Impeachment: “Presidente Dilma perdeu o equilíbrio”, afirma Romero Jucá.

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A Coluna de Quinta |||| Publicada 00h19
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Romero Jucá rebateu críticas da presidente Dilma: “está em um quadro evidente de perda de equilíbrio”.

Presidente do PMDB, o senador Romero Jucá afirmou ontem que o discurso de Dilma Rousseff acusando Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de “chefe e vice-chefe do gabinete do golpe” revela que a petista partiu para a “apelação” e está em um quadro evidente de “perda de equilíbrio”. Em um duro discurso direcionado a Temer e Cunha, Dilma utilizou um encontro com representantes do setor de educação nesta terça para afirmar que “existem dois chefes do golpe que agem em conjunto e de forma premeditada”. Na avaliação de Jucá o raciocínio de Dilma seria um sinal de “perda de serenidade” a ponto de repetir o discurso fracassado de golpe já utilizado pelo então presidente Fernando Collor durante seu impeachment, em 1992.

“Lamento que a presidente Dilma esteja perdendo a serenidade e esteja tentando culpar outras pessoas pelo desacerto de seu próprio governo. Se a presidente Dilma quer procurar pessoas que atrapalharam o governo, deve olhar para dentro do governo. O governo está pagando pelos erros que cometeu. Não é o presidente Michel Temer, não é nenhum membro do Congresso que está fazendo alguma ação deliberada”, disse o senador, lembrando que o papel de parlamentares na discussão do processo que pode levar à deposição da petista “é fazer com que a Constituição possa ser validada”.

“Dilma está apelando para um enredo já ultrapassado porque falar em golpe é o que falou o presidente Collor há muitos anos. O governo devia fazer uma autocrítica e reconhecer a difícil situação em que colocou o Estado brasileiro”, continuou Romero Jucá. “Apelar e tentar reduzir tudo isso a dizer que é um golpe é a mesma tentativa que fez Fernando Collor em 92 no que diz respeito a seu impeachment. É um enredo batido, copiado e que não deu certo. Era melhor que a presidente tivesse um pouco mais de equilíbrio e de análise das suas próprias limitações e de seus próprios erros”, resumiu.

PP de Hiran apoia o Impeachment 
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Hiran faz sinal de positivo após reunião do PP, ontem em Brasília.

O deputado Hiran Gonçalves, presidente regional do PP, ganhou companhia, aliás, um monte de colegas do Partido que, como ele, decidiram apoiar o afastamento da presidente Dilma.

No momento em que o governo entra em pressão máxima, a bancada do PP na Câmara dos Deputados anunciou ontem apoio maciço ao impeachment e ‘desembarque’ do governo, inclusive com a entrega dos cargos que estão sob o comando do Partido.

A legenda, formada por 47 parlamentares, foi alvo de dura investida do Planalto nas negociações de cargos no alto escalão, mas, ainda assim, sua maioria deve votar favoravelmente à queda da petista.

PRB fecha questão
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Jhonatan já havia declaro voto pelo Impeachment: agora ganhou companhia de todos do PRB.

Até o mês passado no comando do Ministério do Esporte – e ainda com dois cargos na cúpula da pasta -, o PRB decidiu ontem fechar a questão na bancada de forma unânime e apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Depois de reunião em Brasília, o presidente do partido, Marcos Pereira, afirmou que todos os 22 deputados do PRB votarão pelo impeachment no domingo.

O deputado roraimense Jhonatan de Jesus, um dos proeminentes do PRB, já havia anunciado publicamente que votaria pelo afastamento da presidente.

Remídio resiste
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Remídio não decidiu ainda como votar: contra ou ao favor do Impeachment de Dima.

O deputado Remídio Monai (PR) continua se equilibrando em cima do muro no processo do Impeachment de Dilma Rousseff.

Enquanto Édio Lopes já se posicionou (pelo menos até ontem) que votará em favor da presidente, os demais roraimenses já declaram o voto a favor do Impeachment.

Mas Remídio ainda figura como deputado “sem resposta” em todos os placares que são mostrados pela grande imprensa nacional.

Teresa e seu 2º Impeachment
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Teresa é atualmente a única política em atuação entre os que votaram no Impeachment de 92.

A prefeita Teresa Surita testemunhará pela segunda vez em sua trajetória política a derrubada ou não de um presidente da República por meio de um processo de Impeachment.

Em 1992, então deputada federal pelo extinto PDS, Teresa disse sim ao afastamento de Fernando Collor de Melo.

Naquele ano a bancada roraimense era formada por Alceste Almeida (PTB), Avenir Rosa (PDC), Francisco Rodrigues (PTB), João Fagundes (PMDB), Júlio Cabral (PTR), Marcelo Luz (PTR), Rubem Bento (Bloco) e Teresa Jucá (PDS). E todos votaram contra Collor, hoje senador por Alagoas.

Jalser: ‘o país afundou com o PT’
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Jalser foi incisivo: “A presidente Dilma acabou com o Brasil por pura irresponsabilidade”.

O pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff gerou debates exacerbados na Assembleia Legislativa, na Sessão de ontem. A um pronunciamento do deputado Soldado Sampaio, defendendo o ‘petismo’, o rebate foi enérgico. “Ou o Brasil tira a Dilma de onde ela está ou ela acaba com a bandeira brasileira. Ela afundou o país”, disse o presidente Jalser Renier ao ocupar a tribuna.

Para Jalser o Brasil perdeu o rumo e a consequência é grave porque penaliza todo mundo, do menor ao mais influente cidadão brasileiro, ‘por pura irresponsabilidade e incompetência de Dilma’.

Jalser aproveitou para elogiar a postura do senador Romero Jucá. “Romero é o senador que mais destinou recursos para o nosso Estado. Não existe história política em Roraima sem falar em Ottomar Pinto e Romero Jucá”, afirmou.

Navegando na contramão
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Sampaio – do PC do B – fez discurso em defesa de Dilma, causando rebate dos colegas deputados.

Enquanto as vozes das ruas clamam por mudança no comando político do País, exigindo a saída de Dilma, o deputado Soldado Sampaio (PC do B), acometido por uma ideologia partidária ultrapassada, prega a manutenção do regime superado do PT que afundou o Brasil.

A fala de Sampaio na tribuna, ontem, não está sintonizada com a realidade que vivemos. Estará sendo apelativo apenas porque seu Partido alinha-se ao sermão palaciano?

O parlamentar contribuiria muito mais debatendo questões internas, que dizem respeito a Roraima. Seja pragmático, meu caro Sampaio.

O buraco bem fundo
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A fachada bonita contrasta com a situação financeira da CER que se encontra em dificuldades.

O ex-governador Zé Anchieta tomou um empréstimo milionário com o juramento de que o dinheiro seria todo empregado no saneamento da CER afim de entregá-la limpinha para o processo de federalização.

Nada disso aconteceu e o dinheiro serviu para outros fins. Resultado, a CER, deficitária, continua sangrando as finanças estaduais e dependendo dos repasses mensais para a sua sobrevivência.

Somente neste mês de abril a governadora Suely Campos abriu o Orçamento Estadual em ais de R$ 3,350 milhões para socorrer a combalida companhia energética. E ainda tem que pagar juros do empréstimo deixado por Zé Anchieta.

Comparações entre RR e AM

Há um julgamento premeditado e falso em relação aos gastos com o custeio da Assembleia Legislativa roraimense. Perante os ‘pares’ do vizinho Estado do Amazonas, nossos deputados são despojados, na verdade, carentes.

No parlamento amazonense além de todas as verbas constitucionais que os deputados têm direito, cada parlamentar ainda tem direito a três linhas de celulares (com um teto de gastos de até R$ 21 mil mensais), o que resulta em um tombo de R$ 6 milhões anuais e de lambuja a Assembleia disponibiliza 37 mil litros de gasolina (por mês) para servir aos deputados. Bom né!

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Crianças brincando em mais uma creche que foi inaugurada pela Prefeitura de Boa Vista.

Aproveitando a creche | Um espaço amplo, aconchegante e colorido, feito especialmente para a criançada aprender e se desenvolver. Assim é a realidade das novas estruturas das Casas Mãe que estão sendo entregues para a população de Boa Vista. Nesta terça-feira, 12, foi a vez dos moradores do bairro Equatorial receberem as casas Tia Neide e Vovó Rosa completamente reformadas e uma outra nova, que recebeu o nome de Luz do Sol. Com a entrega, a prefeitura ampliou para 90 o número de crianças atendidas no local. As três unidades possuem uma estrutura padrão, moderna, confortável e com acessibilidade. Cada Casa Mãe pode receber até 30 crianças com idade de 2 e 3 anos e 11 meses, em período integral, encaminhadas pelo programa Família Que Acolhe. Outra novidade foi a construção de um refeitório amplo com cozinha e espaço climatizado, com capacidade para atender todas as 90 crianças.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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