Maduro acusa EUA e Brasil de fazerem ‘plano de guerra’ para justificar invasão à Venezuela.

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O presidente da Venezuela Nicolás Maduro denunciou nesta sexta-feira um suposto plano dos Estados Unidos para desencadear um conflito que justificaria uma intervenção no país e que teria a ajuda do Brasil.

— Da Casa Branca, um plano foi decidido para levar a guerra à Venezuela. Para iniciar um conflito violento e armado e justificar uma invasão — disse Maduro, durante um ato no Palácio Presidencial de Miraflores.

Segundo o venezuelano, que geralmente acusa Washington de forjar planos contra seu governo, o presidente americano, Donald Trump, deu a ordem para “encher a Venezuela de violência” com o apoio do líder da oposição, Juan Guaidó, a quem ele chama de “fantoche”.

— Um plano de guerra foi decidido para a Venezuela na Casa Branca, é por isso que Trump leva o fantoche Guaidó para lá e o envia para executar tarefas de desestabilização — disse Maduro.

O presidente da Venezuela envolveu nesse suposto plano de Washington os governos da Colômbia e do Brasil, cujo presidente, Jair Bolsonaro, será recebido neste sábado por Trump e assinará um acordo na área de defesa com os Estados Unidos.

— E, agora, que Jair Bolsonaro foi convidado à mansão Donald Trump em Miami, a única questão: empurrar o Brasil para um conflito armado com a Venezuela, é o único tema que ele tem com Jair Bolsonaro, e da Venezuela nós o denunciamos — afirmou Maduro.

Segundo nota da Casa Branca, a Venezuela é uma das questões que serão discutidas por Bolsonaro e Trump neste sábado, durante um jantar no resort do americano em Mar-a-Lago, na Flórida.

Nesta semana, o Brasil ordenou a retirada de todos os seus diplomatas e funcionários da Venezuela, e pediu a saída dos diplomatas do governo Maduro em dois meses.

E dpois de afirmar ter “informações de primeira mão”, Maduro convocou as Forças Armadas e o “povo” para ficarem “prontos para o combate!”.

— Vamos abraçar esta campanha — gritou Maduro, enquanto ordenava distribuir informações sobre “sanções criminosas” em “todos os quartéis” e escolas. — Até o último soldado deve estudar os folhetos e estar ciente de que estamos enfrentando a agressão mais criminosa, brutal e racista na história da Venezuela nos 200 anos da república — declarou aos membros da liderança militar presentes no ato.

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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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