Migração de venezuelanos para Roraima pode aumentar com vitória de Maduro. Oposição denuncia fraudes.

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A Coluna de Hoje | Publicada 00h22
Nicolás Maduro vota em Caracas, na eleição em que a oposição acusa o Governo dele de fraudar o pleito.

O ex-prefeito de Caracas e um dos líderes da oposição na Venezuela, Antonio Ledezma, disse ontem em Brasília que a migração de pessoas fugindo da crise no país vizinho pode aumentar após as eleições venezuelanas, com a vitória de Nicolás Maduro para mais 6 anos de mandato.

Ele classificou as eleições de “fraude”. Segundo o oposicionista ao regime do presidente Nicolás Maduro, a concretização do processo eleitoral pode aumentar a desesperança da população. A Venezuela vive uma intensa crise social, política e econômica. A oposição alega que o governo manipulou a eleição para garantir a vitória de Maduro.

Maduro foi reeleito para mais 6 anos de mandato após um dia de votação que teve horário ampliado, denúncias de fraude, tentativa de boicote da oposição e falta de reconhecimento por grande parte da comunidade internacional. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, Nicolás Maduro obteve 5.823.728 votos, ou 67% dos votos válidos.

“Se se concretiza a fraude nas eleições deste domingo (ontem), muita gente pode concluir que a luta está perdida e o que sobra para essa gente é a opção de ir embora. E isso pode aumentar a diáspora, a imigração”, disse Ledezma, que está  no Brasil como parte de um roteiro por vários países para discutir a crise na Venezuela. Ele vive no exílio em Madri. Ledezma afirmou que os venezuelanos fogem do país porque essa é a única opção. “Ou é a vida ou a morte”, disse Ledezma.

Ele disse ainda que espera que os países não fechem suas fronteiras. “Os países estão se preparando para levar essa carga. Sabemos que muitas vezes somos uma carga, mas somos seres humanos, somos vizinhos”, relatou.

Segundo Ledezma a deterioração da economia tem sido apontada como o maior fator por trás do êxodo de venezuelanos em grande escala e a permanência de Maduro no poder deve aumentar ainda mais a falta de esperança de parte da população de haja qualquer reversão da crise no curto prazo.

Segundo uma pesquisa 45% dos entrevistados afirmaram que o principal motivo de seus familiares para deixar o país é a situação econômica. Em segundo lugar, com 25% das respostas, aparece a “desesperança”. Em terceiro, a sensação de insegurança e só em quarto, com 11%, a situação política. Fonte | Agências de Notícias.

Abstenção atingiu 54%
Urnas vazias em todo o país deram a pior votação ao ditador Nicolás Maduro na história do país.

Cerca de 20,5 milhões de eleitores estavam registrados para votar, mas o comparecimento foi de apenas 32%, segundo fontes do governo, o que significaria aproximadamente pouco mais de 6 milhões. A abstenção atingiu 54% do eleitorado registrado.

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, anunciou a partir da sede do Poder Eleitoral, que o candidato Nicolás Maduro foi reeleito Presidente da República com um total de 5 milhões 823 mil 728 votos.

Este resultado é baseado em 92% das urnas apuradas. O candidato oposicionista Henri Falcón obteve o segundo lugar com 1.820.552 votos. Enquanto o terceiro foi Javier Bertucci, com 925.042 votos.

EUA não reconhecerão eleição
Manifestantes protestam com a eleição de Nicolás Maduro nas ruas de Caracas.

Os Estados Unidos denunciaram a ausência total de legitimidade nas eleições presidenciais da Venezuela realizadas ontem, em que o presidente Nicolás Maduro busca a reeleição, e indicaram que não irão reconhecer o resultado do processo eleitoral.“

A farsa das eleições não muda nada. Precisamos que o povo venezuelano controle este país… uma nação com muito a oferecer ao mundo”, escreveu no Twitter o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

“As chamadas eleições na Venezuela de hoje não são legítimas”, afirmou, também pelo Twitter, Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado. “Os Estados Unidos estão do lado das nações democráticas no mundo que apoiam o povo venezuelano e seu direito soberano de eleger seus representantes em eleições livres e justas”, acrescentou.
A indicação de que os Estados Unidos não irão reconhecer o resultado da eleição também foi dada pelo número 2 do Departamento de Estado, John Sullivan, a jornalistas, que afirmou ainda que os Estados Unidos consideram ativamente impor sanções envolvendo o petróleo da Venezuela. Segundo ele, uma resposta às eleições deste domingo será discutida em um encontro do G20 em Buenos Aires, nesta segunda-feira. Com Agências Internacionais.

 E o ativo eleitoral de Teresa?
A prefeita Teresa desistiu de se candidatar ao Governo mão definiu ainda que grupo vai apoiar.

A prefeita Teresa Surita não deu qualquer indicativo, ainda, sobre que grupo político apoiar para as eleições de outubro. Desde que desistiu de se candidatar ao Governo, Teresa não mais se manifestou sobre o processo sucessório.

Pelo porte no jogo político local, possuidora de um ativo eleitoral expressivo, Teresa não pode ser vista apenas como uma aliada. Mas como alguém que pode decidir.

É sem dúvida a figura política mais proeminente de Roraima, e para o lado que Teresa pender, a vitória estará garantida.

Resta saber algo: ‘quem será, entre os candidatos ao Governo, capaz de cativar e arrestar o capital político da prefeita?’ Certamente nenhum deles….

Calamidade pública no HGR
Jorge Everton e a promotora Jeanne Sampaio visitaram as instalações do HGR, no domingo à noite.

O deputado estadual Jorge Everton (MDB) fez ontem (20) um relato dramático da situação do Hospital Geral de Roraima (HGR), a principal unidade de saúde do Estado, abandonada, como toda a saúde pública, no Governo de Suely Campos.

Everton registrou – em foto e vídeos – o caos total no lugar, com leitos alagados por falta de manutenção, acompanhantes de pacientes limpando os quartos e infiltração na sala do posto de enfermagem e corredores transformados em enfermaias.

O parlamentar estava acompanhado da promotora de Defesa da Saúde, Jeanne Sampaio, para uma vistoria ao HGR, depois de apelos de famílias que se encontram internadas na principal unidade de saúde. “A situação é caótica, de abandono total, de desespero mesmo”, disse o deputado.

As provas do caos, obtidas na visita de ontem, respaldarão a sessão em que o secretário Ricardo Queiroz terá que dá explicações sobe a saúde púbica no estado. Ela foi requerida por Jorge Everton e acontecerá na próxima quinta, 24. Fonte | Assessoria Parlamentar

Será esse o palanque do roliço?
Anchieta e possíveis aliados políticos para a campanha eleitoral que vai escolher o governador. 

Um registro fotográfico, feito na tarde de quinta-feira em, Mucajai, sugere que o palanque do roliço Zé Anchieta (candidato de novo ao governo neste ano) está em formação.

Na imagem vê-se político expressivos ocupando o mesmo tablado. Estão José Anchieta, Luciano Castro, Jalser Renier, Romero Jucá e o deputado George Melo, figuras históricas que navegaram no mesmo governo, anterior ao de Suely.

Na verdade não se trata de algo novo, nem admirável, muito menos assombroso. O dinamismo da política permite a junção de forças na construção de objetivos comuns, mesmo que que os personagens tenham sido antagônicos no passado.

A verdade é o que grupo de Anchieta está se fortalecendo.E ao que parece estar na dianteira dos demais.

Mecias vai com Denarium
Mecias não anunciou oficialmente, mas deve juntar-se a Antônio Denarium nas eleições deste ano.

O cenário está se revelando para por fim a novela sobre com quem marchará o deputado Mecias de Jesus (PRB) na campanha deste ano, depois que isolou o grupo político de Suely Campos.

Pré-candidato ao Senado, Mecias está pavimentando o caminho na direção do PSL, o Partido que abriga o empresário Antônio Denarium. Embora ainda não tenha anunciado oficialmente, tudo indica que PRB e PSL serão consortes nas eleições, em alianças fechadas [majoritária e proporcional].

Mecias comunicou ontem, durante uma reunião com a presença Denarium, do Pastor Frankemberg e de artistas do mundo gospel local, que o PRB está conversando internamente e ouvindo suas lideranças e que há 90% de chances do PRB está no mesmo palanque de Denarium.

Na ALE, continua o ‘climão’ 
Na Assembleia o clima ainda é de apreensão por conta da ameaça de demissão em masa.

Se vai haver demissões na Assembleia Legislativa, só o tempo dirá. O que se pode testemunhar é o clima nos corredores da Casa é de tensão e muita apreensão.

O deputado Jalser Reiner ainda não decidiu realmente o que fazer e quando, diante da decisão do STF que reduziu o percentual de gastos com pessoal neste exercício, por conta de uma ADI ajuizada por Suely Campos.

Se não houver outra saída, o presidente já afirmou, em Nota, que haverá corte drástico na folha de pessoal, não será possível dar aumento de salários nem benefícios algum aos servidores.

Ontem alguns deputados não escondiam a angustia, porque terão que cortar muita gente de suas folhas. Mas em curso uma manobra jurídica para abrandar a situação.

A propaganda do nada
Deputados federais já solicitaram mais de R$ 18 milhões de ressarcimento com divulgação de ações.

Apesar de 2018 ser marcado pela falta de trabalho a divulgar, os deputados federais solicitaram e receberam da Câmara ressarcimento de R$18 milhões em razão de despesas com “divulgação da atividade parlamentar”.

O valor corresponde a quase um terço (28%) dos R$62,6 milhões do “cotão”, que é uma espécie de cartão de débito que cada deputado ganha para gastar à vontade, até o limite R$45 mil por mês.

O campeão nos gastos com “divulgação de atividades” é Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA): torrou R$139,1 mil somente este ano. Deputados federais do DF têm limite menor para obter ressarcimento. Mesmo assim, é um “cartão de débito” com R$30,7 mil por mês.

Os deputados de Roraima, em razão da distância, têm o maior valor do “cotão parlamentar” para gastar à vontade: R$45,6 mil mensais. Fonte | Diário do Poder


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By peronico

Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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