Jalser entrega-se no CPC da Polícia Militar mas antes avisou aos servidores que não perderá o mandato e continua presidente da Assembleia.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h14
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O deputado Jalser recebe a solidariedade de servidor durante encontro ontem na Assembleia onde expôs a situação de sua condenação.

O deputado Jalser Renier, presidente da Assembleia Legislativa, cumpriu o que prometera em uma reunião com servidores, ontem de manhã por volta das 11 horas, no Plenário da Casa. Para evitar maiores constrangimentos e com uma possível espetacularização sobre sua prisão disse que já havia telefonado para o juiz da Vara de Execuções Penais e pediu que fosse avisado quando a guia de recolhimento fosse expedida: “doutor, quando a guia sair, me avise. Não precisa mandar vir ninguém me buscar, eu vou me apresentar”.

E Jalser cumpriu o prometido: por volta de 19h20 de ontem entregou-se no Comando de Policiamento da Capital (CPC) da Polícia Militar, no centro de Boa Vista onde deve cumprir a imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 6 anos, oito meses e 443 dias-multa em regime semiaberto pelo seu envolvimento no rumoroso “Caso Gafanhoto”. Ele estava acompanhado do advogado Ednaldo Vidal. No regime semiaberto o detento pode trabalhar fora da unidade prisional durante o dia, porém a noite tem de dormir na prisão. Em vários momentos da reunião, Jalser foi ovacionado pelos servidores.

Ainda de manhã – já prevendo o desfecho do caso, resolveu quebrar o gelo e como convém a um líder, reuniu seus colaboradores para esmiuçar aquilo que vinha incomodando a todos há dias: anunciou a existência da condenação e avisou que não criaria obstáculo, ao contrário, disse que se apresentaria. E o fez. Jalser resolveu defrontar-se com a realidade da situação. Fugir não resultaria em nada, ao contrário, gerava incertezas, especulações e mais traumas. “O pior dos constrangimentos”, segundo expressou, é que terá que dormir na cadeia.

“Não me procurem a noite”, brincou
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Servidor faz ‘selfie’ com o deputado Jalser Renier após a reunião com servidores ontem de manhã no Plenário.

Jalser afirmou na reunião que queria que os servidores da Assembleia ouvissem a informação sobre sua prisão da sua própria boca. “Vocês só não podem me procurar de noite que eu não vou poder atender”, disse ele, arrancando aplausos dos servidores. 

 – Quero afirmar aqui para vocês que minha condenação é um fato. E terei que cumprir pena por conta disso. Mas eu queria que vocês ouvissem da minha boca. Também não é verdade que vou perder o meu mandato de presidente da Assembleia e não deixarei o meu cargo de deputado estadual e vocês não vão perder o emprego”, disse.

A reunião de Jalser com servidores e alguns deputados não foi testemunhada pela imprensa. Contudo todo o conteúdo da conversa foi gravado, ‘vazou’ e chegou aos órgãos de comunicação da cidade por meio de redes sociais. Algumas fotos também foram postadas no Facebook onde Jalser aparece recebendo afago de alguns servidores.

Nota da PM
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O Comando de Policiamento da Capital (CPC) abrigará o deputado Jalser Renier em cela especial, segundo a PM.

A Polícia Militar de Roraima informou que na tarde desta quinta-feira (27), o Comando Geral recebeu solicitação do juiz da Vara de Execuções Penais para que providenciasse junto ao Comando de Policiamento da Capital, um local adequado para receber o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado estadual, Jalser Renier Padilha, condenado à seis anos e oito meses de reclusão e a 443 dias-multa pelo crime de peculato.

Por volta das 19 horas, o deputado Jalser Renier compareceu ao Comando de Policiamento da Capital, acompanhado do seu advogado, Ednaldo Gomes Vidal, que informou ao oficial de dia da instituição, que o mesmo estava se apresentando para dar início ao cumprimento da pena ao qual foi condenado.

Jalser Renier foi conduzido a um local preparado para que ele permaneça separado dos demais presos custodiados naquela unidade de Polícia Militar. Nesta sexta-feira, 28, o Comando Geral da PMRR formalizará ainda pela manhã o comunicado à Vara de Execuções Penais sobre a apresentação e custódia do parlamentar.

Jucá será líder de Temer
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Jucá com o presidente Temer: senador roraimense deve ser o novo líder do governo no Congresso.

Só não será o líder do Governo se não quiser. Mas o presidente Michel Temer já fez o convite para que o senador roraimense Romero Jucá assuma a liderança do governo no Congresso, função hoje ocupada pela senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) que já deu sinais de fadiga e desinteresse pelo posto.

Presidente nacional do PMDB, maior partido político da nação, Jucá deverá anunciar na semana que vem, após o feriado de Dia de Finados, que aceita o convite.

Jucá é qualificado como um político habilidoso e criativo. E carrega a notoriedade de já ter sido líder de Fernando Henrique Cardoso, Luz e Dilma.

Cartas Marcadas: a versão do MPE
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O promotor Marco Antônio explica as razões sobre a transferência dos presos da “Cartas Marcadas”.

Os promotores do Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – Marco Antônio Azeredo e José Rocha Neto, informaram ontem que a transferência de para um presídio de Segurança Máxima no Rio Grande do Norte de envolvidos na operação “Cartas Marcadas” atendeu a um pedido dos próprios presos.

Conforme Marco Antônio os presos solicitaram ao MP a transferência por se sentirem inseguros no sistema prisional do Estado. “O pedido partiu deles para nós por meio dos advogados que informaram que eles se sentiam ameaçados e coagidos. Com isso o MP fez o pedido e a Justiça Estadual acatou a transferência”, informou.

Foram transferidos: Antônio Alves da Silva, Gerson da Silva Melo, Rafael Sampaio Rocha Lima e Rogério Cabral do Nascimento Junior. Eles seguiram ontem no mesmo avião da Polícia Federal que transportou para o mesmo presídio os 7 líderes de facções criminosas que dominavam o ambiente na PAMC.

Bem longe daqui
Foto | Folha BV

Os presos embarcaram ontem de manhã no avião da PF com destino a Mossoró (RN). Foto | FolhaBV

Sete presidiários identificados como chefes de uma organização criminosa que domina o ambiente dentro e fora dos presídios de Roraima foram transferidos ontem de manhã no avião da Policia Federal para o presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Todos considerados de alta periculosidade, seriam os líderes da facção que em confronto com integrantes de um grupo rival assassinou dez detentos e feriu outros seis dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, no dia 16 de outubro.

Os presos transferidos são: Herculano Santos de Souza, Francivaldo dos Santos Calazans, Richardson Santos de Souza, Francisco Valente de Mesquita, Evaldo Lira Almeida, Ramon Michel dos Santos Darros e Wilson da Silva Lopes.

Mudanças insignificantes
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Vantan, Thiago e Grangeiro são os novos auxiliares do Governo: mudanças que não alteram nada.

Não chega a ser uma reforma, mas apenas pequenas alterações em determinadas posições no escalão superior.

A governadora Suely Campos promoveu três alterações na equipe nomeando Márcio Grangeiro para a presidência da Codesaima, o ex-vereador Thiago Fogaça (irmão do deputado Dhiego Fogaça) como adjunto de Emília Campos na Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social e o ex-deputado Vantan Praxedes ganhou a diretoria administrativa e financeira da CAER.

As mudanças, convenhamos, não alteram em absolutamente nada a atual estrutura de governo.

Suely afasta secretários
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Shiská e Alexandre estão afastado temporariamente dos cargos. Governo vai recorrer da decisão.

A governadora Suely Campos resolveu uma decisão monocrática do conselheiro do TCE Netão Suto Maior e promoveu o afastamento temporário dos secretários Shiská Pereira (Sefaz) e Alexandre Henklain (Seplan).

Não significa banimento das funções, mas o ato permite os secretários afastados possam se movimentar a oferecer defesa na decisão de Netão. O governo está avaliando os casos e pretende recorrer da decisão.

Por enquanto os adjuntos respondem interinamente pelas respectivas pastas. Na Secretária de Planejamento fica Enoque Rosas e na Secretaria de Fazenda fica Kleber Josuá.

Prefeito na berlinda
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Caroebe está sendo administrado por um prefeito que não presta contas do que faz.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra o atual prefeito do município de Caroebe, Paulo César Gomes Ortiz, e os dois ex-prefeitos das gestões anteriores, Arnaldo Muniz de Souza e Francisco Severo da Silva, por não prestarem contas sobre verbas repassadas pela Caixa Econômica Federal.

O dinheiro era destinado à construção de habitações para famílias de baixa renda do município. O contrato de repasse previa a liberação de verbas de até R$ 487,5 mil.
Apesar dos três denunciados terem recebido normalmente os valores, nenhum deles cumpriu com a obrigação de prestar contas, o que acarretou na instauração da Tomada de Contas Especial, conforme ofício da Caixa.

Mínimo na Venezuela vai 77 reais
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Nicolás Maduro tenta abafar o movimento de hoje com o anuncio do aumento do salário mínimo.

Um dia depois de protestos em massa pela sua renúncia e na véspera de uma greve geral convocada pela oposição para pressionar seu governo, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou ontem um aumento de 40% no salário mínimo dos trabalhadores.  

Com a medida, o salário mínimo passa de 22.576 bolívares para 27.091 bolívares, algo em torno de 23 dólares ou 77 reais, de acordo com o câmbio não oficial. O adicional de alimentação ao qual os trabalhadores têm direito também aumentou e passou de 42.480 para 63.720 bolívares (52 dólares ou 163 reais).

O índice oficial de inflação não é divulgado pelo governo desde o final de 2015. No ano passado, chegou a 180,9%, o mais alto do mundo. Para 2016, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta inflação acumulada de 475%.


CONTATOS DO AUTOR: www.peronico.com.br – e-mail: peronico.27@gmail.com – Facebook: Peronnico Expedito – Blog do Expedito Peronnico.

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