MIGRAÇÃO DESORDENADA: Vice-presidente diz que meta é retirar 36 mil venezuelanos de Roraima até o final do ano.

 MIGRAÇÃO DESORDENADA: Vice-presidente diz que meta é retirar 36 mil venezuelanos de Roraima até o final do ano.

Mourão visitou Pacaraima junto com Denarium e constatou a gravidade da migração desordenada.

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Em entrevista na Base Aérea de Boa Vista depois de visitar instalações que abrigam venezuelanos na capital e em Pacaraima, o vice-presidente Hamilton Mourão disse hoje (13), em entrevista coletiva, que até o final deste ano o governo vai interiorizar 36 mil imigrantes para todas as regiões do Brasil.

Mourão veio a Roraima na quarta (12) e cumpriu agenda na Operação Acolhida, visitou abrigos, reuniu-se com o governador Antônio Denarium, com deputados estaduais, federais e senadores e voltou hoje para Brasília com muitos subsídios para ações futuras que serão implementadas para amenizar os efeitos da migração sobre a vida local.

“Estamos com a ideia de interiorizar 3 mil venezuelanos por mês […]. De modo que, ao final do ano, 36 mil venezuelanos, no mínimo, distribuídos para o resto do Brasil”, disse ele.

Mourão fez questão de ressalvar a gravidade da situação sobretudo na cidade de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela que absolve o impacto inicial da migração desordenada.

Ele disse que a situação em Pacaraima “é de segurança pública” que uma força-tarefa entre o Governo de Roraima e o Ministério da Justiça e Segurança Pública vai buscar devolver a sensação de segurança aos moradores.

“O govenador Antonio Denarium e o ministro Sergio Moro vão concentrar uma força-tarefa, integrando Força Nacional, Polícia Militar, Polícia Civil, para que dê a sensação de segurança à população de Pacaraima, para acalmar e viver melhor. Vi as ruas estão lotadas e há muitos problemas que precisam acabar”, disse.

Mourão observou que a partir do momento em que a crise na Venezuela se agravou, o Brasil tinha duas opções: fechar a fronteira ou criar ações de acolhimento.

“É óbvio que em Roraima você tem três níveis: Pacaraima, onde precisamos ter menos venezuelanos, porque não comporta. A partir daí vem para Boa Vista, que também não comporta, para depois ir para o interior do Brasil. Existe um núcleo em Manaus, outros lugares em Brasília estão aceitando receber aqueles que realmente querem se estabelecer”, disse o general.

Sobre as reclamações dos roraimenses de que os venezuelanos foram tirados das ruas antes da chegada das autoridades, ele disse que a situação precisa ser apurada, mas que o Exército não tem jurisdição para retirar quem quer que seja das vias públicas.

“Ou eles acharam que minha vinda e do ministro Sergio Moro ia causar uma onda de repressão e resolveram se esconder, e estão esperando a gente ir embora para voltar? Para mim, seria muito melhor ver a realidade”, reforçou.

CONTATOS DO AUTOR

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Expedito Perônico, jornalista e colunista de política. Este blog cobre os bastidores do poder em Roraima e em Brasília. Já atuei nos principais veículos de comunicação de Roraima.

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