Jalser Renier afirma que reportagem da Rede Globo é tendenciosa.

A Coluna de Hoje | Publicada 00h04

Jalser: “a matéria da Globo foi tendenciosa”.

Em suas redes sociais o presidente da Assembleia Legislativa Jalser Renier afirmou que a reportagem exibida no último domingo (15) no Fantástico, da Rede Globo, no quadro “Cadê o Dinheiro que Tava Aqui”, omitiu informações importantes, “resultando portanto em material tendencioso.

Segundo o deputado o programa se limitou a requentar acusações, sem informar que o mesmo pedido de afastamento, feito há menos de um mês, havia sido negado pelo Judiciário.

Jalser Renier menciona ainda que a reportagem ignorou a informação de que a empresa citada na denúncia do Ministério Público como sendo de fachada, já prestou serviços ao próprio órgão ministerial. “A reportagem ignorou ainda que durante a operação em minha casa sumiram cheques e dinheiro”, enfatizou.

O parlamentar se queixou ainda de não ter sido questionado sobre valores de bens apreendidos na casa dele e sobre o conteúdo encontrado no cofre citado na reportagem, que estava vazio. “Quero novamente deixar claro que nosso patrimônio foi construído ao longo de décadas de trabalho e está declarado à Receita Federal”, garantiu o deputado.

Abaixo a entrevista na íntegra:

Deputado o Ministério Público de Roraima está afirmando sobre o senhor o seguinte: “Jalser Renier é quem orquestrava todo esse esquema de desvio de recursos públicos no parlamento estadual”. O senhor chefiou o esquema de desvio de dinheiro público da assembleia? No caso o senhor desviou 24 milhões de reais da assembleia legislativa?

Jalser: Não.

Isso não aconteceu?

Jalser: Nunca.

Então por que o Ministério Público está lhe acusando?

Jalser: Eu acredito que o Ministério Público, instituição que eu respeito, mas existem alguns exageros, e com certeza isso será esclarecido em momento oportuno por uma estancia superior.

Bom, o Ministério Público afirma que esses R$ 24 milhões vieram de 36 processos licitatórios fraudados, vencidos em grande parte por empresas de fachada. Houve fraude nas licitações sob a sua presidência na assembleia?

Jalser: Eu devo dizer a você com absoluta certeza que eu procuro fazer o meu trabalho com absoluta responsabilidade. Se, segundos ou terceiros estão errando, eles estão sendo punidos. No fato onde ocorreu tal denúncia, nós procuramos imediatamente buscar um procedimento que tornasse fácil o acesso de todas as instituições, inclusive do Ministério Público, sobre essas acusações.

O senhor teve conhecimento que teve algum tipo de fraude durante a sua presidência?

Jalser: Não, não tive nenhum conhecimento, sempre trabalhei com assessores, você tem um número de servidores razoavelmente grande dentro de uma instituição, então você nunca sabe de tudo a todo tempo e a toda hora.

O Ministério Público disse que o senhor Carlos Olímpio adquiriu 339 imóveis com esse dinheiro que teria sido desviado. Esses imóveis eles pertencem ao senhor?

Jalser: De jeito nenhum. Não tenho laranjas. Carlos Olímpio é um funcionário meu que conheci há 25 anos atrás, servidor público federal, estabilizado, é uma pessoa que trabalha com absoluto respeito, e essas questões eu posso garantir a você que não estão relacionadas a mim e tão pouco a minha família.

Em depoimento ao Ministério Público, o senhor Kleber Borralho de Brito afirmou que sacava dinheiro que era repassado a quadrilha e que a quadrilha dizia que o senhor era o beneficiário desse dinheiro. O quê que o senhor tem a dizer sobre essa acusação que foi feita por um laranja de uma das empresas que o Ministério Público diz que fizeram parte desse esquema?

Jalser: Pois é, essa empresa que o senhor Kleber fala é exatamente a empresa que construiu as duas obras em 2014 do Ministério Público tanto do Ministério Público no município de Caracaraí como no município de Rorainópolis, ou seja, a empresa que o Ministério Público diz que é de fachada foi a mesma que construiu os dois espaços do Ministério Público, as duas obras.

Porque que o senhor acredita que o Kleber Borralho citou o senhor como beneficiário desse dinheiro?

Jalser: Absoluto desentendimento. Falta de responsabilidade. Porque não conheço o senhor Kleber Borralho, nunca o vi, não tenho ciência de quem ele é, e com certeza ele está mentindo sobre tal acusação.

Deputado, o Ministério Público também acusa a sua esposa e a irmã dela de terem se beneficiado desse dinheiro. A acusação é de que a reforma na sua casa e a construção do posto de gasolina de que elas são sócias foi paga com o dinheiro desviado da assembleia, e que tanto a reforma como a construção, foram feitas por uma empresa beneficiada no esquema das licitações fraudadas do qual o Kleber foi laranja. O que que o senhor tem a dizer sobre isso?

Jalser: Bom primeiro, mentira. Segundo que o posto de gasolina que minha mulher tem, que pertence a nossa família, está tutelado pelas mãos da própria Petrobrás, ou seja, a Petrobras ela aplica o dinheiro quando você vai fazer um posto de combustível, ela te dá o recurso pra você exercer. Então é muito simples porque isso está devidamente na declaração de imposto de renda dela e minha.

O Ministério Público afirma que no nome da esposa do presidente da Assembleia, Cinthya, esposa de Jalser Renier, foi identificado 29 imóveis em nome dela, então assim o volume de imóveis e de bens que eles possuíam era absolutamente desproporcional à renda aferida e ao patrimônio declarado. O que que o senhor tem a dizer sobre isso?

Jalser: Bom, primeiro que os imóveis… é um imóvel que foi transformado em vários, através de um loteamento. Segundo que o posto de gasolina ao qual você se refere, é exatamente tutelado pela Petrobrás. Quando você vai fazer um posto de gasolina e você escolhe a bandeira, a empresa presta um atendimento e esse atendimento geralmente é por conta de recursos ou questões que estão dentro e conectadas no posto, que é o caso dela. E tudo que nós temos está devidamente declarado na Receita Federal.

Então não procede essa informação de que é desproporcional esse patrimônio?

Jalser: Totalmente. O Ministério Público mais uma vez está equivocado.

Depoimento ‘meia boca’

Aílton não revelou nomes de supostos envolvidos.

Durante mais de quatro horas de depoimento, o ex-secretário de Saúde do Estado, Ailton Vanderlei, apontou à CPI da Saúde diversos problemas na gestão da Secretaria Estadual de Saúde, a começar pela dívida de R$ 500 milhões da pasta. 

O depoimento conduto não foi esclarecedor ele omitiu nomes de supostos causadores dos danos que relatou quando decidiu pedir exoneração do cargo Abril.

No depoimento ‘meia boca’, Ailton disse que nos três meses de gestão constatou falta de abastecimento nas Unidades Hospitalares, folha de pagamento atrasada, interdição e fechamento de centros cirúrgicos e a necessidade auditoria em contratos. 

Ele afirmou que foi a partir desta decisão que passou a sofrer “ataques” e “retaliações”. “Passei a sofrer muitos ataques e à minha família. Quando eu vi que não ia conseguir, eu pedi para sair”, declarou o ex-secretário. 

Não revelou no entanto de onde partiram os tais ataques que o levaram a deixar o cargo.

Cadê os nomes dos ‘bois’? Nada…

CPI apura eventuais desvios na Sesau.

Os deputados perguntaram quem seriam os políticos ligados a empresas terceirizadas, e detalhes sobre o que ele chamou de “corrupção sistêmica” em publicação em rede social no dia 3 de abril deste ano, ao deixar a pasta.

O ex-gestor se negou a citar nomes publicamente e disse que estas informações estariam a cargo de órgãos de controle responsáveis em analisar os contratos entregues por ele para auditoria.

Em seguida houve uma reunião reservada onde o depoente esteve com a Comissão e, depois de assinar o testemunho, foi liberado.

Saiu em defesa dos médicos. Óbvio

Aílton defendeu os médicos: “90% são honestos”.

A respeito das denúncias de médicos que receberiam sem trabalhar, ele também não citou publicamente nomes e defendeu.

“A maioria dos profissionais trabalha lá [no Hospital Geral de Roraima], cerca de 90% ou mais, é honestas. E ainda trabalham em condições ruins”, frisou.

Mas não foi capaz de revelar nomes dos 10% desonestos.

“Quando se entra na secretaria, você entra sadio e sai doente”, e se emocionou ao revelar que algumas pressões são feitas, mas não entrou nos detalhes.

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