Governo de Suely perdeu o controle sobre a violência: bandidos já agem sem qualquer preocupação.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h13

O sorriso da governadora Suely e de sua cúpula da Segurança contrasta com o medo da população.

A crônica policial do dia a dia expõe a ferida da violência que se abriu em Roraima nos últimos meses, especialmente em Boa Vista onde concentra-se a maior parte da população do Estado. A população, desprotegida, sente-se assustada, acuada e sem ter a quem recorrer.

São verificadas todos os dias ocorrências de assaltos a mão armada, invasão de residências com reféns, taxistas sequestrados, roubos, furtos, assaltos a postos de combustíveis, roubo de celular, invasão de comércios, assassinatos, tráfico de drogas, enfim, uma escalada de crimes sem precedentes e jamais vista em Roraima.

O fato é: o Governo de Suely Campos perdeu o controle da violência em Roraima. Faltam policiais e falta coordenação da cúpula do Governo. É preciso admitir isso para que se adote as providências necessárias e urgentes.

A violência está sem controle e o Governo precisa sair da acomodação e reagir, estabelecendo um plano emergencial para todo o Estado, mas principalmente para Boa Vista, onde os bandidos já agem sem qualquer preocupação, com o agravamento da situação com essa invasão de venezuelanos na cidade.

O pior é que o Governo não reconhece que não está conseguindo oferecer segurança à população. Prefere ficar brincando de trocar de secretários de Segurança como se fosse essa a mudança capaz de frear a criminalidade.

O que estamos presenciando atualmente, com a escalada da violência sem precedentes no Estado, seja no número de assassinatos, seja nos crimes contra o patrimônio, é a prova cabal de que a falta de polícia é responsável pela insegurança social e um convite a crimes e furtos de toda ordem, diariamente.

Ou seja, o Governo de Suely nunca elegeu a segurança pública com prioridade, preferiu gastar excessivamente em proselitismo e assistencialismo e nunca teve controle sobre a violência. A população está à mercê da própria sorte a espera de um novo governo.

Marcos Jorge fica no Ministério

Marcos Jorge (Marquinhos) deve ser efetivado no Ministério de Industria e Comércio Exterior onde já é interino.

O roraimense Marcos Jorge de Lima, ministro interino de Indústria, Comércio Exterior e Serviço, foi aclamado ontem pela bancada de seu Partido, o PRB, para permanecer no comando da Pasta, agora como titular.

“Marquinhos” participou de uma reunião com o presidente do Partido, Marcos Pereira e os 23 deputados federais a bancada na Câmara. E ganhou o apoio de todos à unanimidade, sem nenhuma restrição.

A decisão será encaminhada para o presidente Michel Temer para ratificar ou não o nome do roraimense. Mas não deve haver nenhuma contenção a Marcos Jorge, já que sempre substituiu o titular em diversas ocasião e tem a simpatia de Temer.

A efetivação de Marquinhos implica naturalmente na descontinuidade de seu projeto político para este ano, que era disputar uma vaga de deputado estadual, em parceria com os deputado federal Jhonatan de Jesus e com o candidato ao Senado, Mecias de Jesus.

Operação cheque: silêncio sepulcral

O ex-vice-Paulo Quartiero e o famigerado cheque que foi ‘encontrado’ em sua mochila.

Há exatos 13 dias a população local foi surpreendida com a eclosão de um caso rumoroso, estrepitoso e emblemático, que causou reboliço na política: o cheque que apareceu na mochila do ex-vice-governador Paulo Quartiero.

De repente, tudo emudeceu em silêncio sepulcral e notícias do tal famigerado cheque só obtém na ‘rádio cipó’, a emissora oficial dos boatos.

Esperava-se que com o retorno do deputado Jalser Renier ao Estado – ele estava viajando durante a altercação – ocorressem fatos novos.

Mas o presidente da Assembleia já reassumiu suas funções. E o caso continua no mais absoluto sigilo, sem qualquer ruído.

Só pode ser brincadeira…

Reparem bem na expressão facial extenuante dos responsáveis por gerir a aguda crise financeira estadual.

Final de governo, aliás, que nunca existiu, eis que Suely Campos resolve instituir o Comitê de Gestão Integrada com a incumbência de enfrentar os efeitos da crise econômica que jogou Roraima no lamaçal.

Pelos próximos trinta dias, o comitê se reunirá diariamente. A prioridade é reorientar todos os gastos e investimentos de todo o governo para melhorar a oferta dos serviços públicos, com economia.

E olha como a piada é realmente engraçada. Ela diz que medida nada mais é que uma ferramenta de gestão para dar continuidade ao ajuste fiscal.

  • O nosso grande objetivo é equilibrar as receitas e as despesas a fim de que ao longo do ano haja um controle do déficit financeiro e orçamentário, sem que isso prejudique as ações prioritárias do governo”, disse ela.

Pela qualidade dos integrantes do tal comitê e pela expressão facial de cada um deles obtida a partir de uma fotografia da primeira reunião, ocorrida ontem no Palácio do Governo, resta claro que o barco já fez água e o naufrágio será inevitável.

Teresa: prestando contas na Câmara 

Teresa foi ao plenário da Câmara e fez leitura da mensagem oficial na abertura dos trabalhos legislativos.

A prefeita Teresa Surita (MDB) leu a mensagem do Executivo, na abertura do ano legislativo na Câmara de Vereadores, ontem de manhã, tendo como ênfase uma palavra de ânimo, afirmando que as obras realizadas não terminam quando o mandato acaba.

“A obra tem que durar por muito tempo. A ação social tem que melhorar a vida de uma geração inteira. A transformação tem que ser verdadeira”, disse Teresa. “Transformação é uma palavra que se adequa de forma muito harmoniosa ao nosso modelo de gestão, por fazer parte das conquistas de que nos orgulhamos hoje”.

A prefeita iniciou sua fala fazendo uma retrospectiva de quando assumiu o quarto mandato, em 2013 (hoje Teresa está em seu quinto mandato à frente de Boa Vista), lembrando ter recebido a cidade com um “quadro assustador – de abandono, de falta de estrutura, de desatenção às necessidades essenciais que fazem uma cidade funcionar e atender ao que as pessoas mais precisam”.

Equipe e resultados

Com os vereadores a prefeita afirmou que estabelecer relacionamento harmonioso é prioridade.

Teresa explicou que o primeiro passo foi formar uma boa equipe e traçar um planejamento amplo, capaz de identificar aquilo que era prioridade. Na saúde, o trabalho começou por reabrir os postos fechados, a regularização da aquisição e distribuição de medicamentos e a valorização dos profissionais, além de fazer o que fosse possível para otimizar e humanizar o atendimento às pessoas. Na ocasião, “havia em funcionamento apenas sete postos de saúde. Hoje são 32, com quatro funcionando até a meia-noite, o que facilita muito a vida das pessoas”.

O resultado desse trabalho é possível ver hoje: De um hospital infantil que não tinha sequer comida para os pacientes, hoje existe um hospital moderno, que já passou por melhorias técnicas e estruturais marcantes, e que continua avançando, com reformas e ampliação em conquistas.

No social, foram resgatados programas que se achavam parados, como o Cabelos de Prata, o Crescer, o Rumo Certo e o Dedo Verde. “Ações que mudam para melhor e de forma profunda as vidas de famílias inteiras. Recuperamos o trabalho da integração com as pessoas através do programa Braços Abertos”, disse a prefeita.

O resultado social da FQA

O Programa Família Que Acolhe foi destacado por Teresa como exemplo de resultado social.

Ainda na área social, Teresa destacou a criação e atuação do programa Família que Acolhe, hoje uma referência internacional nas políticas públicas voltadas para a primeira infância.

“O nosso Família que Acolhe já atendeu a mais de 10 mil mães, e é um dos programas que orientaram a criação do “Criança Feliz”, do governo federal. É a primeira vez que Boa Vista serve de inspiração para um programa social de âmbito nacional”, disse Teresa.

Na leitura, a prefeita ressaltou também a criação do Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI), que já atendeu a centenas de crianças na área de robótica, desenvolvimento de aplicativos e noções de informática.

Infraestrutura e espaços públicos

A prefeita destacou também os investimentos em espaços públicos e infraestrutura em toda a cidade.

A prefeita falou ainda das melhorias dos espaços públicos, “uma marca de Boa Vista, elogiada por quem vem de fora”. Essas melhorias são feitas tanto nos bairros centrais como nos mais afastados e também nas comunidades indígenas. “Isso é o resultado do nosso compromisso, de transparência com seriedade”.

“Na infraestrutura, urbanização e limpeza urbana, estão alguns dos resultados mais visíveis e mais impactantes da nossa gestão”, disse, destacando o levantamento da malha viária de toda a cidade. O trabalho vai além do recapeamento. “Onde as máquinas chegam, elas trabalham desde a calçada até a drenagem mais profunda”.

Em sua fala, Teresa repartiu o sucesso com os vereadores, “que aceitaram o desafio e firmaram conosco o desafio desse pacto de transformação”.

Na CNI Jucá debate agenda positiva

O senador Romero Jucá foi o palestrante no encontro anual da Confederação Nacional da Indústria – CNI.

Empresários e líderes partidários discutiram, ontem, assuntos que podem ser apreciados pelo Congresso este ano, como a reforma da previdência, mudanças na reforma trabalhista e privatização da Eletrobrás. O evento para antecipar a agenda legislativa é organizado pela Confederação Nacional da Indústria há 23 anos.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB) foi convidado como palestrante, para discutir as propostas do Congresso. Também os deputados André Figueiredo do PDT do Ceará e Efrain Filho do DEM da Paraíba.

Segundo Romero Jucá, durante este ano a expectativa é votar a Lei Geral das Telecomunicações e as dívidas dos estados. Também a simplificação tributária, e medidas provisórias como a que possibilita a privatização da Eletrobrás.

“Há ainda a Medida Provisória da reforma trabalhista. Há compromisso em não trazer de novo o imposto sindical mesmo que surjam emendas. Outras medidas de ajuste fiscal que precisam ser feitas. O governo está preparando uma agenda. Tenho um projeto sobre a independência do Banco Central com duplo mandato, que também poderá ser analisado”, detalhou.

Em sua palestra Jucá explicou que este ano será curto em relação a agenda legislativa, devido as eleições. “Teremos um esforço concentrado a partir deste mês. O planejamento para o ano é muito importante para ser feito. O governo já está trabalhando na agenda”.

Migração: ministros vêm a Boa Vista

Os venezuelanos continuam chegando em Boa Vista. Na sede da PF a romaria em busca de refúgio é diária.

O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, disse ontem, em Brasília, que uma comitiva de ministros vem a Roraima avaliar a situação dos imigrantes venezuelanos que têm cruzado a fronteira e se estabelecido no Brasil devido à crise político-econômica no país vizinho.

Além de Terra, viajam na quinta-feira (8) os ministros Torquato Jardim (Justiça), Raul Jungmann (Defesa) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).

“Estamos trabalhando em um força-tarefa do governo na discussão de alternativas. A crise na Venezuela é gravíssima”, disse Osmar, acrescentando que “estamos em uma situação crítica, temos que agir, e uma das ações poderá ser estabelecer áreas restritas para essas pessoas ficarem. Boa Vista é uma cidade modelo e, de repente, isso pode desaparecer em função da sobrecarga de pessoas”, explicou Terra.

O governo federal vai realizar um censo dos imigrantes venezuelanos que entram no Brasil, “para ter ideia da dimensão do problema”, disse o ministro. Ele informou que existe uma estimativa de que mais de 10% da população de Boa Vista já é de refugiados. Fonte | Agencia Brasil

Campo de refugiados: ‘Soy contra’, diz ministro

Aloysio Nunes afirma que campo de refugiado não resolverá o problema dos venezuelanos em Roraima.

Sobre a crise migratória, o ministro da Relações Exteriores se posicionou contrário a criação de um campo de refugiados para os venezuelanos que estão atravessando a fronteira com o Brasil por Pacaraima.

” É preciso ter programas de assistência social, sobretudo na área de saúde, e assistência ao Estado de Roraima e prefeituras. Campo de refugiados para fixá-los lá, não”, disse.

Aloysio defender que o Governo estabeleça condições para que os venezuelanos possam sair de Roraima e procurem outras regiões do país e que se insiram na sociedade brasileira ou sigam para outros países sul-americanos que for da preferência deles.


CONTATOS DO AUTOR www.peronico.com.br – e-mail: peronico.27@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

Mais Noticias

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: