Inteligência da Polícia sabia de ‘sindicato do crime’ formado pelo PCC, dentro e fora dos presídios de Roraima.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h13
O grupo organizado Primeiro Comando da Capital - PCC - tem associados dentro e fora dos presídios de Roraima.

O grupo organizado Primeiro Comando da Capital – PCC – tem associados dentro e fora dos presídios de Roraima, segundo a apuração.

Relatório produzido pela inteligência da polícia local – vazado para a grande imprensa por vias não autorizadas e que está sendo investigado pela Secretaria de Justiça e Cidadania – divulgado dois dias antes do massacre do dia 6 na PAMC, revela que o Primeiro Comando da Capital (PCC) formou dentro e fora dos presídios de Roraima um verdadeiro ‘sindicato do crime’. Em 3 anos a organização alistou centenas de associados, cresceu 1.900% e dos 50 integrantes de 2013, hoje contabiliza mais de 1.000 segundo o documento. O resultado dessa apuração, feita sob encomenda da Secretaria de Justiça e Cidadania e o resultado é do dia 4 de janeiro, apenas dois dias antes da chacina que deixou 33 mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista.

De acordo com relatório, a facção começou a agir em Roraima em 2013, a princípio com 50 homens. O número saltou para 1000 em 2016, “trazendo à tona novas lideranças e uma nova reorganização da cadeia hierárquica do grupo criminoso”, segundo os documentos, restrito a autoridades do sistema de segurança pública do Estado. Em apenas cinco páginas, o setor de inteligência do governo afirma que “atualmente a quantidade de integrantes do PCC ultrapassa os 1.000 batizados, destes em torno de 150 e 200 encontram-se fora do sistema penitenciário”.

Pelo menos 524 membros estão “identificados”, segundo o relatório. Os outros são citados em conversas telefônicas, mas ainda não foram corretamente nomeados. Eles se dividem em onze “regionais” em todo o Estado, cada uma comandada por um membro da facção. Em Boa Vista, haveria cinco “regionais” que são distribuídas por bairros. O documento afirma que o PCC deu uma ordem em fevereiro de 2016, chamado pelos membros da facção de “salve geral”, para uma série de crimes no Estado, como “executar pelo menos um policial em cada ‘regional’”. Essa ordem resultou, segundo o relatório, em ao menos quatro atentados e o assassinato de dois policiais militares.

E por que nada foi feito?
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Nos corredores dos presídios o PCC alicia e força o ingresso de novos integrantes à facção.

Não deixa de ser simpática a preocupação do Governo em usar os serviços das ‘arapongas’ da tal inteligência afim monitorar os rastros do crime organizado em Roraima.

Ocorre que uma perguntinha não pode deixar de ser feita, a despeito dessa onda do momento.

– Se sabiam da existência desse sindicato criminoso comandado pelo PCC por que não foi feito nada para impedir seu avanço?

O PCC está dividido em 11 “regionais” no estado, das quais 5 delas em Boa Vista

É difícil entender por que nada foi feito.

Finalidade duvidosa
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Segundo o ministro da Justiça os militares não atuarão como agentes de repressão dentro dos presídios.

A propósito, se há restrições aos agentes da Força Nacional de Segurança que não podem agir dentro dos presídios, qual na verdade a finalidade da vinda do reforço se no pedido original do Governo é acentuada justamente a carência de efetivo para conter motins, rebeliões e mortes?

No ofício da governadora Suely Campos (PP) o pedido não deixa nenhuma imprecisão: “força de intervenção penitenciária integrada”, um grupo de agentes penitenciários que atuou pela primeira vez em uma crise no Ceará no ano passado.

“Se a Força Nacional não vai poder atuar dentro do presídio, não interessa para nós. É um gasto desnecessário. Teria que vir em conjunto com a força penitenciária e obras urgentes, como um novo presídio”, disse o presidente do sindicato dos agentes penitenciários de Roraima, Lindomar Sobrinho.

Nota do Governo irrita Ministério
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O Ministério da Justiça reiterou ontem que os militares da FNS não são agentes penitenciários.

Mas o governo de Roraima anunciou em nota que a atuação dos homens da Força Nacional de Segurança Pública no estado se dará “dentro e fora das unidades prisionais.

A disposição do governo roraimense em usar a força dentro do presídio irritou o Ministério da Justiça, que reforçou ontem a noite que os policiais não vão agir nessa função e reiterou as palavras do ministro Alexandre de Moraes, emitidas na segunda-feira, de que o uso do contingente é para segurança pública, como policiamento ostensivo, reforço de segurança e fazendo barreiras de contenção.

Na nota, o governo de Roraima diz que o efetivo da Força Nacional de Segurança está trabalhando em conjunto com as forças de segurança do Estado fazendo o reconhecimento da Pamc (Penitenciária Agrícola de Monte Cristo) e traçando estratégias.

Moraes disse ontem que a força não é de agentes penitenciários e que não pode substituí-los.

Que a Força esteja com Roraima
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Militares da Força Nacional desembarcaram ontem em Boa Vista para reforçar segurança local.

Um pelotão com 100 agentes da Força Nacional chegou ontem a Boa Vista, para tentar evitar novas chacinas nos presídios de Roraima. Dois aviões extras da FAB trouxeram homens, armas, equipamentos e muita munição.

Entre os cem agentes que desembarcaram na Base Aérea, são 93 homens e sete mulheres. Além do efetivo, também foram enviados 38 armas e kits antitumulto, que inclui capacetes, escudos e máscaras.

Os homens vão realizar policiamento, dar apoio nos bloqueios policiais e policiamento no perímetro das penitenciárias.

Ocorre que: não caberá à Força Nacional substituir a polícia penitenciária nem a PM no policiamento dentro e nas cercanias dos presídios.

A medida faz parte do auxílio do governo federal ao Estado, que solicitou reforço na segurança do sistema penitenciário após a morte de 46 detentos nos últimos quatro meses em rebeliões nos presídios.

Vagas abertas para agente penitenciário
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Suely anunciou o concurso para 300 vagas e o Governo vai construir um novo resídio para abrigar 380 detentos.

Em meio ao caos no sistema prisional, aliás o governo local só olhos para isso ultimamente, eis que a governadora Suely Campos (PP) anunciou ontem que vai abrir mais 300 vagas para Agente Penitenciário, por meio de concurso público. Ela informou também que o governo vai construir com recursos próprios um novo presídio com capacidade para abrigar 380 detentos.

Com as medidas anunciadas pela governadora, Roraima deverá ampliar ainda este ano mais 1433 novas vagas no sistema prisional, eliminando o déficit existente hoje e a superlotação da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

“Está é uma resposta ao momento de crise que estamos vivendo no sistema prisional do Estado. Pedimos ajuda ao governo Federal, mas também estamos fazendo nossa parte”, declarou Suely Campos.

Teresa e o apelo das redes
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Entre essas prováveis candidaturas Teresa ganha de ‘lavada’ segundo opiniões.

A prefeita Teresa Surita PMDB) pode ser submetida à prova nos próximos dias. E a prova disso já é vista nas redes sociais.

Embora tenha dito durante a última campanha que não será candidata ao Governo de Roraima em 2018, a prefeita tem abrandado o discurso e já não se manifesta mais tão severamente na negativa “A política é dinâmica”, tem dito.

Há enquetes no Facebook, WhatsApp e no Instagram sobre possíveis candidatos. E alguns nomes são colocados no tabuleiro das possibilidades: Pelas opiniões, Teresa tem vantagem esmagadora. Quase à unanimidade.

Ponto eletrônico na ALE
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Jalser quer mais rigor no controle dos servidores que prestam serviço diário na Assembleia.

O presidente da Assembleia Legislativa, Jalser Renier, deve consolidar ainda nesse primeiro semestre, a implantação do Registro Eletrônico de Ponto para controlar a frequência diária dos servidores do legislativo.

O controle será implantado por empresa especializada e o edital para a contratação dos serviços já está disponível no Diário Oficial do Legislativo.

O ponto eletrônico vai evitar por exemplo que o servidor receba o salário sem o devido comparecimento ao local de trabalho. Porque só será enquadrado na folha do mês o servidor que registrar a digital diariamente.

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Esta ponte que a Prefeitura está construindo vai ligar o Cidade Satélite ao Jardim Caranã. Outras pontes estão em construção.

Ponte interliga bairros | As obras das pontes de concreto executadas pela Prefeitura de Boa Vista nos bairros Jardim Caranã, Cidade Satélite, Nova Cidade e Ayrton Rocha estão em ritmo acelerado. A iniciativa faz parte do Plano de Mobilidade Urbana de Boa Vista para reformular o trânsito, melhorar a trafegabilidade, evitar engarrafamentos e desafogar as principais vias de acesso a esses bairros. A primeira ponte, localizada na avenida Parimé Brasil, vai interligar os bairros Jardim Caranã e Cidade Satélite. O local já recebeu os aterros e as bases das cabeceiras e está com avanço de 60%. A previsão é de que no final de março o local seja liberado para passagem de motoristas e pedestres. A segunda ponte que vai interligar os bairros Nova Cidade e Ayrton Rocha também está em fase de execução. O serviço de terraplenagem avança em 80%. A prefeitura já está licitando as obras de uma terceira ponte. Ela vai interligar a avenida Padre José Anchieta, no bairro Sílvio Leite, à avenida das Galáxias, no bairro Cidade Satélite. As pontes terão extensão de aproximadamente 20 metros, com passarelas laterais destinadas a pedestres.

Nosso objetivo é contribuir para o desenvolvimento da cidade de forma segura, eficiente, com planejamento e responsabilidade. É muito gratificante ver que o nosso trabalho está contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, melhorando a mobilidade, tendo em vista que Boa Vista cresceu nos últimos anos e precisamos garantir o acesso da população a toda cidade. Trabalhamos pensando no futuro”, disse a prefeita Teresa.


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