Jhonatan de Jesus está entre os candidatos que disputam vaga de ministro no TCU.

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A vaga da ministra Ana Arraes no Tribunal de Contas da União (TCU), que será aberta em julho de 2022, já é alvo de disputa dentro da Câmara dos Deputados. Quatro candidatos se movem com mais força nos bastidores, mas o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), um dos aliados mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, alimenta expectativa de assumir o posto.

Por enquanto, os candidatos mais fortes a se movimentarem nos bastidores são Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), Hugo Leal (PSD-RJ), Soraya Santos (PL-RJ) e Fábio Ramalho (MDB-MG). Os três primeiros são aliados próximos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), enquanto o emedebista é mais independente e atrai apoio pelos banquetes que organiza.

A ministra Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e ex-deputada, foi eleita em 2011 e completará 75 anos em julho, o que levará a aposentadoria compulsória.

A vaga do TCU desperta cobiça por ser um cargo vitalício (e ter aposentadoria com salário integral), sem exigir a necessidade de passar por eleições a cada quatro anos. Também exerce forte influência sobre as decisões do governo e nas políticas públicas, tem poder sobre os contratos federais e um papel que rende contatos junto a políticos e empresários.

O posto tem benefícios compatíveis com os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), porém com menos exposição e pressão pública. Ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência e aliado de Bolsonaro, Jorge Oliveira, por exemplo, abriu mão do Supremo para ir para o TCU, onde fica mais “sossegado” e teve mais facilidade de ser aprovado pelo Senado.

A eleição é decidida numa votação só, sem segundo turno. O mais votado é eleito, mesmo se não alcançar os votos de mais de 50% dos 513 deputados. Por isso, a fragmentação pode dar lugar a “azarões” e as costuras políticas serão decisivas para a disputa.

A aposentadoria da atual presidente do TCU ocorrerá durante o período das convenções partidárias de 2022 e quase no início da campanha de reeleição dos deputados. Aliados de Lira dizem que ele deve usar esse “problema” para antecipar a escolha do novo ministro para março ou abril e que o poder de decidir quando ocorrerá a eleição será um trunfo do presidente da Câmara para influenciar na escolha.

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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