Fraude: Em Roraima até indígenas guianenses conseguem se aposentar pelo INSS.

 Fraude: Em Roraima até indígenas guianenses conseguem se aposentar pelo INSS.
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A Coluna de Hoje | Publicada 00:05

A Federal buscas em vários endereços em Boa Vista. Foto | PF

O INSS é mesmo uma mãe, pois até índios guianenses são aposentados por aqui sem nunca terem prestado serviço ao país. As fraudes foram descobertas e estão sendo investigadas pela Polícia Federal que ontem desencadeou a operação Terminum para acabar com a farra.

Quase R$ 2 milhões já haviam sido pagos aos beneficiários e os desvios poderiam chegar a quase R$ 7 milhões. Os principais crimes investigados são a participação em associação criminosa e o estelionato previdenciário.

A Força-Tarefa Previdenciária em Roraima, integrada pela Polícia Federal e a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, estão apurando o esquema com objetivo de desarticular esquema de fraudes na concessão de benefícios do INSS, principalmente, a indígenas guianenses.

O inquérito policial identificou ao menos 56 benefícios que teriam sido concedidos mediante fraude. Análises da CGINT constataram que tais fraudes abarcariam praticamente todas as espécies de concessões do INSS, tais como aposentadorias e salário maternidade.

O esquema seria comandado por uma servidora pública estadual que, em parceria com uma brasileira residente em Lethem, município guianense na fronteira com o Brasil, arregimentaria idosos guianenses para participar da fraude.

Com o deferimento dos benefícios, a mentora do esquema reteria os cartões e pleitearia empréstimos consignados, sacando também grande parte dos valores dos benefícios, pagando aos beneficiários pequenos valores a título de compensação, chegando a apenas R$ 50 mensais em alguns casos já identificados.

Agentes recolheram fato material para investigação.

PF apura Candidaturas laranjas | Em outra operação, ainda ontem, a Polícia Federal deflagrou uma investigação para apurar candidaturas fantasmas nas eleições do ano passado.

Segundo a PF há suspeitas de fraudes e desvio de recursos do Fundo de Financiamento de Campanhas, o Fundão. A Polícia, no entanto, não mencionou oficialmente nomes nem quais partidos estão sendo investigados.

As investigações tiveram início após constatação que determinado partido político, em Roraima, obteve um índice de “custo de votos em reais” referente às candidatas ao cargo de deputado federal ou estadual vinte vezes superior à média brasileira.

Com a análise dos dados, a PF identificou candidatas aos referidos cargos que, apesar dos recursos recebidos, obtiveram um número irrisório de votos. Certa candidata teria recebido quase R$ 105.000,00 e obtido apenas 9 votos, por exemplo.

Jucá se manifestou por nota e repudiou falsas informações.

MDB e PSD se manifestam | Mesmo não sendo objeto de investigação na operação da PF, o ex-senador Romero Jucá, presidente local do MDB, se manifestou diante de especulação do seu envolvimento, através de nota.

A defesa de Jucá e do filho dele, Rodrigo Jucá, afirmou não ter informações oficiais da PF acerca da investigação, nem da participação de ambos.

O MDB em Roraima repudiou “as alegações absurdas vazadas da operação Títeres, de que estariam agindo no intuito de desviar recursos do fundo eleitoral na campanha de 2018″ e que espera responsabilidade nas apurações.

O PSD, atualmente presidido pelo deputado federal Haroldo Cathedral, também se manifestou. Informou que as denúncias apresentadas se referem às eleições de 2018 e, portanto, não existe nenhuma relação ou envolvimento com os atuais membros do diretório regional, eleitos recentemente.

“É importante salientar ainda que os integrantes da nova composição do PSD, no Estado, tomaram posse na última Convenção Regional, realizada no mês de junho de 2019. Assim, assumiram em consonância com os princípios que fundamentam o Partido, em defesa do exercício da política com responsabilidade, da ética, da honestidade e do zelo pelo bem público”, diz a nota do PSD.

Grupo Parima repudia contra dossiê: é ‘fake news’.

Grupo Parima repudia ‘Fake News’ | Um dossiê apócrifo, sem origem nem identidade de seus idealizadores, pipocou nas redes sociais em plena ebulição da operação da Polícia Federal, na última sexta-feira, para apurar contrabando de ouro.

Nele [o dossiê] figuras proeminentes da sociedade e graúdos grupos empresariais são citados como se fossem objetos da investigação, quando, na verdade, sequer foram mencionados.

Mas como o ‘documento’ foi pulverizado feito pesticida em arrozal e o empresário Antônio Parima – citado na peça fictícia – o grupo empresarial resolveu se manifestar para protestar, evidentemente, pela falsa notícia.

Em um vídeo de 2 minutos, difundido nas redes sociais em grupos de WhatsApp, o Grupo Parima fala inicialmente em ‘Fake News’ e ressalta que jamais fez negociata com venezuelanos, tampouco distribuiu seus produtos no país vizinho em toca de ouro.

As exportações para a Venezuela, segundo o vídeo, são feitas desde 2015, tudo amparado na norma vigente e suas transações são realizadas em moeda brasileira por meio de movimentação bancária.

E afirma que em breve haverá uma manifestação oficial das organizações policiais para contradizer as inverdades.

A CERR ainda existe, mas só gera despesas aos cofres públicos.

Alimentando os ‘mortos‘ | Para um governo que vive desde seu nascimento sob estado de calamidade financeira, desperdiçar dinheiro com órgãos falidos e que não germinam mais, parece uma incoerência.

Mas o governador Antonio Denarium acha que não: é tanto que abriu o orçamento fiscal do Estado e contemplou com vultosos R$ 4,588 milhões a falecida Companhia Energética de Roraima, para cobrir despesas com manutenção de serviços administrativos gerais.

A CERR não existe mais desde que ficou sem concessão para gerar e distribuir energia para municípios do interior. E nesses últimos anos só tem gerado dispêndio para os cofres públicos.

Pior, o Governo também destinou R$ 250 mil para o extinto Departamento de Estradas de Rodagem (DER) extinto há anos por ter servido de berço do maior escândalo financeiro que Roraima já viu, o famigerado “Caso Gafanhoto”.

Édio foi o relator da Medida Provisória das Terras. Foto | Agência Senado

MP das terras é aprovada | A Comissão Mista que analisa a Medida Provisória que trata da transferência de terras da União para os estados de Roraima e do Amapá, aprovou hoje (11) por unanimidade o relatório do deputado roraimense Édio Lopes (PL).

Ao todo, nove das 16 emendas apresentadas por deputados e senadores foram aprovadas. Agora, com a aprovação do relatório, a MP passa a tramitar como projeto de lei de conversão (PLV) pelos plenários da Câmara e do Senado.

Segundo a legislação em vigor até a edição da Medida, a doação já estava prevista através das leis 10.304/01 e 11.949/09, mas não havia ocorrido devido as exigências para comprovação da posse de terrenos.

Conforme o texto, a União terá o prazo de um ano para realizar o prévio geoprocessamento do perímetro das terras fruto de transferência. As áreas que não forem identificadas dentro desse prazo serão automaticamente transferidas ao respectivo Estado.

A premiação foi entregue em grandiosa festa. Fotos | Secom/PMBV

14º salário garantido | O evento mais esperado do ano pelos servidores da educação municipal aconteceu na noite de terça-feira (10).

O Prêmio Referência em Gestão Escolar Delacir de Melo Lima chegou à sua sétima edição e revelou as 15 escolas e creches municipais que desenvolveram as melhores experiências educacionais no ano de 2019.

O Prêmio reconhece e incentiva o esforço dos servidores municipais que desenvolvem práticas pedagógicas com êxito na aprendizagem dos alunos. 

Todos os servidores, do porteiro ao gestor, das 15 escolas vencedoras recebem premiação em dinheiro equivalente a uma remuneração mensal, o chamado 14º salário, algo implementado na gestão da prefeita Teresa Surita para valorizar os profissionais da educação. 

Neste ano 70 escolas e creches participaram do Prêmio Delacir.

70 escolas participaram | Neste ano participaram 70 escolas e creches nas cinco categorias do prêmio: Creche; Pré-escola; Ensino Fundamental até 699 alunos; Ensino Fundamental a partir de 700 alunos; Escolas Indígenas e do Campo até 300 alunos. 

A novidade deste ano são as escolas rurais que ganharam uma categoria própria, já que em anos anteriores competiam junto com as urbanas.

As escolas vencedoras recebem premiação em dinheiro: R$ 20 mil para a primeira colocada, R$ 15 mil para o segundo lugar e R$ 10 mil para a terceira colocada.

 Os gestores das unidades recebem R$ 5 mil e uma viagem para participar de um curso de capacitação em Brasília; R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente.

Marcos Pontes esteve ontem em Boa Vista. Foto |Secom/RR

Computadores nas escolas | Seis escolas da rede estadual de ensino, localizadas em Boa Vista, foram beneficiadas com computadores do programa Computadores para Inclusão, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O ministro Marcos Pontes esteve ontem (11) em Boa Vista para a entrega dos equipamentos. Cada escola recebeu dez computadores para equipar os laboratórios de informática.

Além das instituições de ensino citadas, também foram beneficiadas as escolas Barão de Parima, Olavo Brasil, Caranã e Colégio Estadual Militarizado Luiz Ritler Brito de Lucena.

O governador Denarium informou que a previsão é ampliar o programa para toda a rede.

Xingu é o autor da proposta da Polícia Penal. Foto | SupCom/ALE

Criada a Polícia Penal | A Assembleia Legislativa aprovou ontem (11) em primeiro turno uma Proposta de Emenda à Constituição para criação da Polícia Penal, modificando a atuação dos agentes penitenciários.

A proposta é de autoria do deputado Jânio Xingu (PSB). Segundo ele, que assina a autoria com o deputado Renan Filho (Republicanos), esta iniciativa foi incentivada pelo Congresso Nacional para valorizar a categoria, e já foi votada em alguns estados.

Segundo o parlamentar, a proposta incentiva ainda a criação de novas vagas, por meio de concurso público. “Eles terão o poder de polícia dentro da unidade prisional, e fora também, quando se tratar de fugitivos. Isso é para que os agentes sejam mais valorizados”, disse Xingu. 

Por se tratar de uma PEC, a matéria segue ainda para votação em segundo turno, que conforme explicou o parlamentar deve ocorrer após o recesso legislativo.

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Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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