momento não existe situação ou oposição. Estamos discutindo quem é do lado de Roraima”, disse.

Comissões serão definidas hoje

A reunião entre deputados para discutir formação de comissões.

Após a abertura dos trabalhos legislativos, ocorrida ontem (19), na Assembleia Legislativa de Roraima, os deputados estaduais se reuniram para iniciar as discussões para formação das 20 comissões permanentes da Casa. A composição final será definida nesta quarta-feira (20).

Segundo o presidente do Poder Legislativo, deputado Jalser Renier (SD), as comissões estão em fase de estruturação. “Ainda não tivemos consenso em todas, mas acredito que amanhã teremos o resultado”, pontuou o parlamentar.

Para formação dos grupos é preciso obedecer a alguns critérios do Regimento Interno da Casa. “O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jalser Renier fez as indicações obedecendo a proporcionalidade”, explicou o superintendente Legislativo, Júnior Vieira. Cada comissão é composta por cinco deputados que podem participar de até seis grupos.

VENEZUELA | Ajuda passará por Roraima

A ponte bloqueada na fronteira da Venezuela com a Colômbia.

O governo brasileiro vai disponibilizar medicamentos e alimentos para a população da Venezuela.  A ajuda será disponibilizada nas cidades de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e em Boa Vista. A ideia é que os alimentos e remédios sejam recolhidos por caminhões venezuelanos, conduzidos por cidadãos venezuelanos, que vão cruzar a fronteira para levar a ajuda.

A ajuda humanitária conta com a participação da Casa Civil da Presidência da República, dos Ministérios da Defesa, da Agricultura, da Cidadania, da Saúde e do Gabinete de Segurança Institucional, entre outros.

A pedido de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela há quase um mês, vários países se uniram para enviar alimentos, medicamentos e gêneros de primeira necessidade.

A ideia inicial é a aproximação logística de Pacaraima. E aguardar nessas regiões a chegada dos caminhões conduzidos por venezuelanos direcionados pelo presidente encarregado, Guaidó.
Forças Armadas impedem entrada

Militares não permitem a entrada de ajuda humanitária.

As Forças Armadas da Venezuelas se declararam em “alerta” contra a entrada anunciada de ajuda humanitária do país no próximo sábado, dia 23.

Os militares fiéis à ditadura de Nicolás Maduro alegam que não podem permitir “qualquer violação à integridade de seu território”, registra a Folha.

“A Força Armada permanecerá mobilizada e alerta ao longo das fronteiras”, disse o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López –que, em nome do alto comando militar, reiterou “irrestrita obediência, subordinação e lealdade” ao ditador.


CONTATOS DO AUTOR www.peronico.com.br – emails: peronico.27@gmail.com / blogdoperonico@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

Mais Noticias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: