Juíza Federal proíbe deportações e ruas de Boa Vista voltam ser ocupadas por mendigos e pedintes venezuelanos.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h12
Os venezuelanos recolhidos nas feiras livres foram levados para a sede da PF e depois encaminhados para Santa Elena.
Os venezuelanos recolhidos pela PF foram encaminhados para Santa Elena. Mas retornaram para Boa Vista por ordem da Justiça.

A juíza Luiza Mendonça, encastelada em uma vara da Justiça Federal, parece não tem a menor ideia ou responsabilidade alguma para os reflexos que sua decisão produzirá sobre a estrutura social de Boa Vista. Ela simplesmente determinou que a Polícia Federal abortasse na sexta-feira passada (9) uma operação para deportar 450 venezuelanos que se encontram em situação irregular e perambulando pelas ruas da capital, catando esmolas, pedindo migalhas nos semáforos e cruzamentos, condição de verdadeiros mendigos.

Do ponto de vista jurídico a medida soa graciosa, bem-apessoada, porque aparenta acedência aos flagelados, garantindo-lhes o amparo da Constituição Brasileira em seu artigo 5º, que garante igualdade de tratamento entre brasileiros e estrangeiros residentes ou não, porém, representa o prosseguimento da mendicância que se instalou na capital roraimense, promovida por venezuelanos que fugiram do seu país por conta da crise.

A Polícia Federal no estrito cumprimento do dever legal fez a identificação dos ilegais e os levou para serem entregues na fronteira; ocorre que antes da deportação, ainda em Pacaraima, a operação foi interrompida porque a ordem de Brasília mandava que todos fossem devolvidos ao local de origem, ou seja, as feiras livres e os espaços públicos de Boa Vista, onde se alojaram.

A Polícia Federal comunicou que ao ser informada da decisão, os ônibus com os venezuelanos detidos na sexta-feira em Boa Vista retornaram de Pacaraima sem que fosse entre as autoridades do país vizinho. No entanto, segundo a Polícia Federal, alguns estrangeiros decidiram ficar em Pacaraima, cidade na fronteira Brasil-Venezuela, a cerca de 250 quilômetros de Boa Vista.

Do ponto de vista humanitário é até aceitável que Roraima acolha essas pessoas fugitivas. Mas não há como mantê-las por muito tempo por aqui, porque que além da condição de cidadão irregular a desgraça venezuelana vem respingando por aqui com mais violência, prostituição, pedintes nas ruas e problemas sociais de toda sorte.

Mais 76 bombas vem aí 
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Novas delações da Odebrecht vão sacudir o mundo político de Brasília.

A bomba estourada com a divulgação da delação do lobista da Odebrecht Claudio Melo Filho, é apenas uma. Mais 76 bombas vem aí em explosões que podem ser quase diárias.

Ou melhor, o dobro desse número explodirá: o que veio à luz são relatos que ainda serão detalhados em novos depoimentos a partir de agora, mantidos ou desqualificados no STF.

Mas aconselha-se aos políticos que arranjem um abrigo antiaéreo — as bombas explodirão com uma intensidade cada vez maior.

Além da Odebrecht, vem aí uma nova leva de empreiteiras a abrir o bico: a Queiroz Galvão está com sua delação quase fechada.

Eu nego
Brasília - O senador Romero Jucá fala à imprensa após reunião com presidente Michel Temer e líderes da base aliada no Senado, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)
O senador Romero Jucá afirma que desconhece a delação e que está à disposição da justiça.

Citado em mais uma delação agora por um ex-executivo da Odebrecht, o senador roraimense Romero Jucá, presidente nacional do PMDB e líder do Governo no Congresso, revela-se cauteloso ao se pronunciar sobre o assunto.

Jucá tem repetido que desconhece a delação e que nega ter recebido dinheiro da empreiteira. E acrescenta que todos os recursos repassados ao PMDB foram legais e que ele, na condição de líder do Governo, sempre tratou com várias empresas, mas em relação à articulação de projetos que tramitavam na Casa.

O senador tem sido categórico na afirmação: “estou tranquilo e à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos”.

Previsões sombrias para 2018
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‘Tempestades’ cada vez mais frequentes ameaçam abalar os alicerces do Congresso.

A delação premiada de empreiteiras como Odebrecht e Andrade Gutierrez oferecem a certeza que hoje é totalmente inútil tentar imaginar cenários eleitorais em 2018, porque todos os personagens podem estar inelegíveis.

As revelações têm sido consideradas “devastadoras”, como de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht em Brasília, implicando figurões.

E a previsão é clara quanto ao que virá principalmente quando o chefe da Odebrecht (Marcelo) desvendar tudo o que sabe. Será verdadeiramente ‘um deus nos acuda! ’.

Maduro manda recolher cédulas de 100 bolívares
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As novas notas de Bolívares começam a circular em todo o país a partir de quinta-feira, dia 15.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou ontem (11) o recolhimento das cédulas de 100 bolívares, atualmente a de maior denominação, para enfrentar supostas máfias colombianas que armazenam o papel-moeda para desestabilizar a economia do país.

Maduro afirmou, em seu programa na emissora de TV estatal, que há bancos nacionais envolvidos e que “a operadora” que dirigiu o plano contra o papel-moeda da Venezuela é uma ONG “contratada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos”.

O presidente venezuelano destacou que determinou esta medida após a realização de uma exaustiva investigação na qual se verificou que há armazéns, não só em várias cidades da Colômbia, mas também no Brasil, na Alemanha, na República Tcheca e na Ucrânia, onde as máfias estariam acumulando as cédulas venezuelanas.

A medida é anunciada cinco dias depois que o Banco Central anunciou a ampliação do cone monetário com seis novas cédulas, de 20.000, 10.000, 5.000, 2.000, 1.000 e 500 bolívares, e três moedas mais, de 100, 50 e 10 bolívares, em um plano de adaptação à forte inflação que assola o país.

Pontes no interior
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Ponte é inaugurada pela governadora Suely Campos no município de Alto Alegre.

Centenas de famílias da região de Alto Alegre, no Alto Paredão, tiveram o que comemorar no último final de semana.

É que o governo do Estado entregou oito pontes que foram construídas nas vicinais 6,7,9 e 10, onde estão instalados vários empreendimentos produtivos. As obras foram entregues pela governadora Suely Campos (PP).

A região do Paredão é grande produtora de frutas e hortaliças, com destaque para a banana, o mamão e o tomate, mas também produz grãos como a soja e o milho. Nos últimos anos vem se destacando também na piscicultura e na criação de gado de corte.

A mostra de Arte Inclusive com pintura em tela será aberta hoje e vai até o dia 16 deste mês.
A mostra de Arte Inclusive com pintura em tela será aberta hoje e vai até o dia 16 deste mês.

Arte na escola | Alunos e professores da Escola Estadual Professora Francisca Elzika, no bairro Mecejana, realizam uma mostra de arte cujo tema é “Arte inclusiva com Pintura em tela”, de 12 a 16 deste mês, nos horários de 09h às 12h e das 14h às 17 horas, no Palácio da Cultura Nenê Macaggi, no centro da Cidade. O projeto foi idealizado pela Professora e artista plástica, Fátima Rizzo, com a finalidade de oportunizar as crianças com necessidades especiais e os demais alunos da escola à inclusão e o desenvolvimento por meio da arte. Durante o evento terá exibição de obras de artes produzidas por professores e alunos, ateliê com oficinas de pintura em tela, e na sexta-feira (16) será sorteado um curso completo de pintura em tela.

O contrário daqui
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O preço praticado nas bombas de Boa Vista são praticamente iguais em todos os postos.

A intervenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que desmontou um suposto cartel de combustível no Distrito Federal mudou os preços nas bombas de gasolina e os hábitos dos brasilienses.

Em janeiro, o conselho nomeou um administrador independente para o grupo líder de mercado no DF até a conclusão de uma investigação contra postos locais.

Desde então, os valores cobrados pelo combustível caíram, assim como a margem de lucro dos postos, e há agora variação nos preços de um local para outro. Com isso, o motorista do DF passou a pesquisar antes de abastecer, hábito que tinha abandonado.

Aqui em Boa Vista acontece justamente o contrário. A cartelização comanda o negócio de venda de combustíveis e os preços, lógico, são combinados antes de chegarem as bombas.


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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